Você já parou para pensar no peso que a propaganda eleitoral tem na sua decisão de voto? Em Goiás, a disputa pelo governo começa com uma vantagem clara: Daniel Vilela (MDB) terá o maior tempo de propaganda eleitoral na disputa pelo governo em Goiás. Em cada bloco de 10 minutos, o emedebista terá em torno de 50% do tempo destinado aos candidatos ao governo. A campanha nos veículos tradicionais de comunicação começa em 28 de agosto e termina em 1º de outubro.
Pelas estimativas, Daniel Vilela terá 4 minutos e 56 segundos de programa eleitoral por bloco. Se aglutinar o PDT, legenda que não definiu quem apoiará em Goiás, o programa terá 5 minutos e 20 segundos. Além do MDB, Daniel conta com o apoio do União Brasil, PSD, PP, Republicanos, Podemos, PRD/Solidariedade, Avante e Mobiliza.
Como o tempo de propaganda é calculado?
O cálculo para definir o tempo de exposição em rádio e televisão leva em conta o número de deputados federais eleitos no pleito anterior. Noventa por cento do tempo é definido pelo tamanho das bancadas; os 10% restantes são distribuídos igualmente entre todos os candidatos.
De 2022 para cá, alguns partidos deixaram de existir, outros se uniram em federações. O PSC foi incorporado ao Podemos. Patriota e PTB se uniram e formaram o PRD. Já o Pros foi incorporado ao Solidariedade. Nesta eleição, PRD e Solidariedade atuam juntos em uma federação.
Quem tem mais tempo? Veja os números
O segundo maior tempo de propaganda eleitoral será do candidato do PT ao governo de Goiás. Se os aliados do presidente Lula confirmarem o ex-deputado Luis Cesar Bueno, ele terá 2 minutos e 8 segundos por bloco. O tempo sobe para 2 minutos e 27 segundos se o petista angariar apoio do PDT. Hoje, o bloco de esquerda reúne as federações PT/PCdoB/PV e Psol/Rede, além do PSB.
Com chapa fechada ao governo, o senador Wilder Morais (PL) irá dispor de 2 minutos e 1 segundo por bloco. Além do PL, o bloco bolsonarista em Goiás tem respaldo somente do partido Novo.
O ex-governador Marconi Perillo (PSDB) terá o menor tempo entre todos os pré-candidatos. Na estimativa atual, o tucano terá 34 segundos em cada bloco. O tempo subirá para 52 segundos caso conquiste o apoio do PDT, ainda em negociação.
O que isso significa para o seu voto?
Vale a pena parar para pensar: com mais tempo de tela, Daniel Vilela terá mais oportunidades de apresentar suas propostas e rebater críticas. Mas será que mais tempo significa mais votos? Para o eleitor, a propaganda é uma ferramenta de informação, mas não substitui a análise de propostas e o histórico dos candidatos.
Os programas eleitorais de candidatos ao governo serão exibidos as segundas, quartas e sextas-feiras, duas vezes por dia. Além disso, a distribuição de inserções durante a programação (de 30 segundos ou de 1 minuto) segue o mesmo critério.
Tempo estimado de propaganda eleitoral para governador
| Candidato | Tempo por bloco (cenário atual) | Tempo com apoio do PDT | |-----------|--------------------------------|------------------------| | Daniel Vilela (MDB) | 4 min 56 seg | 5 min 20 seg | | Luis Cesar Bueno (PT) | 2 min 08 seg | 2 min 27 seg | | Wilder Morais (PL) | 2 min 01 seg | 2 min 01 seg | | Marconi Perillo (PSDB) | 34 seg | 52 seg |
Perguntas Frequentes
Quando começa a propaganda eleitoral em Goiás?
A campanha nos veículos tradicionais de comunicação começa em 28 de agosto e termina em 1º de outubro.
Quantos partidos apoiam Daniel Vilela?
O chefe do Executivo goiano lidera uma base política sustentada por pelo menos dez partidos: MDB, União Brasil, PSD, PP, Republicanos, Podemos, PRD/Solidariedade, Avante e Mobiliza.
Por que Marconi Perillo tem tão pouco tempo?
O cálculo leva em conta o número de deputados federais eleitos no pleito anterior. Com bancada pequena, o PSDB de Perillo fica com apenas 34 segundos por bloco.
O que acontece se o PDT apoiar um candidato?
O tempo de propaganda do candidato apoiado aumenta. Daniel Vilela iria a 5 min e 20 seg, Luis Cesar Bueno a 2 min e 27 seg, e Marconi Perillo a 52 seg.
Como o tempo de TV influencia a eleição?
Mais tempo permite expor mais propostas e ter maior recall junto ao eleitor, mas não garante vitória. O histórico do candidato e a campanha de rua continuam sendo fatores decisivos.
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