Casos de dengue e chikungunya podem aumentar durante El Niño
O Ministério da Saúde emitiu, nesta quinta-feira, um alerta sobre um possível aumento de casos de transmissão de dengue e chikungunya. O El Niño pode se instalar a partir do segundo semestre de forma moderada e, de acordo com pesquisas da Info Dengue/Fiocruz, os casos de dengue podem chegar a 1,7 milhão em 2027. A WMO (Organização Meteorológica Mundial) e o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) confirmam a previsão, indicando que o fenômeno deve se manifestar de forma moderada a forte.
Como o El Niño afeta a transmissão de dengue e chikungunya
Com o aumento das chuvas, das altas temperaturas e do período de seca em outras regiões, o armazenamento de água nestas áreas pode elevar a formação de criadouros e a circulação do mosquito Aedes aegypti. O cenário climático criado pelo El Niño cria condições ideais para a proliferação do vetor, que transmite dengue, chikungunya e outras arboviroses.
O Ministério da Saúde recomenda que estados e municípios reforcem o controle e as ações de vigilância. Também é recomendado que, a partir dos primeiros casos, haja bloqueio de transmissões, equipes sejam direcionadas para eliminar focos do mosquito nas áreas de risco, reorganizar o trabalho dos agentes de saúde e adotar técnicas de controle.
Queda recente de casos: o contraste com a projeção
Ainda que em estado de alerta, os casos de arbovirose apresentaram queda no país. Foram registrados 392.800 casos de dengue até junho deste ano, com uma queda de 73% em relação ao ano passado (2025) e 46% em casos de chikungunya. O contraste entre a queda atual e a projeção futura acende o sinal de alerta para o segundo semestre.
O que dizem os órgãos oficiais
A WMO e o Inmet confirmam a previsão do El Niño, indicando que o fenômeno deve se manifestar de forma moderada a forte. O Ministério da Saúde reforçou que estas projeções são, até o momento, estimativas a partir do cenário climático apresentado pelo El Niño e que seguirá monitorando o caso. Afirmou, ainda, que pode emitir novos alertas.
O que estados e municípios devem fazer
O Ministério da Saúde recomenda que, a partir dos primeiros casos, haja bloqueio de transmissões, equipes sejam direcionadas para eliminar focos do mosquito nas áreas de risco, reorganizar o trabalho dos agentes de saúde e adotar técnicas de controle. A recomendação é que estados e municípios reforcem o controle e as ações de vigilância.
Limitações da projeção
O próprio Ministério da Saúde reconhece que estas projeções são, até o momento, estimativas a partir do cenário climático apresentado pelo El Niño. O órgão afirmou que seguirá monitorando o caso e que pode emitir novos alertas. Ainda não há dados consolidados sobre o impacto real do fenômeno na transmissão de arboviroses.
Perguntas Frequentes
O que é o El Niño?
O El Niño é um fenômeno natural de aquecimento das águas do Oceano Pacífico, que altera o clima em várias regiões do mundo. No Brasil, costuma causar aumento de chuvas no Sul e seca no Norte e Nordeste.
Como o El Niño aumenta os casos de dengue?
Com o aumento das chuvas e das altas temperaturas, o armazenamento de água em áreas de seca pode elevar a formação de criadouros do mosquito Aedes aegypti, que transmite dengue e chikungunya.
Quantos casos de dengue foram registrados até junho?
Foram registrados 392.800 casos de dengue até junho deste ano, com uma queda de 73% em relação ao ano passado.
O que o Ministério da Saúde recomenda?
O Ministério da Saúde recomenda que estados e municípios reforcem o controle e as ações de vigilância, com bloqueio de transmissões a partir dos primeiros casos.
A projeção de 1,7 milhão de casos é certa?
Não. O Ministério da Saúde reforçou que estas projeções são, até o momento, estimativas a partir do cenário climático apresentado pelo El Niño e que seguirá monitorando o caso.
O que fazer para se proteger?
A recomendação é eliminar focos de água parada, usar repelente e manter caixas d'água vedadas. Em caso de sintomas, procure uma unidade de saúde.