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Brasil tem menor número de assassinatos em 13 anos: veja os dados

ResumoO Brasil registrou 40.775 mortes violentas em 2025, o menor número de assassinatos em 13 anos. A queda de 8,2% em relação a 2024 reflete avanços na segurança pública, conforme o Anuário da Segurança Pública. Desigualdades regionais persistem nos dados.

O Brasil registrou o menor número de mortes violentas em 13 anos, com 40.775 casos em 2025. A queda de 8,2% em relação a 2024 reflete avanços em segurança pública, mas desigualdades regionais persistem. Veja os dados do Anuário da Segurança Pública.

Priscila Andrade
Brasil tem menor número de assassinatos em 13 anos: veja os dados

Brasil tem menor número de assassinatos em 13 anos: veja os dados — Foto: Reprodução / Bombou na Web

Brasil tem menor número de assassinatos em 13 anos: veja os dados

O Brasil registrou o menor número de mortes violentas em 13 anos. Foram 40.775 casos em 2025, queda de 8,2% em relação ao ano anterior e de 30,1% na comparação a 2012. Os resultados são do Anuário da Segurança Pública, divulgado nesta 5ª feira (23.jul.2026) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Em 2025, foram 19,1 mortes violentas registradas a cada 100 mil habitantes. É a menor taxa já registrada pelo anuário. A categoria de mortes violentas intencionais inclui homicídios dolosos, feminicídios, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte e mortes decorrentes de intervenções policiais em serviço e fora de serviço.

Por que esse número importa para você?

Queda de 8,2% nos assassinatos não é só estatística. Significa que, em média, cerca de 3.600 vidas foram preservadas em relação a 2024. Para quem mora em áreas urbanas, a sensação de segurança pode melhorar, mas os dados mostram que o risco ainda é desigual. A taxa de 19,1 mortes por 100 mil habitantes é a menor da série histórica, mas ainda supera a de países como o Chile (4,3) e o Uruguai (11,2), segundo referências internacionais.

O que muda no dia a dia?

  • Menos homicídios significa menos famílias enlutadas e menos pressão sobre o sistema de saúde pública.
  • A redução pode influenciar decisões de moradia e investimento em bairros antes considerados violentos.
  • Dados mais baixos também afetam prêmios de seguro de vida e de automóveis, embora o impacto não seja imediato.

Quedas e altas: quais estados se destacam?

Houve redução dos casos em 20 das 27 unidades federativas. As maiores quedas foram registradas no Amazonas (32,5%), Rio Grande do Sul (25,7%) e Mato Grosso (23,2%).

Outros 7 Estados tiveram alta. São eles: não especificados na fonte, mas o anuário aponta que a maioria das unidades federativas apresentou melhora.

Amazonas: a maior queda

Com 32,5% de redução, o Amazonas se destaca. Ainda não há dados oficiais sobre as causas, mas a queda expressiva sugere ações integradas de segurança pública na região.

Rio Grande do Sul e Mato Grosso

Ambos tiveram reduções acima de 20%. No Rio Grande do Sul, a queda de 25,7% pode estar ligada a políticas estaduais de prevenção. Já Mato Grosso, com 23,2%, mostra que o centro-oeste também avançou.

Cidades com maior taxa: onde o problema persiste?

A cidade de Maranguape (CE) registrou a maior taxa de mortes violentas em 2025. Foram 100,3 casos para cada 100 mil habitantes - taxa que supera em 5 vezes a nacional.

Das 10 cidades com maiores taxas, 5 estão na Bahia e 3 no Ceará. Pernambuco e Paraíba têm um município cada no ranking. Isso mostra que o Nordeste concentra os maiores desafios, com taxas que chegam a quintuplicar a média nacional.

Perfil das vítimas: quem mais sofre?

Segundo o anuário, a maioria (90,8%) das vítimas de mortes violentas em 2025 era formada por homens, e a maior parte (79,7%) era de pessoas negras. Jovens de 18 a 29 anos representaram 41,6% das vítimas.

O que esses números revelam?

  • A violência letal no Brasil atinge desproporcionalmente homens jovens negros.
  • A taxa de 19,1 por 100 mil habitantes esconde realidades regionais: em Maranguape, é 100,3.
  • A redução nacional não significa que todos os grupos foram beneficiados igualmente.

Como interpretar a queda de 30,1% desde 2012?

A comparação com 2012 mostra uma tendência de longo prazo positiva. Em 13 anos, o Brasil reduziu em quase um terço as mortes violentas. Isso pode estar ligado a políticas como o Estatuto do Desarmamento, programas de prevenção e melhoria na investigação policial, mas a fonte não aponta causas específicas.

O que esperar para os próximos anos?

  • Se a tendência se mantiver, 2026 pode registrar novo recorde de baixa.
  • Mas a concentração de altas taxas em cidades do Nordeste exige atenção.
  • A redução de 8,2% em um ano é significativa, mas ainda estamos longe de patamares de países com baixa violência.

Dados que você pode usar

  • Menor número de mortes violentas em 13 anos: 40.775 em 2025.
  • Queda de 8,2% em relação a 2024.
  • Queda de 30,1% em relação a 2012.
  • Taxa de 19,1 mortes por 100 mil habitantes (menor da série).
  • Maiores reduções: Amazonas (32,5%), Rio Grande do Sul (25,7%), Mato Grosso (23,2%).
  • Maior taxa municipal: Maranguape (CE), com 100,3 por 100 mil.
  • 90,8% das vítimas são homens; 79,7% são negros; 41,6% têm 18 a 29 anos.

Perguntas Frequentes

Qual foi o número de assassinatos no Brasil em 2025?

Foram 40.775 mortes violentas intencionais, o menor número em 13 anos.

Qual a taxa de homicídios no Brasil em 2025?

19,1 mortes por 100 mil habitantes, a menor já registrada pelo Anuário da Segurança Pública.

Quais estados tiveram maior redução de assassinatos?

Amazonas (32,5%), Rio Grande do Sul (25,7%) e Mato Grosso (23,2%).

Qual cidade tem a maior taxa de homicídios?

Maranguape (CE), com 100,3 mortes por 100 mil habitantes.

Quem são as principais vítimas de homicídio no Brasil?

Homens (90,8%), pessoas negras (79,7%) e jovens de 18 a 29 anos (41,6%).

O que significa a queda de 8,2%?

Cerca de 3.600 mortes a menos que em 2024, indicando melhora na segurança pública.

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Priscila Andrade

Editoria Curiosidades

Priscila Andrade cobre o setor de meios de pagamento e crédito no Bombou na Web. Análises técnicas, sem viés comercial.

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