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Anvisa aprova novo medicamento para linfoma não Hodgkin: Columvi chega ao Brasil

ResumoA Anvisa aprovou o Columvi (glofitamabe) da Roche para tratamento de linfoma difuso de grandes células B recidivante ou refratário. O medicamento é indicado a pacientes que não podem realizar transplante autólogo de células-tronco. A aprovação baseou-se em estudo clínico que demonstrou eficácia e segurança para essa população específica.

A Anvisa aprovou o Columvi (glofitamabe) da Roche para linfoma difuso de grandes células B recidivante ou refratário. O medicamento é uma nova opção para pacientes que não podem fazer transplante autólogo. Entenda os detalhes do registro e os resultados do estudo clínico.

Wesley Tanaka
Anvisa aprova novo medicamento para linfoma não Hodgkin: Columvi chega ao Brasil

Anvisa aprova novo medicamento para linfoma não Hodgkin: Columvi chega ao Brasil — Foto: Reprodução / Bombou na Web

Anvisa aprova novo medicamento para linfoma não Hodgkin

Se você ou alguém próximo foi diagnosticado com linfoma difuso de grandes células B e as opções de tratamento estão se esgotando, uma novidade acaba de chegar ao Brasil. A Anvisa aprovou o Columvi (glofitamabe) da Roche, um anticorpo biespecífico que promete mudar o jogo para quem enfrenta essa doença agressiva.

A Anvisa aprovou o Columvi (glofitamabe) da Roche para tratamento de linfoma difuso de grandes células B recidivante ou refratário. O medicamento é combinado com gencitabina e oxaliplatina e indicado para pacientes sem condições para transplante autólogo. O tratamento dura cerca de 8,3 meses e reduziu em 41% o risco de morte em estudo clínico.

O que é o Columvi e como ele funciona

O Columvi (glofitamabe) é um medicamento biológico desenvolvido pelo laboratório Roche. Ele age como um anticorpo biespecífico, ou seja, consegue redirecionar o sistema imunológico do paciente para atacar as células tumorais. Segundo a Anvisa, o registro representa "uma inovação terapêutica relevante na área de oncologia hematológica".

Quem pode usar o novo medicamento

O tratamento é indicado para pacientes adultos com linfoma difuso de grandes células B não especificado (LDGCB NOS) que apresentam:

  • Doença recidivante (quando o câncer retorna após tratamento)
  • Doença refratária (quando não responde aos tratamentos iniciais)
  • Sem condições clínicas para transplante autólogo de células-tronco (TACT)

O TACT é um procedimento que usa células-tronco da própria pessoa. Quem não pode passar por ele agora tem uma alternativa direcionada.

Como é feito o tratamento

A aplicação do Columvi é intravenosa e pode ser feita sem necessidade de internação. O ciclo completo dura cerca de 8,3 meses, com 12 ciclos determinados pelo protocolo da terapia. Isso significa menos tempo no hospital e mais liberdade para o paciente.

Resultados do estudo clínico

A Roche divulgou dados de um estudo global publicado em novembro de 2024 na revista científica The Lancet. Os números são expressivos:

  • Redução de 41% no risco de morte em comparação ao protocolo tradicional
  • 50,3% dos participantes alcançaram remissão completa (contra 22% no grupo comparativo)
  • Redução de 63% no risco de progressão da doença

O cenário no Brasil

De acordo com a fabricante, cerca de 4 mil pessoas recebem o diagnóstico de linfoma difuso de grandes células B por ano no Brasil. Esse é o subtipo mais comum de linfoma não Hodgkin agressivo, com evolução clínica rápida. Até agora, as opções de tratamento para casos recidivantes ou refratários eram limitadas.

O que muda para o paciente

Antes de gastar tempo e energia com opções que podem não funcionar, vale conversar com o oncologista sobre o Columvi. O medicamento amplia as opções de tratamento, especialmente para quem não pode fazer transplante. A Anvisa publicou o registro no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (20), então a disponibilidade nas redes de saúde deve começar em breve.

Perguntas Frequentes

O Columvi já está disponível no Brasil?

A Anvisa publicou o registro do medicamento no Diário Oficial da União. A disponibilidade comercial depende da Roche e da incorporação pelos sistemas de saúde.

Quanto custa o tratamento com Columvi?

O valor ainda não foi divulgado pela fabricante. O preço será definido após negociação com a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).

O Columvi pode ser usado em qualquer tipo de linfoma?

Não. O registro é específico para linfoma difuso de grandes células B não especificado (LDGCB NOS) recidivante ou refratário.

O tratamento exige internação?

Não. A aplicação é intravenosa, mas pode ser feita sem necessidade de internação hospitalar.

Qual a diferença entre recidivante e refratário?

Recidivante significa que o câncer retornou após tratamento. Refratário indica que a doença não respondeu aos tratamentos iniciais.

Wesley Tanaka

Editoria Curiosidades

Wesley Tanaka cobre o setor de meios de pagamento e crédito no Bombou na Web. Análises técnicas, sem viés comercial.

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