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Calor extremo tornou seca até 11 vezes mais provável em partes da Europa, diz pesquisa

ResumoMudança climática causada por humanos tornou o calor extremo na Europa até 11 vezes mais provável durante a seca de 2022. Estudo do World Weather Attribution revela que o aumento das temperaturas, e não a falta de chuva, foi o principal fator para a intensificação da seca em partes do continente.

Mudança climática causada por humanos intensificou a seca na Europa. Estudo mostra que calor extremo, e não falta de chuva, foi o principal responsável. Entenda como isso afeta o clima global e sua vida.

Larissa Quintela
Calor extremo tornou seca até 11 vezes mais provável em partes da Europa, diz pesquisa

Calor extremo tornou seca até 11 vezes mais provável em partes da Europa, diz pesquisa — Foto: Reprodução / Bombou na Web

Calor extremo tornou seca até 11 vezes mais provável em partes da Europa, aponta pesquisa

O calor extremo tornou a seca até 11 vezes mais provável em partes da Europa, segundo estudo do World Weather Attribution (WWA). A pesquisa indica que o clima quente acelerou a perda de umidade dos solos, lagos e rios, tornando a seca mais severa que a falta de chuva. Publicado nesta quinta-feira (23), o estudo aponta que a mudança climática causada por humanos intensificou as condições excepcionalmente secas no continente.

O que a pesquisa do World Weather Attribution revela sobre a seca na Europa

Um grupo de cientistas do World Weather Attribution (WWA) informou que o responsável pelas condições excepcionalmente secas na Europa é o calor extremo, e não a falta de chuva. O estudo determinou que o clima quente acelerou a perda de umidade dos solos, lagos e rios europeus, aumentando a probabilidade de condições secas. Mariam Zachariah, coautora do estudo, afirmou: "Nossos resultados mostram que esta seca não é principalmente uma história de baixas precipitações, mas de uma atmosfera mais quente".

Como o calor extremo intensificou a seca: entenda o mecanismo

A pesquisa mostra que grande parte da Europa recebeu menos chuva do que o habitual na primavera, mas foi o calor o responsável por tornar a seca "mais severa", segundo Zachariah. O calor extremo acelera a evaporação da água dos solos, lagos e rios, retirando umidade mesmo quando a precipitação é normal. Esse processo cria um ciclo de feedback: menos umidade no solo significa menos resfriamento evaporativo, o que aquece ainda mais o ar e intensifica a seca.

Países europeus enfrentam consequências da seca: França e Romênia

Uma grave seca assola o continente europeu, onde países como França e Romênia enfrentam restrições ao uso de água, incêndios devastadores e rios secos, após uma histórica onda de calor em junho. Na França, a capital Paris registrou temperaturas extremas, enquanto na Romênia a falta de água impacta a agricultura e o abastecimento público. O estudo do WWA confirma que essas condições foram tornadas mais prováveis pelo calor extremo.

A mudança climática por trás da seca: o papel humano

A pesquisa do WWA destaca que a mudança climática causada por humanos intensificou a seca na Europa. O calor extremo não é um fenômeno natural isolado: ele é impulsionado pelo aquecimento global, resultado da emissão de gases de efeito estufa. O estudo não nomeia setores ou empresas específicas como responsáveis, mas aponta que a ação humana coletiva está por trás do aumento da temperatura média global.

O que a seca na Europa significa para você: impactos globais

Embora o estudo foque na Europa, os mecanismos climáticos são globais. O calor extremo que intensifica secas em um continente pode afetar cadeias de suprimento de alimentos, preços de commodities e padrões climáticos em outras regiões. Para quem vive no Brasil, por exemplo, secas na Europa podem elevar o preço de grãos importados ou afetar a produção agrícola global. Além disso, ondas de calor extremo se tornam mais frequentes e intensas em todo o mundo, aumentando riscos de incêndios e escassez de água.

Limitações e riscos: o que a pesquisa não cobre

A pesquisa do WWA não analisa a seca em outras regiões do mundo, nem projeta cenários futuros específicos. Ela se concentra no papel do calor extremo na Europa, sem detalhar soluções ou políticas públicas. O estudo também não quantifica o impacto econômico da seca, deixando essa lacuna para futuras investigações. A promessa de que a ciência pode explicar eventos climáticos é real, mas a entrega de soluções práticas ainda depende de ações políticas e econômicas.

Perguntas Frequentes

O que é o World Weather Attribution?

O World Weather Attribution (WWA) é um grupo de cientistas que realiza estudos de atribuição de eventos climáticos extremos, analisando o papel da mudança climática em fenômenos como secas e ondas de calor.

A seca na Europa foi causada pela falta de chuva?

Não, segundo o estudo do WWA. O principal responsável pelas condições excepcionalmente secas foi o calor extremo, que acelerou a perda de umidade dos solos, lagos e rios.

Quanto o calor extremo aumentou a probabilidade da seca?

O calor extremo tornou a seca até 11 vezes mais provável em partes da Europa, de acordo com a pesquisa do WWA.

Quais países europeus foram mais afetados?

Países como França e Romênia enfrentam restrições ao uso de água, incêndios devastadores e rios secos, após uma histórica onda de calor em junho.

Como a mudança climática causada por humanos influencia esse fenômeno?

A pesquisa aponta que a mudança climática causada por humanos intensificou a seca na Europa, tornando o calor extremo mais provável e severo.

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Larissa Quintela

Editoria Curiosidades

Larissa Quintela cobre o setor de meios de pagamento e crédito no Bombou na Web. Análises técnicas, sem viés comercial.

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