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Paranaense percorre 600 km para transplante de fígado

ResumoAzuil Gomes Teotonio, de Foz do Iguaçu, percorreu mais de 600 km de avião e helicóptero até o Hospital Angelina Caron, em Campina Grande do Sul, para receber transplante de fígado. O deslocamento ocorreu após o paciente, na fila desde 2025, ser chamado em caráter de urgência. O procedimento foi realizado com sucesso.

Azuil Gomes Teotonio, de Foz do Iguaçu, percorreu mais de 600 km de avião e helicóptero para chegar ao Hospital Angelina Caron, em Campina Grande do Sul, a tempo de receber um transplante de fígado. Ele esperava na fila desde 2025.

Wesley Tanaka
Paranaense percorre 600 km para transplante de fígado

Paranaense percorre 600 km para transplante de fígado — Foto: Reprodução / Bombou na Web

Quando o telefone tocou, Azuil Gomes Teotonio, de Foz do Iguaçu, não imaginava que começaria ali uma corrida contra o relógio. Ele estava na fila de transplantes desde 2025, e a ligação avisava: havia um fígado disponível para ele. O problema? O órgão estava em Maringá, e o hospital que faria a cirurgia ficava a mais de 600 km dali, em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC).

O transplante não poderia esperar uma viagem de carro. A equipe do Hospital Angelina Caron, onde Azuil seria operado, organizou o transporte de avião e helicóptero para vencer a distância a tempo. A corrida pela vida funcionou: a cirurgia, realizada no dia 24 de agosto, durou 2 horas e 38 minutos, e Azuil recebeu alta seis dias depois.

O que parecia um imprevisto virou oportunidade. O fígado que seria destinado a outro paciente não pôde ser transplantado e acabou direcionado a ele. "A equipe entrou em contato comigo avisando que tinha chegado o momento do meu pai fazer o transplante", contou um familiar, destacando que o transporte não poderia ser feito de carro devido à demora.

Para quem enfrenta uma fila de espera, a notícia traz um alívio: quando o órgão chega, a logística pode ser tão rápida quanto necessária. Nesse caso, a combinação de avião e helicóptero foi decisiva para que Azuil chegasse a tempo. A história termina bem: ele saiu do hospital andando, seis dias após a cirurgia, com a certeza de que cada quilômetro percorrido valeu a pena.

Se você ou alguém próximo está na fila de transplante, saiba que a central de transplantes coordena o transporte do órgão e do paciente, muitas vezes usando meios aéreos quando a distância exige. O caso de Azuil mostra que o sistema funciona, mesmo nas situações mais apertadas.

como funciona a fila de transplantes no Brasil

Wesley Tanaka

Editoria Curiosidades

Wesley Tanaka cobre o setor de meios de pagamento e crédito no Bombou na Web. Análises técnicas, sem viés comercial.

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