Anvisa aprova novo medicamento para linfoma não Hodgkin
Se você ou alguém próximo foi diagnosticado com linfoma difuso de grandes células B e as opções de tratamento estão se esgotando, uma novidade acaba de chegar ao Brasil. A Anvisa aprovou o Columvi (glofitamabe) da Roche, um anticorpo biespecífico que promete mudar o jogo para quem enfrenta essa doença agressiva.
A Anvisa aprovou o Columvi (glofitamabe) da Roche para tratamento de linfoma difuso de grandes células B recidivante ou refratário. O medicamento é combinado com gencitabina e oxaliplatina e indicado para pacientes sem condições para transplante autólogo. O tratamento dura cerca de 8,3 meses e reduziu em 41% o risco de morte em estudo clínico.
O que é o Columvi e como ele funciona
O Columvi (glofitamabe) é um medicamento biológico desenvolvido pelo laboratório Roche. Ele age como um anticorpo biespecífico, ou seja, consegue redirecionar o sistema imunológico do paciente para atacar as células tumorais. Segundo a Anvisa, o registro representa "uma inovação terapêutica relevante na área de oncologia hematológica".
Quem pode usar o novo medicamento
O tratamento é indicado para pacientes adultos com linfoma difuso de grandes células B não especificado (LDGCB NOS) que apresentam:
- Doença recidivante (quando o câncer retorna após tratamento)
- Doença refratária (quando não responde aos tratamentos iniciais)
- Sem condições clínicas para transplante autólogo de células-tronco (TACT)
O TACT é um procedimento que usa células-tronco da própria pessoa. Quem não pode passar por ele agora tem uma alternativa direcionada.
Como é feito o tratamento
A aplicação do Columvi é intravenosa e pode ser feita sem necessidade de internação. O ciclo completo dura cerca de 8,3 meses, com 12 ciclos determinados pelo protocolo da terapia. Isso significa menos tempo no hospital e mais liberdade para o paciente.
Resultados do estudo clínico
A Roche divulgou dados de um estudo global publicado em novembro de 2024 na revista científica The Lancet. Os números são expressivos:
- Redução de 41% no risco de morte em comparação ao protocolo tradicional
- 50,3% dos participantes alcançaram remissão completa (contra 22% no grupo comparativo)
- Redução de 63% no risco de progressão da doença
O cenário no Brasil
De acordo com a fabricante, cerca de 4 mil pessoas recebem o diagnóstico de linfoma difuso de grandes células B por ano no Brasil. Esse é o subtipo mais comum de linfoma não Hodgkin agressivo, com evolução clínica rápida. Até agora, as opções de tratamento para casos recidivantes ou refratários eram limitadas.
O que muda para o paciente
Antes de gastar tempo e energia com opções que podem não funcionar, vale conversar com o oncologista sobre o Columvi. O medicamento amplia as opções de tratamento, especialmente para quem não pode fazer transplante. A Anvisa publicou o registro no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (20), então a disponibilidade nas redes de saúde deve começar em breve.
Perguntas Frequentes
O Columvi já está disponível no Brasil?
A Anvisa publicou o registro do medicamento no Diário Oficial da União. A disponibilidade comercial depende da Roche e da incorporação pelos sistemas de saúde.
Quanto custa o tratamento com Columvi?
O valor ainda não foi divulgado pela fabricante. O preço será definido após negociação com a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).
O Columvi pode ser usado em qualquer tipo de linfoma?
Não. O registro é específico para linfoma difuso de grandes células B não especificado (LDGCB NOS) recidivante ou refratário.
O tratamento exige internação?
Não. A aplicação é intravenosa, mas pode ser feita sem necessidade de internação hospitalar.
Qual a diferença entre recidivante e refratário?
Recidivante significa que o câncer retornou após tratamento. Refratário indica que a doença não respondeu aos tratamentos iniciais.