A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) no Amapá iniciou, há cerca de um mês, um novo teste in vitro para tentar conter o avanço da praga da vassoura-de-bruxa. A iniciativa foi acelerada após a doença atingir as plantações da capital, Macapá. O objetivo dos cientistas é isolar o fungo causador da praga em ambiente controlado, cultivá-lo e aplicar produtos químicos e biológicos para testar a resistência da doença antes de testar diretamente nas lavouras de mandioca.
A praga da vassoura-de-bruxa é uma ameaça à produção de mandioca, cultura de subsistência importante no Amapá. Quando o fungo ataca, a planta desenvolve brotações anormais e a produtividade cai. O avanço da doença em Macapá, segundo a fonte, motivou a aceleração dos estudos.
O trabalho de isolamento do fungo exige rigor nas etapas de higienização. As amostras passam por um processo detalhado de esterilização para evitar contaminações externas e garantir a precisão dos resultados. De acordo com a chefe-geral da Embrapa Amapá, Cristiane Ramos, a instituição já adota cuidados minuciosos no laboratório.
O método in vitro permite testar a resistência do fungo a diferentes produtos sem expor as lavouras. Isso reduz riscos e acelera a busca por um controle eficaz. O contexto ajuda aqui: a vassoura-de-bruxa já causou prejuízos históricos em outras culturas, como o cacau, e a resposta rápida no Amapá busca evitar danos maiores.
Nos próximos dias, o foco é acompanhar os resultados dos testes e a evolução da praga em campo. A Embrapa não divulgou prazos para a conclusão do estudo, mas a expectativa é de que os dados orientem produtores sobre medidas de manejo. pragas na agricultura brasileira