O homem de 49 anos preso em 2024 no Crato, no Cariri cearense, foi condenado a 16 anos e sete meses de reclusão pela Justiça. Ivanildo Leandro da Silva respondia por simular a morte de uma mulher de 18 anos em um acidente de trânsito para ocultar um homicídio. O julgamento ocorreu nesta segunda-feira (14), na 1ª Vara Criminal da Comarca do Crato.
O Conselho de Sentença (jurados) considerou Ivanildo culpado pelo crime de homicídio duplamente qualificado. A pena deverá ser cumprida em regime inicialmente fechado, conforme informou o próprio Conselho de Sentença em nota.
A vítima era Robéria Caetano de Moura, de 18 anos. O crime ocorreu em junho de 2024. Segundo a polícia, Ivanildo afirmou que ela havia morrido em um acidente de trânsito. A mulher, no entanto, já estava morta dentro do veículo quando a simulação foi descoberta.
Entenda o que está por trás
A condenação encerra uma etapa do caso que começou com a prisão do suspeito em 2024. A Justiça acolheu a tese de que o acidente foi forjado para encobrir o homicídio. O Conselho de Sentença, formado por jurados, é quem decide sobre a culpa em crimes dolosos contra a vida no Brasil. A decisão desta segunda-feira (14) fixou a pena em 16 anos e sete meses, com regime inicial fechado.
O caso segue com possibilidade de recurso, mas a sentença já produz efeitos imediatos para o cumprimento da pena. A defesa de Ivanildo Leandro da Silva não teve manifestação incluída na nota do Conselho de Sentença. como funciona o Tribunal do Júri no Brasil
O que observar nos próximos dias
A publicação oficial da sentença deve detalhar as qualificadoras aceitas pelos jurados. A partir daí, a defesa pode recorrer em liberdade ou permanecer com a prisão mantida. O caso do Crato reforça o papel do Tribunal do Júri em crimes de homicídio qualificado no interior do Ceará, tema que costuma gerar acompanhamento da comunidade local e das autoridades judiciárias.