O ministro Durigan afirmou que os EUA interferem indevidamente em assuntos brasileiros e que o governo avalia medidas recíprocas. A declaração foi feita em resposta a ações unilaterais americanas, como sanções e tarifas. O Brasil estuda retaliações comerciais e diplomáticas, sem descartar acionar organismos internacionais.
O que Durigan disse sobre interferência dos EUA
Em coletiva, o ministro afirmou que "os Estados Unidos têm adotado uma postura de interferência indevida em assuntos internos do Brasil". A declaração ocorre após a imposição de tarifas sobre produtos brasileiros, sem consulta prévia. Segundo Durigan, o governo brasileiro "não aceitará imposições unilaterais" e prepara uma resposta à altura.
Medidas recíprocas em estudo
O governo avalia três frentes de reciprocidade. A primeira é comercial: sobretaxas sobre produtos americanos, como milho e soja, que representam 40% das exportações dos EUA para o Brasil. A segunda é diplomática: convocação do embaixador brasileiro em Washington para consultas. A terceira é jurídica: acionamento da Organização Mundial do Comércio (OMC).
Impacto nas relações bilaterais
As relações comerciais entre Brasil e EUA movimentaram US$ 75 bilhões em 2025. Uma escalada tarifária pode afetar setores como o agronegócio e a indústria automotiva. Especialistas apontam que a reciprocidade pode ser seletiva, mirando produtos com menor impacto no consumidor brasileiro.
Reações do mercado e da política
O mercado financeiro reagiu com cautela. O dólar subiu 0,8% no dia seguinte à declaração. Partidos de oposição criticaram o tom do governo, enquanto a base aliada defendeu a postura. Líderes do agronegócio pedem negociação, não retaliação.
Posição dos EUA
Até o momento, o governo americano não se pronunciou oficialmente. Fontes da embaixada dos EUA em Brasília indicam que preferem resolver o impasse por canais diplomáticos. A Casa Branca, no entanto, já sinalizou que pode retaliar se o Brasil impuser tarifas.
Contexto histórico das relações Brasil-EUA
Desde 2020, o Brasil adotou uma postura mais assertiva em questões comerciais. Em 2024, o país acionou a OMC contra subsídios americanos ao aço. Agora, o governo retoma essa estratégia, com foco em setores sensíveis como tecnologia e defesa.
Próximos passos
O governo deve anunciar as medidas recíprocas em até 30 dias. A equipe econômica prepara uma lista de produtos americanos que podem ser taxados. O Itamaraty articula apoio de outros países da América Latina para fortalecer a posição brasileira na OMC.
Perguntas Frequentes
O que Durigan disse exatamente?
Durigan afirmou que os EUA interferem indevidamente em assuntos brasileiros e que o governo avalia medidas recíprocas, incluindo tarifas e ações diplomáticas.
Quais medidas o Brasil pode tomar?
O governo estuda sobretaxas sobre produtos americanos, convocação do embaixador e acionamento da OMC.
Como o mercado reagiu?
O dólar subiu 0,8% no dia seguinte à declaração, refletindo cautela dos investidores.
Os EUA já responderam?
Não oficialmente. A embaixada americana prefere resolver por canais diplomáticos, mas a Casa Branca sinalizou possível retaliação.
Isso afeta o comércio entre os países?
Sim. As relações comerciais movimentaram US$ 75 bilhões em 2025, e uma escalada tarifária pode impactar setores como agronegócio e indústria.