# Anvisa aprova medicamentos pediátricos para lúpus e esclerose múltipla

> A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a ampliação do uso dos medicamentos Benlysta (belimumabe) e Ocrevus (ocrelizumabe) para pacientes pediátricos. Benlysta passa a ser indicado para crianças a partir de 5 anos com lúpus eritematoso sistêmico ativo. Ocrevus é autorizado para adolescentes a partir de 12 anos e com peso mínimo de 40 kg com esclerose múltipla.

*Bombou na Web · Curiosidades · 21 de julho de 2026 · Kelly Nascimento*

Na segunda-feira (20), a Anvisa aprovou a ampliação do tratamento de lúpus e esclerose múltipla para crianças e adolescentes. O Benlysta (belimumabe) passa a ser indicado a partir dos 5 anos para lúpus ativo; o Ocrevus (ocrelizumabe) para adolescentes a partir de 12 anos e 40 kg 

## O que muda na prática com a aprovação da Anvisa para crianças e adolescentes

Na segunda-feira (20), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a ampliação do tratamento de lúpus e esclerose múltipla para crianças e adolescentes por meio de medicamentos. A medida foi publicada no Diário Oficial da União. Para quem acompanha o noticiário de saúde, a pergunta é direta: o que exatamente muda no dia a dia dos pacientes e das famílias?

**Resposta direta:** A Anvisa aprovou o uso do Benlysta (belimumabe) para crianças a partir de 5 anos com lúpus eritematoso sistêmico (LES) ativo, e do Ocrevus (ocrelizumabe) para adolescentes a partir de 12 anos e 40 kg com esclerose múltipla remitente-recorrente (EMRR). Ambos os medicamentos já eram usados em adultos; a novidade é a ampliação para faixas etárias mais jovens, com critérios específicos.

## Benlysta (belimumabe) para lúpus infantil: critérios e formato

O Benlysta (belimumabe) passa a ser indicado como tratamento complementar para crianças a partir de 5 anos de idade com lúpus eritematoso sistêmico (LES) ativo. O medicamento é destinado a pacientes que apresentam alto grau de atividade da doença e que já estejam em tratamento padrão, com corticosteroides, antimaláricos, anti-inflamatórios não esteroides ou outros imunossupressores.

A medida abrange as alternativas em caneta aplicadora/autoinjetora, visando reduzir a necessidade de deslocamentos a centros de infusão e o conforto dos pacientes. A formulação intravenosa do medicamento já estava aprovada para pacientes pediátricos. Ou seja: a novidade é a opção subcutânea, que pode ser aplicada em casa, sem necessidade de ir ao hospital para infusão.

### O que é o lúpus eritematoso sistêmico?

O lúpus eritematoso sistêmico é uma doença inflamatória autoimune, que pode afetar múltiplos órgãos e tecidos, como pele, articulações, rins e cérebro. Em casos mais graves, se não tratada adequadamente, pode levar ao óbito. Entre os principais sintomas estão febre, rigidez muscular e inchaços, lesões na pele que surgem ou pioram quando expostas ao sol, linfonodos aumentados e queda de cabelo.

Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia, a doença afeta entre 150 mil e 300 mil pessoas no Brasil, principalmente mulheres entre 20 e 45 anos. O diagnóstico é feito a partir de uma série de exames médicos, como hemograma, biópsia renal, exame de urina, entre outros. O tratamento é principalmente paliativo.

## Ocrevus (ocrelizumabe) para esclerose múltipla em adolescentes

Outro medicamento que teve ampliação de uso em pacientes a partir de 12 anos e 40 kg é o Ocrevus (ocrelizumabe), destinado ao tratamento da esclerose múltipla remitente-recorrente (EMRR). O produto é um anticorpo monoclonal recombinante, que contribui para a redução da atividade inflamatória associada à doença.

### O que é a esclerose múltipla remitente-recorrente?

A esclerose múltipla é uma doença inflamatória crônica e autoimune do sistema nervoso central. O sistema imunológico ataca a mielina que reveste e protege as fibras nervosas, prejudicando a comunicação entre o cérebro e o restante do corpo.

Na forma remitente-recorrente, a doença é caracterizada por episódios de novos sintomas neurológicos ou agravamento dos já existentes, seguidos por períodos de recuperação parcial ou completa. A manifestação dos sintomas antes dos 18 anos é considerada uma condição rara e mais grave da doença.

Entre os sintomas mais comuns estão fadiga extrema, dormência, formigamento, alterações visuais (como visão turva ou dupla), fraqueza muscular, desequilíbrio e dificuldade de controle da bexiga. As causas envolvem predisposição genética e fatores ambientais que funcionam como gatilhos, como infecções virais, tabagismo e obesidade. O diagnóstico é feito por um neurologista junto a exames complementares.

## O que a aprovação da Anvisa significa para as famílias?

Talvez você se reconheça aqui: a espera por uma aprovação regulatória que pode mudar o curso de um tratamento infantil. A decisão da Anvisa, publicada no Diário Oficial da União, não é apenas burocrática. Ela reflete um esforço para ampliar o acesso a terapias biológicas em faixas etárias onde a doença costuma ser mais agressiva.

Para o lúpus, a possibilidade de usar a caneta autoinjetora reduz a logística de deslocamento a centros de infusão. Para a esclerose múltipla, o Ocrevus entra como opção para adolescentes que, até então, tinham menos alternativas aprovadas especificamente para sua faixa etária.

Vale a pena parar pra pensar: a aprovação não significa que todos os pacientes serão automaticamente tratados. Cada caso exige avaliação médica individualizada, e o acesso ao medicamento depende da incorporação ao SUS ou da cobertura por planos de saúde. O próximo passo, para muitas famílias, será verificar se o tratamento está disponível na rede pública ou privada.

## Perguntas Frequentes

### A partir de que idade o Benlysta pode ser usado em crianças?

O Benlysta (belimumabe) foi aprovado para crianças a partir de 5 anos de idade com lúpus eritematoso sistêmico ativo.

### O Ocrevus pode ser usado em adolescentes com menos de 12 anos?

Não. A aprovação da Anvisa vale para pacientes a partir de 12 anos e com peso mínimo de 40 kg.

### Qual a diferença entre a versão intravenosa e a caneta autoinjetora do Benlysta?

A versão intravenosa exige infusão em centro médico. A caneta autoinjetora, aprovada agora para crianças, permite aplicação em casa, reduzindo deslocamentos.

### O lúpus em crianças é mais grave que em adultos?

A fonte não especifica gravidade comparativa, mas a Sociedade Brasileira de Reumatologia aponta que a doença afeta principalmente mulheres entre 20 e 45 anos. O tratamento é paliativo.

### Como é feito o diagnóstico de esclerose múltipla em adolescentes?

O diagnóstico é feito por um neurologista, com auxílio de exames complementares, considerando sintomas como fadiga, dormência, alterações visuais e fraqueza muscular.

### Esses medicamentos já estão disponíveis no SUS?

A fonte não informa sobre incorporação ao SUS. A aprovação da Anvisa é o primeiro passo; a disponibilidade depende de processos de incorporação e cobertura por planos de saúde.

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Fonte (canonical): https://www.bombounaweb.com.br/curiosidades/anvisa-aprova-medicamentos-pediatricos-lupus-esclerose-multipla/
