O dilema da Arábia Saudita para se manter fora da guerra entre EUA e Irã
A Arábia Saudita busca se manter neutra na guerra entre EUA e Irã desde 28 de fevereiro, mas sofre ataques de drones de milícias apoiadas pelo Irã no Iraque e dos houthis no Iêmen. O dilema é retaliar para conter os ataques ou reduzir tensões, possivelmente com pagamentos, para proteger a Visão 2030 e as exportações de petróleo.
Dois lados no conflito do Golfo
De um lado estão o Irã, especialmente o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, e aliados como os houthis no Iêmen, as Forças de Mobilização Popular (PMF) no Iraque e o Hezbollah. Do outro, os EUA com o Comando Central (Centcom), os países árabes do Golfo e a Jordânia. Israel não participa ativamente.
Ataques em três frentes pressionam Riad
Os sauditas sofreram ataques de drones vindos do Iraque, dos houthis no sul e de mísseis iranianos. Em resposta, realizaram ataques conjuntos com os EUA contra milícias iraquianas. O Irã também atacou Jordânia, Kuwait e Bahrein, além de navios no estreito de Ormuz.
A Visão 2030 e o risco econômico
O príncipe herdeiro Mohammed bin Salman (MBS) lidera a Visão 2030, plano para reduzir a dependência do petróleo e atrair investimentos. A ameaça constante de drones e mísseis inviabiliza a construção de centros de dados e outras infraestruturas vulneráveis.
A vulnerabilidade do petróleo saudita
Em setembro de 2019, um ataque de drones a Abqaiq e Khurais interrompeu metade das exportações sauditas. Em 27 de julho, Abqaiq foi atingida novamente. O Irã fechou o estreito de Ormuz, rota de 20% do petróleo mundial, forçando a Arábia Saudita a usar o oleoduto até Yanbu, no mar Vermelho.
O novo front no mar Vermelho
Os houthis atacaram navios sauditas no mar Vermelho, ameaçando as exportações para a Ásia. Em 13 de julho, os sauditas bombardearam o aeroporto de Sanaá, no Iêmen, e os houthis retaliaram contra os aeroportos de Abha e Jizan.
O fracasso da guerra no Iêmen
A Arábia Saudita passou sete anos bombardeando os houthis sem sucesso. Em 2022, concordou com uma trégua instável, com relatos de pagamentos. Agora, o país enfrenta ataques do sul e do norte, algo não previsto na Visão 2030.
O que observar nos próximos dias
A decisão saudita entre retaliar ou pagar para conter as tensões definirá o futuro do conflito e da economia do reino. Sem um acordo entre EUA e Irã, a região corre o risco de se envolver em uma guerra em expansão.
Perguntas Frequentes
Por que a Arábia Saudita quer ficar fora da guerra?
Para proteger a Visão 2030, plano de diversificação econômica que depende de investimentos estrangeiros e infraestrutura vulnerável a ataques.
Quais grupos atacam a Arábia Saudita?
Milícias apoiadas pelo Irã no Iraque (PMF), os houthis no Iêmen e o próprio Irã, com drones e mísseis.
Como o petróleo saudita é afetado?
O Irã fechou o estreito de Ormuz, e os houthis atacam navios no mar Vermelho, interrompendo as exportações para a Ásia.
O que é a Visão 2030?
Estratégia liderada por Mohammed bin Salman para reduzir a dependência do petróleo e desenvolver setores modernos.
Quando começou a guerra entre EUA e Irã?
Em 28 de fevereiro deste ano, com ataques de EUA e Israel contra o Irã.
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