A Secretaria de Estado da Saúde (SES) de Goiás reforçou o alerta para acidentes domésticos durante as férias escolares. Queimaduras, intoxicações por medicamentos e produtos de limpeza, quedas e afogamentos estão entre as ocorrências mais frequentes nesse período.
Mesmo nos últimos dias do recesso, é comum que as crianças explorem mais os ambientes da casa e participem de brincadeiras que, sem supervisão de um adulto, podem representar riscos. A maior parte desses acidentes pode ser evitada com pequenas adaptações no ambiente doméstico e atenção constante dos responsáveis, garantindo um encerramento das férias mais seguro para toda a família.
Por que as férias aumentam o risco de acidentes?
Durante as férias, a rotina muda. As crianças passam mais tempo em casa, exploram cômodos que não frequentam tanto no dia a dia e se envolvem em brincadeiras que podem expô-las a perigos. A ausência da supervisão escolar e a distração dos adultos em tarefas domésticas ou trabalho remoto agravam o quadro.
De acordo com a gerente médica do Hospital Estadual da Criança e do Adolescente (Hecad) e médica ortopedista, Ingrid Silva, pequenos cuidados na rotina podem fazer toda a diferença para prevenir situações de risco. "Durante as férias, os adultos precisam estar ainda mais atentos aos ambientes e objetos da casa que podem representar perigo", alerta.
O que a SES Goiás recomenda para cada ambiente?
Cozinha: queimaduras e intoxicações
Na cozinha, um dos principais cuidados é manter os cabos das panelas voltados para a parte interna do fogão, evitando que as crianças alcancem os recipientes e sofram queimaduras com líquidos ou alimentos quentes. Produtos de limpeza também devem ser armazenados em locais altos ou trancados, sempre fora do alcance dos pequenos.
Medicamentos: risco de intoxicação
Outro ponto de atenção são os medicamentos. Segundo a especialista, é comum que comprimidos sejam confundidos com doces pelas crianças, o que pode provocar intoxicações. Por isso, os medicamentos devem permanecer guardados em locais elevados e seguros, nunca em armários baixos ou de fácil acesso.
Telas de proteção e janelas
Para famílias que vivem em apartamentos ou residências com telas de proteção, a recomendação é verificar periodicamente as condições do equipamento. As telas possuem vida útil aproximada de três anos e precisam estar bem tensionadas. Caso apresentem sinais de desgaste ou folgas, a substituição deve ser realizada imediatamente.
Outros objetos perigosos
Além desses cuidados, é importante manter objetos cortantes, fósforos, isqueiros e ferramentas em locais seguros, proteger tomadas elétricas e evitar que crianças permaneçam sozinhas próximas a baldes, banheiras, piscinas ou qualquer recipiente com água. Em casas com piscinas, o acesso deve ser restrito e sempre acompanhado por um adulto, mesmo quando a criança souber nadar.
O que fazer após um acidente doméstico?
A equipe médica do Hecad não detalhou procedimentos específicos de primeiros socorros, mas a orientação geral em casos de queimaduras é resfriar a área com água corrente por alguns minutos e evitar passar substâncias como manteiga ou pasta de dente. Em intoxicações, não induzir vômito sem orientação médica. Em afogamentos, chamar socorro imediatamente. Em todos os casos, buscar atendimento hospitalar o quanto antes.
Como a prevenção pode mudar o cenário das férias?
Segundo a equipe médica do Hecad, a prevenção continua sendo a principal forma de evitar acidentes domésticos. A supervisão constante das crianças, aliada à organização dos ambientes e à adoção de medidas simples de segurança, contribui para que o período de férias seja aproveitado com tranquilidade por toda a família.
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Perguntas Frequentes
Quais são os acidentes domésticos mais comuns nas férias?
Queimaduras, intoxicações por medicamentos e produtos de limpeza, quedas e afogamentos estão entre os mais frequentes.
Como evitar queimaduras na cozinha?
Mantenha os cabos das panelas virados para dentro do fogão e nunca deixe crianças sozinhas na cozinha.
Onde guardar medicamentos em casa?
Em locais elevados e trancados, fora do alcance das crianças, nunca em armários baixos.
Qual a vida útil das telas de proteção?
Aproximadamente três anos, segundo a recomendação da SES. Devem estar bem tensionadas e sem folgas.
O que fazer se uma criança sofrer intoxicação?
Não induzir vômito sem orientação médica e buscar atendimento hospitalar imediatamente.
Crianças que sabem nadar precisam de supervisão na piscina?
Sim, o acesso à piscina deve ser restrito e sempre acompanhado por um adulto, mesmo que a criança saiba nadar.