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Brasil permanece fora do Mapa da Fome pelo segundo ano, aponta relatório da ONU

ResumoO Brasil permanece fora do Mapa da Fome pelo segundo ano consecutivo, conforme o relatório SOFI 2026 da FAO. O índice de subnutrição ficou abaixo de 2,5% e a insegurança alimentar severa caiu para 0,6% da população, o menor da série histórica.

O Brasil permanece fora do Mapa da Fome pelo segundo ano consecutivo, segundo o relatório SOFI 2026 da FAO. O índice de subnutrição ficou abaixo de 2,5%, e a insegurança alimentar severa caiu para 0,6% da população, o menor da série histórica.

Kelly Nascimento
Brasil permanece fora do Mapa da Fome pelo segundo ano, aponta relatório da ONU

Brasil permanece fora do Mapa da Fome pelo segundo ano, aponta relatório da ONU — Foto: Reprodução / Bombou na Web

Brasil permanece fora do Mapa da Fome pelo segundo ano, aponta relatório da ONU

O Brasil manteve-se, pelo segundo ano seguido, fora do Mapa da Fome, segundo o relatório O Estado da Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo 2026 (SOFI), divulgado nesta terça-feira (21) pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). O estudo também aponta que o país atingiu o menor percentual já registrado de pessoas em situação de insegurança alimentar severa.

O levantamento considera informações coletadas entre 2023 e 2025 e mostra que a parcela da população em condição de subnutrição permaneceu abaixo de 2,5%. Esse índice representa o percentual de pessoas que não conseguem consumir diariamente a quantidade mínima de calorias necessária para uma vida saudável e é o principal critério adotado pela FAO para classificar os países no Mapa da Fome.

O que mudou para o Brasil sair do Mapa da Fome?

Depois de deixar essa lista em 2024, o Brasil conseguiu manter o indicador abaixo do limite estabelecido pela organização internacional, consolidando a melhora registrada no ano anterior. A novidade do relatório SOFI 2026 não é a saída, mas a permanência. O país não apenas reverteu o quadro de fome, como sustentou a melhora por dois anos consecutivos.

Outro dado destacado pelo relatório é a redução da insegurança alimentar severa. O índice caiu para 0,6% da população no triênio mais recente, resultado considerado o melhor desde o início da série histórica. Na prática, isso significa que cerca de 16,7 milhões de brasileiros deixaram a condição de insegurança alimentar severa. Nessa classificação estão pessoas que, por falta de recursos, enfrentam dificuldades para garantir alimentação suficiente e, em alguns momentos, precisam diminuir a quantidade de refeições ou consumir alimentos em qualidade inferior.

Como a FAO mede a fome?

A FAO usa o percentual de subnutrição como principal critério. Um país entra no Mapa da Fome quando mais de 2,5% da sua população está nessa condição. O Brasil ficou abaixo desse limite, o que o mantém fora do mapa. O índice considera a ingestão calórica mínima diária, não apenas a disponibilidade de alimentos.

Fome no mundo: recuo, mas ritmo lento

Além do cenário brasileiro, a publicação da FAO revela que a fome também apresentou recuo em nível global pelo terceiro ano consecutivo. Apesar do avanço, a agência das Nações Unidas alerta que a melhora ainda ocorre em ritmo lento e de forma desigual entre os países.

A avaliação do organismo é de que, mantendo o atual ritmo, o mundo dificilmente alcançará a meta de erradicar a fome até 2030, prevista nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). As estimativas indicam que 645 milhões de pessoas passaram por situação de fome em 2025, o equivalente a 7,8% da população mundial. No ano anterior, esse percentual era de 8,1%, enquanto em 2022 chegou a 8,6%, demonstrando uma redução progressiva, mas ainda insuficiente para atingir as metas internacionais.

Por que a meta de 2030 está distante?

O ritmo atual de redução da fome, de cerca de 0,3 ponto percentual ao ano, levaria décadas para zerar o problema. A FAO aponta que, sem aceleração, o mundo não cumprirá o ODS 2, que prevê fome zero até 2030. Países em conflito e com crises econômicas concentram os piores indicadores.

O que os números do Brasil dizem?

A evolução dos números evidencia a melhora observada nos últimos anos. O índice de subnutrição abaixo de 2,5% e a insegurança alimentar severa em 0,6% são os menores registros históricos. A retirada de 16,7 milhões de brasileiros da condição severa é o dado mais expressivo.

Vale a pena parar para pensar: o que sustenta essa permanência? A fonte não detalha políticas específicas, mas o relatório da FAO é claro ao mostrar que a melhora se consolidou. O Brasil não apenas saiu do mapa, mas se manteve fora dele.

Perguntas Frequentes

O Brasil ainda tem fome?

Sim. O índice de subnutrição ficou abaixo de 2,5%, mas isso não significa que a fome acabou. A insegurança alimentar severa atingiu 0,6% da população, o que representa milhões de pessoas ainda em situação crítica.

O que é o Mapa da Fome?

É uma classificação da FAO que reúne países onde mais de 2,5% da população está em condição de subnutrição crônica, ou seja, sem acesso diário a calorias mínimas para uma vida saudável.

Quantas pessoas passam fome no mundo?

Segundo o relatório SOFI 2026, 645 milhões de pessoas passaram por situação de fome em 2025, o equivalente a 7,8% da população mundial.

O Brasil vai cumprir a meta de erradicar a fome até 2030?

O relatório não faz projeções específicas para o Brasil, mas alerta que o mundo, no ritmo atual, dificilmente alcançará a meta. O país manteve o indicador abaixo de 2,5% por dois anos, mas a erradicação total ainda é um desafio.

O que significa insegurança alimentar severa?

É a condição de pessoas que, por falta de recursos, enfrentam dificuldades para garantir alimentação suficiente e, em alguns momentos, precisam diminuir a quantidade de refeições ou consumir alimentos em qualidade inferior.

Kelly Nascimento

Editoria Curiosidades

Kelly Nascimento cobre o setor de meios de pagamento e crédito no Bombou na Web. Análises técnicas, sem viés comercial.

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