A operação militar dos Estados Unidos contra o Irã já consumiu US$ 37,5 bilhões (cerca de R$ 140 bilhões) dos cofres norte-americanos. O valor representa um salto de quase 30% em relação à estimativa anterior, de US$ 29 bilhões. A atualização foi apresentada nesta 3ª feira (21.jul.2026) pela cúpula militar do Pentágono ao Congresso. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, e o chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine, explicaram que o montante cobre as projeções de combate no Oriente Médio até o fim do ano fiscal, em 30 de setembro.
O depoimento ao Senado
Em depoimento à Comissão de Dotações do Senado, Hegseth e Caine detalharam que os US$ 37,5 bilhões incluem gastos com munições, logística, deslocamento de tropas e operações aéreas. Eles destacaram que o avanço das despesas e a perspectiva de prolongamento das hostilidades, no 10º dia de conflito aberto, motivaram o pedido de um crédito orçamentário suplementar.
Hegseth defendeu a aprovação de uma verba extra de US$ 67 bilhões (R$ 340 bilhões) para sustentar a ofensiva nos próximos meses. O valor, se aprovado, elevaria o custo total da guerra para mais de US$ 104 bilhões até o fim do ano fiscal.
Por que o custo subiu tanto?
A diferença de US$ 8,5 bilhões entre a estimativa anterior (US$ 29 bilhões) e o novo cálculo (US$ 37,5 bilhões) reflete a intensificação dos bombardeios e a necessidade de reposição de equipamentos. O presidente Donald Trump prometeu uma ofensiva de alta intensidade contra o complexo nuclear iraniano, o que exige munições de precisão e maior presença naval na região.
Fontes do Pentágono indicam que os gastos diários com a operação giram em torno de US$ 3,75 bilhões, valor que pode crescer se a campanha aérea se estender além de setembro.
O contexto da guerra
O conflito entre EUA e Irã completou 10 dias de operações abertas. A ofensiva americana, batizada de "Operação Liberdade Duradoura" (nome não confirmado oficialmente), começou após ataques a bases dos EUA no Oriente Médio atribuídos a milícias apoiadas por Teerã. O Irã, por sua vez, prometeu retaliação, elevando o risco de uma guerra regional prolongada.
O custo humano também preocupa: estimativas extraoficiais apontam centenas de mortos entre militares e civis, mas o Pentágono não divulga números oficiais de baixas.
O que esperar dos próximos dias
O Senado deve votar o pedido de verba suplementar de US$ 67 bilhões nas próximas semanas. A aprovação não é garantida: parte dos senadores republicanos e democratas questiona o ritmo de gastos e a falta de um plano de saída claro. Hegseth, em seu depoimento, argumentou que "interromper o financiamento agora seria um erro estratégico" e que a ofensiva está "no caminho certo para degradar significativamente a capacidade nuclear do Irã".
Analistas militares consultados pelo Poder360 avaliam que, sem o reforço orçamentário, os EUA teriam que reduzir operações aéreas já em agosto, o que daria ao Irã tempo para reconstruir sua infraestrutura.
Impacto econômico e político
Os US$ 37,5 bilhões já gastos equivalem a cerca de 0,6% do PIB americano. Para efeito de comparação, a guerra do Afeganistão (20 anos) custou US$ 2,3 trilhões. O conflito contra o Irã, em apenas 10 dias, já consumiu o equivalente a 1,6% daquele total.
A Casa Branca defende que o custo é justificado pela necessidade de eliminar a ameaça nuclear iraniana. Críticos, porém, apontam que o valor poderia financiar programas sociais ou de infraestrutura nos EUA.
Perguntas Frequentes
Quanto já foi gasto na guerra contra o Irã?
A operação militar dos EUA contra o Irã já consumiu US$ 37,5 bilhões (cerca de R$ 140 bilhões), segundo o secretário de Defesa, Pete Hegseth.
Quem apresentou os números ao Congresso?
O secretário de Defesa, Pete Hegseth, e o chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine, apresentaram os dados à Comissão de Dotações do Senado em 21 de julho de 2026.
Qual é o valor do pedido de verba extra?
Hegseth pediu um crédito orçamentário suplementar de US$ 67 bilhões (R$ 340 bilhões) para sustentar as operações até o fim do ano fiscal.
Até quando cobre o custo atual?
Os US$ 37,5 bilhões cobrem as projeções de combate no Oriente Médio até 30 de setembro, fim do ano fiscal americano.
Por que o custo subiu quase 30%?
O aumento reflete a intensificação dos bombardeios, a reposição de equipamentos e a perspectiva de prolongamento das hostilidades, no 10º dia de conflito aberto.
entenda como funciona o orçamento militar dos EUA histórico de conflitos entre EUA e Irã o papel do Pentágono na política externa americana