Complexo dos Mercedários, em reforma, é alvo de pichação em Belém
A fachada do Complexo dos Mercedários, no bairro da Campina, em Belém, foi alvo de pichação enquanto passava por obras de restauração. O prédio histórico, localizado na Boulevard Castilhos França, havia sido pintado recentemente como parte da reforma.
A promessa de restauro encontra a realidade do vandalismo. A pichação ocorreu justamente quando o imóvel começava a recuperar a aparência original. A pergunta que fica: o que protege um patrimônio histórico em meio a obras?
Em nota, a Universidade Federal do Pará (UFPA), responsável pelas obras em parceria com a Arquidiocese de Belém, lamentou o ato de vandalismo contra a Igreja das Mercês, que integra o complexo histórico. A UFPA informou que pichações e outros atos de depredação são recorrentes em Belém e atingem bens públicos, privados e prédios históricos, independentemente de intervenções recentes de pintura.
De onde vem o dinheiro da reforma?
Segundo a universidade, a restauração é realizada com recursos captados por meio da Lei de Incentivo à Cultura. O projeto conta com aportes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Vale, por meio da Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa (Fadesp).
O que falta saber?
A nota da UFPA não detalhou o valor total investido nem o cronograma da reforma. Também não informou se há medidas de segurança ou vigilância no local para evitar novos episódios. A recorrência de pichações, admitida pela própria universidade, levanta um alerta sobre a eficácia das ações de proteção ao patrimônio na capital paraense.
Enquanto a reforma avança, a fachada dos Mercedários carrega as marcas de um problema que parece não ter solução à vista.
Perguntas Frequentes
Quem é responsável pela reforma do Complexo dos Mercedários?
A Universidade Federal do Pará (UFPA) é responsável pelas obras, em parceria com a Arquidiocese de Belém.
O que foi pichado no Complexo dos Mercedários?
A fachada do prédio histórico, localizado na Boulevard Castilhos França, foi alvo de pichação.
Como a reforma é financiada?
Com recursos da Lei de Incentivo à Cultura, com aportes do BNDES e da Vale, por meio da Fadesp.
Pichações são comuns em Belém?
Sim, segundo a UFPA, pichações e atos de depredação são recorrentes e atingem bens públicos, privados e prédios históricos.