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Rio Meia Ponte em alerta: abastecimento em Goiânia segue normal após 32 dias sem chuva

ResumoO Rio Meia Ponte entrou em nível de alerta após 32 dias sem chuvas, com vazão reduzida a 8.917 litros por segundo. A Saneago informa que o abastecimento de água em Goiânia permanece normal. A cidade mantém reservas e planos de contingência para garantir o fornecimento nos próximos dias.

Após mais de 32 dias sem chuvas, o Rio Meia Ponte entrou em nível de alerta. A vazão caiu para 8.917 litros por segundo, mas o abastecimento em Goiânia segue normal, segundo a Saneago. Veja como a cidade está preparada e o que esperar dos próximos dias.

Kelly Nascimento
Rio Meia Ponte em alerta: abastecimento em Goiânia segue normal após 32 dias sem chuva

Rio Meia Ponte em alerta: abastecimento em Goiânia segue normal após 32 dias sem chuva — Foto: Reprodução / Bombou na Web

Após 32 dias sem chuva, Rio Meia Ponte entra em nível de alerta; abastecimento em Goiânia segue normal

Você já acordou e olhou pela janela, esperando uma garoa que não vem? Pois é. Em Goiânia, já são mais de 32 dias sem chuvas. E o Rio Meia Ponte, que abastece parte da cidade, sentiu. Na última semana, a vazão média no ponto de captação caiu para 8.917,49 litros por segundo, o que fez o rio entrar em "Nível de Alerta". Mas calma: a água da torneira continua saindo normalmente.

Após 32 dias sem chuva, o Rio Meia Ponte, no ponto de captação de Goiânia, entrou em nível de alerta. A vazão média dos últimos sete dias atingiu 8.917,49 litros por segundo, conforme a Semad. Apesar disso, a Saneago informou que o abastecimento na capital segue normal, com três sistemas produtores interligados e a barragem do Ribeirão João Leite em 94% da capacidade.

O que significa o nível de alerta do Rio Meia Ponte?

O alerta foi emitido pela Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Goiás (Semad). A classificação segue a regulamentação estadual e serve como um sinal amarelo: é hora de monitorar mais de perto e adotar medidas para preservar a água disponível. A próxima etapa, se a vazão continuar caindo, é o nível crítico.

André Amorim, gerente do Centro de Informações Hidrológicas, Meteorológicas e Geológicas de Goiás (Cimehgo), explicou ao Jornal Opção que a queda é esperada para esta época. "Nós estamos no período de estiagem, e é normal que o Rio [Meia Ponte] caia de nível", disse. Ele também informou que, ao menos nos próximos 15 dias, não há previsão de chuvas.

Abastecimento em Goiânia: por que a água continua normal?

A Saneago, responsável pelo abastecimento em 223 municípios goianos, garantiu que todos os sistemas operam com qualidade e regularidade. Em Goiânia, a cidade conta com três estações de tratamento que usam dois mananciais: o Rio Meia Ponte (captação superficial) e o Ribeirão João Leite (água represada). Atualmente, 64% da capital é abastecida pelo João Leite e 36% pelo Meia Ponte.

A Estação de Tratamento de Água Meia Ponte tem capacidade de 2.000 litros por segundo, volume suficiente para atender a demanda atual. Já a Estação Mauro Borges e a Estação Jaime Câmara tratam 4.000 e 2.000 litros por segundo, respectivamente. Para mais segurança, os sistemas são interligados por uma adutora que pode reforçar o Sistema Meia Ponte com até 800 litros por segundo, usando a água reservada do João Leite.

A barragem do Ribeirão João Leite está com 94% da capacidade, o que dá uma margem confortável para os próximos meses.

O que esperar dos próximos dias?

Segundo André Amorim, o nível atual do rio é similar ao do ano passado no mesmo período. "Infelizmente, quando não tem chuva, acaba caindo mesmo. É normal para o período", afirmou. A vazão de alerta começa abaixo de 9.000 litros por segundo, e o nível crítico é atingido quando chega a 5.500 litros por segundo.

A Saneago também destacou que atua no combate ao desperdício. Pelo Novo Marco Legal do Saneamento, as companhias têm até 2033 para reduzir as perdas de água a 25%. A Saneago já atingiu 22%, superando a meta com uma década de antecedência. Em Goiânia, o índice de perdas é ainda menor: 11%, a menor entre as capitais brasileiras pelo quinto ano consecutivo, segundo o Instituto Trata Brasil.

Como você pode ajudar?

A estiagem pede cautela, e a Saneago reforça a importância do consumo consciente. Pequenos gestos fazem diferença: fechar a torneira enquanto escova os dentes, reutilizar água da máquina e evitar lavar calçadas com mangueira. Dicas completas estão no site da empresa.

Talvez você se reconheça aqui: já pensou em quanto tempo passa no banho ou se realmente precisa regar as plantas todo dia? Vale a pena parar pra pensar.

Perguntas Frequentes

O abastecimento de água em Goiânia vai ser cortado?

Não. A Saneago informou que a vazão atual do Rio Meia Ponte é suficiente para manter o abastecimento normal, e os sistemas estão interligados para garantir segurança hídrica.

Quando deve voltar a chover em Goiânia?

Segundo o Cimehgo, não há previsão de chuvas para os próximos 15 dias. O período de estiagem segue até outubro.

O que é o nível de alerta do Rio Meia Ponte?

É uma classificação da Semad que indica a necessidade de monitoramento mais rigoroso. A vazão abaixo de 9.000 litros por segundo aciona o alerta; o nível crítico é quando chega a 5.500 litros por segundo.

Quem é responsável pela gestão do Rio Meia Ponte?

A gestão dos recursos hídricos é feita pela Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Goiás (Semad), em conjunto com o Comitê da Bacia Hidrográfica do Meia Ponte.

Goiânia tem outras fontes de água além do Rio Meia Ponte?

Sim. A capital é abastecida por dois mananciais: o Rio Meia Ponte (36%) e o Ribeirão João Leite (64%), que atualmente está com 94% da capacidade.

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Kelly Nascimento

Editoria Curiosidades

Kelly Nascimento cobre o setor de meios de pagamento e crédito no Bombou na Web. Análises técnicas, sem viés comercial.

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