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EUA deixam 2.000 produtos sem tarifa dupla, diz governo Lula

ResumoO governo brasileiro, por meio do ministro Márcio Elias Rosa, informou que cerca de 2.000 produtos brasileiros ficarão isentos de tarifa dupla pelos Estados Unidos. Carnes e café pagam apenas 12,5% de imposto, enquanto máquinas e têxteis enfrentam alíquota acumulada de 37,5%.

O ministro Márcio Elias Rosa afirmou que cerca de 2.000 produtos brasileiros não serão duplamente tributados pelos EUA. Enquanto carnes e café pagam só 12,5%, máquinas e têxteis enfrentam 37,5% acumulados.

Priscila Andrade
EUA deixam 2.000 produtos sem tarifa dupla, diz governo Lula

EUA deixam 2.000 produtos sem tarifa dupla, diz governo Lula — Foto: Reprodução / Bombou na Web

Se você exporta para os Estados Unidos ou trabalha com importação de insumos brasileiros, o anúncio do governo norte-americano nesta quinta-feira (23 de julho de 2026) pode mexer direto com seus custos. O ministro de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou que aproximadamente 2.000 produtos brasileiros ficarão de fora da dupla tributação. Mas a notícia não é boa para todo mundo.

Aproximadamente 2.000 produtos exportados pelo Brasil aos EUA não sofrerão dupla tributação, segundo o ministro Márcio Elias Rosa. Itens como carne, café, suco de laranja, frutas, celulose e pescados pagam só a nova tarifa de 12,5%. Já máquinas, autopeças, têxteis e confecções acumulam 37,5% (25% anteriores + 12,5% novos).

O que muda para os exportadores brasileiros

A nova tarifa de 12,5% anunciada pelos Estados Unidos atinge todos os produtos brasileiros, mas o impacto real depende da categoria de cada item. O governo brasileiro, por meio do ministro Márcio Elias Rosa, informou que cerca de 2.000 produtos não terão a soma das alíquotas. Na prática, isso significa que parte dos embarques continuará pagando apenas a taxa mais recente.

Setores com alíquota única de 12,5%

  • Carnes (bovina, suína, de frango)
  • Café
  • Suco de laranja
  • Frutas em geral
  • Celulose
  • Pescados

Esses produtos, segundo Rosa, não estarão sujeitos à soma das tarifas. Eles permanecem submetidos exclusivamente aos 12,5% anunciados agora.

Setores com alíquota acumulada de 37,5%

  • Máquinas e equipamentos
  • Autopeças
  • Implementos industriais
  • Têxteis e confecções

Para esses setores, a conta é mais pesada: os 25% que já incidiam antes se somam aos novos 12,5%, totalizando 37,5%. O ministro afirmou que o governo ainda analisa a lista completa de produtos atingidos, que reúne diferentes classificações comerciais. O detalhamento, segundo ele, permitirá identificar com maior precisão os efeitos sobre cada segmento exportador.

A justificativa dos EUA e a resposta do Brasil

O governo norte-americano justificou a nova tarifa como parte do combate ao trabalho escravo. O ministro Márcio Elias Rosa rejeitou essa justificativa. Ele afirmou que o Brasil tem compromissos internacionais de prevenção, fiscalização e combate a essa prática, além de seguir convenções da OIT (Organização Internacional do Trabalho).

Instrumentos de resposta

Rosa declarou que o Brasil utilizará os mecanismos previstos na Lei da Reciprocidade Econômica, aprovada pelo Congresso, para responder a medidas consideradas unilaterais. A lei permite ao governo brasileiro adotar contramedidas comerciais proporcionais. Porém, o ministro afirmou que o governo continuará as negociações com os Estados Unidos para buscar a retirada das tarifas.

A expectativa do governo brasileiro é ampliar as exceções e reduzir o impacto comercial da decisão norte-americana. Segundo Rosa, a orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é manter o diálogo diplomático e buscar uma solução negociada antes da adoção de eventuais medidas de resposta.

O que esperar dos próximos passos

O governo brasileiro ainda não divulgou a lista completa de produtos que ficarão sujeitos a cada alíquota. O ministro afirmou que o detalhamento está em análise e que, assim que concluído, permitirá uma visão mais precisa dos efeitos sobre cada segmento.

Para quem exporta máquinas, autopeças ou têxteis, a orientação é acompanhar de perto as negociações bilaterais. A alíquota acumulada de 37,5% pode comprimir margens e exigir renegociação de contratos. Já quem trabalha com carnes, café ou celulose tem um cenário menos dramático, mas ainda precisa considerar os 12,5% adicionais.

Perguntas Frequentes

Quais produtos brasileiros ficam isentos da dupla tarifa dos EUA?

Aproximadamente 2.000 produtos, segundo o ministro Márcio Elias Rosa. Entre eles estão carnes, café, suco de laranja, frutas, celulose e pescados, que pagam apenas a nova tarifa de 12,5%.

Qual a alíquota total para máquinas e autopeças?

A alíquota acumulada é de 37,5%, resultado da soma dos 25% anteriores com os novos 12,5%.

O Brasil vai retaliar os EUA?

O governo afirmou que usará os instrumentos da Lei da Reciprocidade Econômica, mas a prioridade é negociar a retirada das tarifas antes de adotar contramedidas.

Por que os EUA impuseram a tarifa?

O governo norte-americano justificou a medida com o combate ao trabalho escravo. O Brasil rejeitou a justificativa, citando compromissos com a OIT.

Quando a nova tarifa entra em vigor?

A fonte não especifica a data de início. O governo brasileiro ainda analisa a lista completa de produtos para identificar os efeitos sobre cada segmento.

Priscila Andrade

Editoria Curiosidades

Priscila Andrade cobre o setor de meios de pagamento e crédito no Bombou na Web. Análises técnicas, sem viés comercial.

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