Quando o telefone tocou, Azuil Gomes Teotonio, de Foz do Iguaçu, não imaginava que começaria ali uma corrida contra o relógio. Ele estava na fila de transplantes desde 2025, e a ligação avisava: havia um fígado disponível para ele. O problema? O órgão estava em Maringá, e o hospital que faria a cirurgia ficava a mais de 600 km dali, em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC).
O transplante não poderia esperar uma viagem de carro. A equipe do Hospital Angelina Caron, onde Azuil seria operado, organizou o transporte de avião e helicóptero para vencer a distância a tempo. A corrida pela vida funcionou: a cirurgia, realizada no dia 24 de agosto, durou 2 horas e 38 minutos, e Azuil recebeu alta seis dias depois.
O que parecia um imprevisto virou oportunidade. O fígado que seria destinado a outro paciente não pôde ser transplantado e acabou direcionado a ele. "A equipe entrou em contato comigo avisando que tinha chegado o momento do meu pai fazer o transplante", contou um familiar, destacando que o transporte não poderia ser feito de carro devido à demora.
Para quem enfrenta uma fila de espera, a notícia traz um alívio: quando o órgão chega, a logística pode ser tão rápida quanto necessária. Nesse caso, a combinação de avião e helicóptero foi decisiva para que Azuil chegasse a tempo. A história termina bem: ele saiu do hospital andando, seis dias após a cirurgia, com a certeza de que cada quilômetro percorrido valeu a pena.
Se você ou alguém próximo está na fila de transplante, saiba que a central de transplantes coordena o transporte do órgão e do paciente, muitas vezes usando meios aéreos quando a distância exige. O caso de Azuil mostra que o sistema funciona, mesmo nas situações mais apertadas.
como funciona a fila de transplantes no Brasil