CVM aceita acordo de R$ 1,5 milhão com XP e Benchimol: entenda o caso
A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) aceitou, nesta quarta-feira (22 de julho de 2026), um termo de compromisso com a corretora XP Investimentos e seu fundador, Guilherme Benchimol, no valor total de R$ 1,485 milhão. O acordo encerra um processo administrativo sancionador que investigava falhas na fiscalização de um escritório de agentes autônomos. O montante será pago para encerrar a investigação, mas o caso levanta questões importantes para quem investe por meio de corretoras e escritórios parceiros.
O que motivou o processo da CVM contra a XP?
A investigação começou depois que a própria XP Investimentos relatou irregularidades praticadas por um escritório de agentes autônomos e uma gestora vinculada. Essas operações irregulares geraram mais de R$ 5 milhões em comissões de corretagem. Segundo o parecer sobre o termo de compromisso, as aplicações malsucedidas causaram prejuízos milionários a pelo menos 12 clientes.
Falhas na fiscalização do escritório parceiro
O parecer da área técnica da CVM definiu que a XP falhou na fiscalização da atuação dos agentes do escritório. A corretora informou ter rescindido o contrato com o grupo de forma unilateral em setembro de 2017, após descobrir as irregularidades. O processo administrativo sancionador foi aberto justamente para apurar essas falhas de supervisão.
Quanto cada parte vai pagar no acordo?
Pelo termo firmado, a XP pagará R$ 1,080 milhão, enquanto Guilherme Benchimol arcará com R$ 405.000. Além disso, os dois se comprometeram a pagar, em até 10 dias úteis, R$ 1,2 milhão a título de indenização a uma investidora que denunciou a fraude. O valor total do acordo soma R$ 1,485 milhão.
Como os clientes foram afetados?
As operações irregulares do escritório causaram prejuízos a pelo menos 12 clientes. As perdas financeiras haviam sido ocultadas nos relatórios e extratos enviados aos investidores. Desses 12 clientes, 11 já haviam sido ressarcidos em cerca de R$ 12,5 milhões pela própria corretora antes do acordo. A indenização adicional de R$ 1,2 milhão no termo de compromisso beneficiará a investidora que denunciou o caso.
O que significa o termo de compromisso para a XP e Benchimol?
O termo de compromisso é um instrumento legal que permite encerrar um processo administrativo sem o reconhecimento de culpa, mas com o pagamento de valores e o cumprimento de obrigações. No caso, a XP e Benchimol aceitaram pagar os valores acordados para encerrar o processo. A CVM aceitou o acordo, o que significa que a investigação administrativa está encerrada para essas partes.
Como isso afeta investidores e clientes de corretoras?
O caso serve como um alerta para investidores que atuam por meio de escritórios de agentes autônomos. A falha na fiscalização de um escritório parceiro mostra que, mesmo em grandes corretoras, podem ocorrer irregularidades. Para se proteger, vale a pena:
- Acompanhar extratos e relatórios de investimentos com atenção.
- Verificar se a corretora tem canais de denúncia e compliance ativos.
- Buscar informações sobre escritórios parceiros antes de investir.
- Exigir transparência sobre comissões e taxas envolvidas.
A XP informou ter rescindido o contrato com o grupo de forma unilateral ainda em 2017, o que mostra que a corretora tomou medidas após descobrir as irregularidades. No entanto, o processo da CVM apontou que a fiscalização preventiva falhou.
Perguntas Frequentes
O que é a CVM?
A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) é a autarquia federal responsável por fiscalizar e regulamentar o mercado de valores mobiliários no Brasil.
O que é um termo de compromisso?
É um acordo entre a CVM e investigados que encerra o processo administrativo, sem julgamento de culpa, mediante pagamento de valores e cumprimento de obrigações.
Quanto a XP e Benchimol vão pagar no total?
O valor total do acordo é de R$ 1,485 milhão, sendo R$ 1,080 milhão da XP e R$ 405.000 de Benchimol. Além disso, haverá pagamento de R$ 1,2 milhão de indenização a uma investidora.
Quantos clientes foram prejudicados?
Pelo menos 12 clientes sofreram prejuízos com as operações irregulares. Desses, 11 já haviam sido ressarcidos em cerca de R$ 12,5 milhões pela corretora.
A XP ainda trabalha com escritórios de agentes autônomos?
A fonte não informa a situação atual da XP em relação a escritórios de agentes autônomos. Sabe-se que a corretora rescindiu o contrato com o grupo envolvido no processo em setembro de 2017.
Onde posso ler o termo de compromisso na íntegra?
O documento está disponível no site da CVM, conforme informado na fonte original, em formato PDF de 229 kB.