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Apreensão de ouro dispara 830% e expõe nova rota do garimpo ilegal

ResumoA apreensão de ouro ilegal pela PRF no primeiro semestre de 2026 cresceu 830,76% em relação a 2025, totalizando 51,75 kg. Pará e Roraima concentram a maior parte do minério. A mudança na lei de 2013 criou brechas para o garimpo ilegal, impactando o consumidor final com ouro de origem duvidosa no mercado.

A PRF apreendeu 51,75 kg de ouro ilegal no primeiro semestre de 2026, alta de 830,76% ante 2025. Pará e Roraima concentram a maior parte. Entenda como a mudança na lei de 2013 abriu brecha para o garimpo ilegal e o que isso significa para o consumidor final.

Wesley Tanaka
Apreensão de ouro dispara 830% e expõe nova rota do garimpo ilegal

Apreensão de ouro dispara 830% e expõe nova rota do garimpo ilegal — Foto: Reprodução / Bombou na Web

Apreensão de ouro dispara 830% e expõe nova rota do garimpo ilegal

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu 51,75 kg de ouro ilegal no primeiro semestre de 2026, um salto de 830,76% em relação aos menos de 6 kg do mesmo período de 2025. Os dados, cedidos pela PRF a pedido do g1, mostram que Pará (26,52 kg) e Roraima (15,64 kg) concentram a maior parte do metal. A região Norte virou o epicentro da nova rota do garimpo ilegal, segundo Larissa Rodrigues, diretora de pesquisa do Instituto Escolhas, por causa de mudanças na legislação e da valorização do ouro.

Como a lei de 2013 abriu brecha para o garimpo ilegal

A Lei 12.844, de 2013, garantia a "presunção de legalidade do ouro comprado" e a "boa-fé do comprador". Instituições financeiras autorizadas pelo Banco Central não enfrentavam obstáculos jurídicos para comprar ouro sem comprovação da origem. Essa brecha, segundo o Instituto Escolhas, permitiu que ouro de garimpo ilegal entrasse no mercado formal sem grandes riscos para os compradores.

O que mudou e por que a apreensão explodiu

Com o fim da "boa-fé" presumida, a PRF intensificou as fiscalizações nas rodovias que cortam a região Norte. A valorização do metal também impulsionou o garimpo ilegal. A nova rota parte principalmente de garimpos no Pará e em Roraima, passa por estradas federais e segue para centros de comercialização. A diretora do Instituto Escolhas alerta que a mudança na lei ainda não fechou todas as portas: o ouro ilegal continua circulando, mas agora com mais risco de ser apreendido.

O que isso significa para quem compra ouro

Se você compra ouro como investimento ou para joias, o aumento das apreensões indica que o mercado está mais vigiado. Joalherias e ourives que compram ouro sem nota fiscal ou de fornecedores não autorizados correm o risco de adquirir metal de origem ilegal. A recomendação é exigir sempre a documentação de origem e comprar apenas de instituições financeiras autorizadas pelo Banco Central.

Como identificar ouro legal

  • Exija nota fiscal com a origem declarada
  • Verifique se o vendedor é autorizado pelo Banco Central
  • Desconfie de preços muito abaixo do mercado
  • Prefira comprar de grandes bancos ou corretoras reguladas

Perguntas Frequentes

O que é a Lei 12.844?

É a lei de 2013 que garantia a presunção de legalidade do ouro comprado por instituições financeiras, sem necessidade de comprovação de origem.

Por que Pará e Roraima concentram as apreensões?

Por serem estados na região Norte, na fronteira com países vizinhos, onde há garimpos ilegais e rotas de escoamento do ouro.

Como saber se o ouro que comprei é legal?

Exija nota fiscal com a origem e verifique se o vendedor é autorizado pelo Banco Central.

O que mudou na fiscalização?

O fim da presunção de boa-fé permitiu que a PRF intensificasse as apreensões, que subiram 830% no primeiro semestre de 2026.

Quanto ouro foi apreendido no total?

51,75 kg só no primeiro semestre de 2026, contra menos de 6 kg no mesmo período de 2025.

Wesley Tanaka

Editoria Curiosidades

Wesley Tanaka cobre o setor de meios de pagamento e crédito no Bombou na Web. Análises técnicas, sem viés comercial.

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