Já imaginou uma empresa brasileira entrando no setor de petróleo venezuelano, um terreno historicamente minado por sanções? Pois foi exatamente o que a Fluxus Oil, controlada pelos irmãos Joesley e Wesley Batista por meio do grupo J&F, fez.
A Fluxus Oil, Gas & Energy comprou a A&B Oil and Gas. A transação dá à empresa participação na Petrolera Roraima, uma joint venture de exploração de petróleo na Venezuela, localizada no Cinturão de Óleo Pesado do Orinoco. A aquisição insere a Fluxus no modelo de empresa mista com a PDVSA, a estatal venezuelana do setor.
O que muda com a aquisição?
O arcabouço jurídico venezuelano, estabelecido em 2007, limita a participação de investidores privados a até 49% nesses empreendimentos. A PDVSA mantém a maioria e o controle acionário do projeto.
A holding J&F, por meio da Fluxus, já monitorava ativos estratégicos no país, conforme divulgado em 12 de julho. O avanço dos negócios é considerado sensível e exige cautela, visto que a empresa possui listagem no mercado de ações dos Estados Unidos.
Como driblar as sanções?
As sanções norte-americanas historicamente restringiram transações com o setor de petróleo e gás venezuelano. Para operar, a companhia precisou se adequar às diretrizes do governo dos EUA, aproveitando licenças da Ofac, atualizadas em 10 de junho de 2026, que permitem o comércio e a operação de projetos no setor energético venezuelano.
Perguntas Frequentes
O que é a Fluxus Oil?
É a empresa do grupo J&F, controlada pelos irmãos Joesley e Wesley Batista, que atua no setor de petróleo e gás.
O que é a Petrolera Roraima?
É uma joint venture de exploração de petróleo na Venezuela, localizada no Cinturão de Óleo Pesado do Orinoco.
Qual o limite de participação de investidores privados na Venezuela?
O arcabouço jurídico venezuelano, de 2007, limita a participação a até 49%, mantendo a PDVSA com a maioria.
Como a Fluxus conseguiu operar com as sanções dos EUA?
A empresa se adequou às diretrizes do governo dos EUA, utilizando licenças da Ofac atualizadas em 10 de junho de 2026.
A J&F já tinha negócios na Venezuela?
Sim, a holding monitorava ativos estratégicos no país desde 12 de julho.