# Fiscalizações identificam mais de 900 irregularidades de abastecimento em junho

> Operações de fiscalização da ANP e órgãos de defesa do consumidor identificaram mais de 900 irregularidades em postos de combustíveis brasileiros em junho. Bombas adulteradas, falta de certificação e preços abusivos lideraram os autos de infração. Consumidores devem verificar certificação e exigir nota fiscal para garantir direitos.

*Bombou na Web · Curiosidades · 16 de julho de 2026 · Otávio Bensaúde*

Operações de fiscalização da ANP e órgãos de defesa do consumidor flagraram mais de 900 irregularidades em postos de combustíveis brasileiros em junho. Bombas adulteradas, falta de certificação e preços abusivos lideram os autos de infração. Entenda os dados e seus direitos.

**Fiscalizações identificam mais de 900 irregularidades de abastecimento em junho**

Operações conjuntas da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e de órgãos de defesa do consumidor, como o Procon, registraram mais de 900 autos de infração em postos de combustíveis brasileiros durante o mês de junho. As irregularidades vão desde adulteração de combustível até descumprimento de normas de segurança e transparência de preços.

Em junho, operações de fiscalização da ANP e do Procon identificaram mais de 900 irregularidades em postos de combustíveis em todo o Brasil. Os principais problemas foram bombas com lacres violados, ausência de certificação do Inmetro e diferença entre o preço anunciado e o cobrado na bomba. As autuações resultaram em multas e interdições.

## O que dizem os números das fiscalizações

Segundo a ANP, as ações de fiscalização em junho abrangeram mais de 1.200 postos em 15 estados. Do total de estabelecimentos vistoriados, cerca de 40% apresentaram algum tipo de não conformidade. Os estados com maior número de autuações foram São Paulo, Minas Gerais e Bahia.

O Procon-SP, que participou de operações em 45 municípios, identificou 230 irregularidades apenas no estado. Entre os problemas mais comuns estão a falta de informação sobre o preço do litro e a ausência de certificado de verificação do Inmetro nas bombas.

## Irregularidades mais frequentes em postos

### Bombas adulteradas e lacres violados

O problema mais grave, segundo os fiscais, é a adulteração de bombas para que registrem volume maior do que o realmente fornecido. Em junho, foram encontrados lacres violados em 180 bombas. A prática lesa o consumidor, que paga por mais combustível do que coloca no tanque.

### Preço anunciado diferente do cobrado

Outra irregularidade recorrente é a divergência entre o valor anunciado nas placas da entrada do posto e o efetivamente cobrado na bomba. O Procon registrou 85 casos desse tipo em junho. A prática é vedada pelo Código de Defesa do Consumidor.

### Falta de certificação do Inmetro

A ausência do selo de verificação do Inmetro nas bombas também apareceu com frequência. Foram 120 autuações por esse motivo. A certificação garante que o equipamento mede corretamente o volume de combustível.

## Como identificar um posto irregular

O consumidor pode adotar algumas medidas simples antes de abastecer. Verificar se o lacre da bomba está intacto e se o selo do Inmetro está visível são os primeiros passos. Também vale conferir se o preço anunciado na placa corresponde ao que aparece no visor da bomba.

Outra dica é observar se o posto exibe a bandeira e a razão social corretamente. Postos que atuam como "bandeira branca" (sem vínculo com distribuidoras) devem informar isso de forma clara entenda como funcionam os postos bandeira branca.

## O papel da ANP e do Procon

A ANP realiza fiscalizações rotineiras e também atende denúncias de consumidores pelo telefone 0800-970-0267. Já os Procons estaduais e municipais têm autonomia para realizar operações conjuntas com a agência reguladora.

Em junho, as operações resultaram na interdição de 35 postos. As penalidades variam de multa a cassação do registro de funcionamento, dependendo da gravidade da infração.

## O que fazer ao encontrar irregularidade

Caso o consumidor desconfie de adulteração ou descumprimento de normas, pode registrar reclamação no site da ANP ou no Procon de sua cidade. Também é possível solicitar o teste de qualidade do combustível em um posto fiscalizador.

A recomendação é guardar o comprovante de pagamento e, se possível, filmar o momento do abastecimento para ter provas. Em casos de prejuízo comprovado, o consumidor pode pedir reparação na Justiça saiba como reclamar de posto de combustível.

## Perguntas Frequentes

### Quais são as irregularidades mais comuns em postos?

As mais frequentes são bombas com lacres violados, preço anunciado diferente do cobrado e ausência de certificação do Inmetro.

### Como saber se um posto foi fiscalizado?

A ANP divulga relatórios mensais de fiscalização em seu site. Também é possível consultar o histórico de autuações de cada posto.

### O que fazer se o posto se recusar a trocar combustível adulterado?

O consumidor deve registrar reclamação no Procon e na ANP. O posto pode ser multado e até interditado.

### Postos bandeira branca são mais fiscalizados?

Não há diferença legal. Todos os postos, independentemente da bandeira, estão sujeitos às mesmas regras e fiscalizações.

### A multa por irregularidade é alta?

Sim. As multas aplicadas pela ANP podem chegar a R$ 5 milhões, dependendo da gravidade e reincidência.

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