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EPR vence leilão da rodovia Régis Bittencourt, que liga SP a Curitiba

ResumoO Grupo EPR venceu o leilão da concessão do trecho de 383 km da BR-116 (Régis Bittencourt), que liga São Paulo a Curitiba. A proposta apresentou desconto de 22,53% na tarifa de pedágio e prevê R$ 7,07 bilhões em investimentos até 2041 para melhorias na rodovia.

O Grupo EPR venceu o leilão do trecho de 383 km da BR-116 que liga São Paulo a Curitiba. Com desconto de 22,53% na tarifa de pedágio e R$ 7,07 bilhões em investimentos previstos até 2041, a concessão promete transformar a experiência de quem viaja pela Régis Bittencourt. Veja o q

Kelly Nascimento
EPR vence leilão da rodovia Régis Bittencourt, que liga SP a Curitiba

EPR vence leilão da rodovia Régis Bittencourt, que liga SP a Curitiba — Foto: Reprodução / Bombou na Web

Você já enfrentou aquele nó na Barrinha da Régis Bittencourt? Quem viaja entre São Paulo e Curitiba conhece bem o trecho de 383 quilômetros da BR-116. Pois um novo capítulo dessa história começa agora.

A EPR (Empresa de Participações em Rodovias) venceu o leilão do novo contrato de concessão da Autopista Régis Bittencourt. O certame foi realizado nesta quinta-feira (23.jul.2026) pelo Ministério dos Transportes e pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), na B3, em São Paulo. A proposta da EPR ofereceu desconto de 22,53% sobre a tarifa básica de pedágio, atualmente em R$ 4,30 nos 6 pórticos da rodovia.

O que muda na sua viagem entre SP e Curitiba

Se você pega a Régis com frequência ou planeja uma viagem, prepare-se para transformações significativas. O novo contrato estabelece R$ 7,07 bilhões em investimentos e R$ 4,1 bilhões em custos operacionais ao longo de 15 anos de concessão, válida até 2041.

Entre as obras previstas: quase 70 quilômetros de faixas adicionais, 32 quilômetros de vias marginais, 2 túneis, 18 passarelas e melhorias nos trechos de serra e nos pontos com maior volume de congestionamentos. A nova operadora será responsável pelos serviços de recuperação, conservação, manutenção, monitoramento e operação da rodovia.

Como foi a disputa do leilão

O critério para definir a vencedora era o maior percentual de redução da tarifa. A proposta da EPR superou a da Motiva, que ofereceu desconto de 12,10%. A Arteris, atual operadora do trecho, apresentou proposta simbólica de 0,01%, percentual mínimo exigido nesse tipo de licitação.

O leilão não prevê uma nova concessão, mas a reestruturação do contrato de gestão da rodovia. O vínculo anterior era válido até 2033, mas a Arteris solicitou reajustes no cronograma de investimentos e metas, o que levou o governo a convocar um novo certame.

Por que a Régis Bittencourt é estratégica

A Régis liga os Estados de São Paulo e do Paraná e integra o 3º maior corredor logístico do país. O trecho passa por 16 cidades e é estratégico para o transporte de cargas e o escoamento da produção agrícola e industrial das regiões Sul e Sudeste. Para quem depende da rodovia para trabalhar ou viajar a lazer, entender esse movimento faz toda a diferença.

O papel da ANTT e do TCU na reestruturação

O processo de reestruturação do contrato passou por análise do TCU (Tribunal de Contas da União) e teve a participação do Ministério dos Transportes, da ANTT, da estatal Infra S.A e da Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos da Casa Civil.

Segundo o diretor-geral da ANTT, Guilherme-Theo Sampaio, a Arteris participou das negociações que levaram à decisão de repactuação do contrato e concordou em abrir mão do ativo para que o trecho pudesse ir a leilão. "O trabalho feito na mesa de negociação permitiu termos o êxito desse projeto. O grupo controlador [Arteris] se encontra satisfeito", disse Sampaio após o leilão. De acordo com o diretor, o empreendimento que agora será controlado pela EPR era um dos 5 "contratos estressados" de rodovias sob a administração do governo e da agência.

O valor da outorga e o calendário de leilões

O valor fixo de outorga será de R$ 120 milhões. A otimização da concessão da Régis Bittencourt é o 3º ativo do governo que vai a mercado em 2026. Além do trecho, Rotas Gerais (MG) e Rota dos Sertões (PE/BA) já haviam sido leiloadas por Ministério dos Transportes e ANTT no 1º semestre.

Para atingir a meta de 14 leilões rodoviários pelo ano, projetada pelo ministro George Santoro (Transportes), o governo precisará ofertar pelo menos mais 10 rodovias até o final de dezembro. Até o momento, só há um leilão com data marcada: a disputa do novo contrato da BR-163, trecho entre Mato Grosso e Pará, que teve o edital publicado pela ANTT na terça-feira (21.jul). O certame está previsto para 12 de novembro.

O que esperar da EPR como nova operadora

A EPR assume um contrato que exige entregas pesadas em 15 anos. A experiência de quem dirige pela Régis deve mudar gradualmente, com menos pontos de retenção e mais segurança. Vale a pena acompanhar o cronograma de obras para saber quando cada trecho será beneficiado.

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Perguntas Frequentes

O pedágio vai ficar mais barato?

Sim. A proposta da EPR ofereceu 22,53% de desconto sobre a tarifa básica de pedágio, atualmente em R$ 4,30 nos 6 pórticos da rodovia.

Quando as obras começam?

A concessão é válida até 2041. A nova operadora será responsável pelos serviços de recuperação, conservação, manutenção, monitoramento e operação da rodovia. O cronograma de obras será definido nos próximos meses.

Quantos quilômetros tem a Régis Bittencourt?

O trecho leiloado tem 383 quilômetros, ligando São Paulo (SP) a Curitiba (PR), passando por 16 cidades.

Quem operava antes?

A Arteris era a operadora anterior. O contrato vigente era válido até 2033, mas a empresa solicitou reajustes, levando à repactuação e ao novo leilão.

O que significa "contrato estressado"?

Segundo a ANTT, a Régis era um dos 5 contratos de rodovias sob administração do governo e da agência que necessitavam de reestruturação para equilibrar investimentos e metas.

Kelly Nascimento

Editoria Curiosidades

Kelly Nascimento cobre o setor de meios de pagamento e crédito no Bombou na Web. Análises técnicas, sem viés comercial.

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