Hepatites virais: o silêncio da doença que pode levar ao câncer de fígado
As hepatites virais B e C são infecções que afetam o fígado e, muitas vezes, passam despercebidas por anos. Silenciosas na maioria dos casos, estão entre as principais causas de câncer de fígado no mundo, segundo a OMS. É justamente esse silêncio que as torna tão perigosas.
As hepatites virais B e C são infecções que afetam o fígado e, na maioria dos casos, não apresentam sintomas nas fases iniciais. Quando não tratadas, podem evoluir para cirrose e carcinoma hepatocelular, o tipo mais comum de câncer primário do fígado. A prevenção inclui vacina gratuita para hepatite B e testes rápidos pelo SUS.
No Brasil, milhões de pessoas vivem com hepatite B ou C sem saber. O diagnóstico tardio é um dos maiores desafios no controle da doença. Quando a infecção não é tratada, as consequências podem ser graves e irreversíveis.
Por que as hepatites B e C são tão silenciosas?
Na maioria das vezes, as hepatites B e C não apresentam sintomas nas fases iniciais. Quando os sinais aparecem, costumam ser inespecíficos e facilmente confundidos com outras condições, como cansaço intenso, febre, tontura e enjoo. Qualquer sintoma persistente merece avaliação médica, especialmente em pessoas que nunca fizeram exames para hepatite.
A progressão silenciosa para o câncer de fígado
Quando não tratadas, as hepatites B e C podem evoluir para condições graves. O carcinoma hepatocelular é o tipo mais comum de câncer primário do fígado e está frequentemente associado às hepatites virais, segundo a OMS. A progressão costuma ser lenta, o que reforça a importância do diagnóstico precoce, antes que o fígado acumule danos irreversíveis.
Prevenção: vacina gratuita e testes rápidos
A boa notícia é que existem formas eficazes de prevenção. Para a hepatite B, a vacina é a principal delas e está disponível gratuitamente na rede pública de saúde para todas as faixas etárias. Mas quem se vacinou precisa saber se a vacina fez efeito: é necessário dosar um anticorpo no sangue para verificar se o organismo produziu células de proteção.
Para a hepatite C, ainda não existe vacina disponível. Por isso, o recomendado é fazer exames para saber se houve contaminação. Além da vacinação e dos testes, outras medidas são fundamentais: usar preservativos e não compartilhar agulhas.
Onde testar e tratar pelo SUS
O Ministério da Saúde recomenda a testagem para hepatites B e C como parte do acompanhamento de saúde de adultos, especialmente para pessoas que nunca realizaram o exame, gestantes, pessoas com histórico de transfusão de sangue antes de 1993 e quem compartilhou objetos perfurocortantes. Os testes são simples, rápidos e disponíveis gratuitamente nas unidades de saúde do SUS.
Tratar as hepatites B e C nas fases iniciais evita a progressão para cirrose e câncer de fígado. Hoje, a hepatite C tem cura com tratamento medicamentoso de alta eficácia, segundo o Ministério da Saúde. Já a hepatite B, embora não tenha cura definitiva, pode ser controlada com acompanhamento médico adequado, preservando a função do fígado por muitos anos.
Perguntas Frequentes
Quais são os primeiros sintomas das hepatites B e C?
Na maioria dos casos, não há sintomas nas fases iniciais. Quando aparecem, incluem cansaço intenso, febre, tontura e enjoo, que podem ser confundidos com outras condições.
A hepatite B tem cura?
Não, mas pode ser controlada com acompanhamento médico adequado, preservando a função do fígado por muitos anos.
A hepatite C tem cura?
Sim, a hepatite C tem cura com tratamento medicamentoso de alta eficácia, disponível pelo SUS.
Onde fazer o teste para hepatites B e C?
Os testes são gratuitos nas unidades de saúde do SUS. Basta procurar o posto de saúde mais próximo.
Quem deve fazer o teste?
O Ministério da Saúde recomenda para adultos que nunca testaram, gestantes, pessoas com transfusão antes de 1993 e quem compartilhou objetos perfurocortantes.
A vacina contra hepatite B é gratuita?
Sim, está disponível gratuitamente na rede pública para todas as faixas etárias.