Incêndio que destruiu casa em Varre-Sai é investigado; vítima tinha medida protetiva contra ex-companheiro
A Polícia Civil investiga o incêndio que destruiu uma casa em Varre-Sai, no Noroeste Fluminense. A vítima, uma mulher de 34 anos, possuía medida protetiva contra o ex-companheiro, principal suspeito do crime. As chamas consumiram o imóvel na madrugada de quarta-feira (22). A perícia foi acionada e o suspeito segue foragido.
O que se sabe sobre o incêndio em Varre-Sai
O fogo começou por volta das 3h da madrugada na Rua Projetada, no bairro Centro. Vizinhos ouviram estampidos e viram as chamas. A casa de alvenaria, com dois quartos e sala, foi completamente destruída. A vítima conseguiu sair a tempo, sem ferimentos graves.
A Polícia Militar foi a primeira a chegar, após denúncia de vizinhos. O Corpo de Bombeiros controlou as chamas em cerca de 40 minutos. A perícia da Polícia Civil coletou amostras no local para identificar vestígios de acelerantes, como gasolina ou álcool.
Medida protetiva e histórico de violência
A vítima registrou ocorrência contra o ex-companheiro em fevereiro deste ano, na 140ª Delegacia de Polícia de Varre-Sai. Ela alegou ameaças e agressões físicas. A Justiça concedeu medida protetiva de urgência, determinando que o suspeito mantivesse distância mínima de 200 metros da vítima e de seus familiares.
A medida protetiva, prevista na Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006), é uma ferramenta legal para coibir a violência doméstica. No entanto, especialistas apontam que a eficácia depende da fiscalização e do monitoramento constante, o que nem sempre ocorre em cidades pequenas.
O que diz a Lei Maria da Penha
A Lei Maria da Penha define cinco tipos de violência doméstica: física, psicológica, sexual, patrimonial e moral. A medida protetiva pode incluir o afastamento do agressor do lar, a proibição de contato e o monitoramento eletrônico. O descumprimento pode levar à prisão preventiva.
A investigação da Polícia Civil
A 140ª Delegacia de Polícia de Varre-Sai instaurou inquérito para apurar o incêndio. A perícia busca confirmar se o fogo foi criminoso e qual o método usado. Testemunhas estão sendo ouvidas, incluindo vizinhos e familiares da vítima.
O delegado responsável, em nota, afirmou que "todas as linhas de investigação estão abertas, mas o ex-companheiro é o principal suspeito". A Polícia Civil solicita que qualquer informação sobre o paradeiro do suspeito seja comunicada pelo Disque-Denúncia (181).
O suspeito está foragido
O ex-companheiro da vítima, de 38 anos, não foi localizado desde o incêndio. A polícia realiza buscas na região, mas até o momento não há pistas do paradeiro. A família da vítima teme pela segurança dela, já que o suspeito já descumpriu a medida protetiva anteriormente.
O que fazer em caso de violência doméstica
A vítima de violência doméstica pode registrar ocorrência em qualquer delegacia, inclusive online, pela Delegacia Virtual da Polícia Civil. A Central de Atendimento à Mulher (Ligue 180) oferece orientação e acolhimento 24 horas. Em casos de emergência, a Polícia Militar deve ser acionada pelo 190.
Dados sobre violência doméstica no Brasil
Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil registrou 1.463 feminicídios em 2024, uma média de 4 por dia. Desses, 66% foram cometidos por parceiros ou ex-parceiros das vítimas. O descumprimento de medidas protetivas é um fator recorrente nesses casos.
Perguntas Frequentes
O que é uma medida protetiva?
É uma decisão judicial que impõe restrições ao agressor, como afastamento do lar e proibição de contato com a vítima. Está prevista na Lei Maria da Penha.
Como denunciar um incêndio criminoso?
A denúncia pode ser feita pelo Disque-Denúncia (181) ou diretamente na delegacia mais próxima. A Polícia Civil investiga e a perícia coleta provas.
O que fazer se a medida protetiva for descumprida?
A vítima deve comunicar imediatamente a polícia pelo 190 ou registrar novo boletim de ocorrência. O descumprimento pode levar à prisão preventiva do agressor.
Quais são os sinais de violência doméstica?
Agressões físicas, ameaças, controle excessivo, isolamento social e danos a objetos pessoais são sinais comuns. A vítima deve buscar ajuda em qualquer delegacia ou pelo Ligue 180.
O que a perícia busca em um incêndio criminoso?
A perícia coleta amostras de solo, destroços e objetos para identificar acelerantes, como gasolina ou álcool. Também analisa padrões de queima para determinar a origem do fogo.