O jornalista Carlos Monforte morreu em Brasília nesta segunda-feira (31), aos 77 anos. A família confirmou a informação ao grupo Globo, que divulgou que ele tratava de um câncer. A morte ocorre após décadas de dedicação ao telejornalismo brasileiro.
Monforte começou a carreira no jornal local A Tribuna, após se formar pela Faculdade de Comunicação de Santos. Nascido em 3 de julho de 1949, em Santos (SP), ele também passou pelo jornal Estado de S.Paulo nos anos 1970, como repórter especial.
Na Globo, foi contratado como repórter em 1978. Participou de importantes coberturas, especialmente no universo político, com reportagens para o Jornal Nacional e o Fantástico. Em 1982, foi promovido a apresentador do Bom dia São Paulo; no ano seguinte, tornou-se editor-chefe e âncora do Bom Dia Brasil, telejornal de alcance nacional. Ficou à frente da atração por nove anos.
Em 1992, deixou a Globo, mas retornou dois anos depois como repórter especial do Jornal da Globo. Também apresentou o Jornal das Dez, na GloboNews. Em 2016, saiu novamente das organizações Globo.
O Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal (SJPDF) divulgou nota de pesar. "Monforte deixa um legado de ética, competência e dedicação ao jornalismo, qualidades que inspiram as novas gerações da imprensa brasileira", diz o texto. O velório ocorre nesta terça-feira (1º), das 13h às 15h, na capela 1 do Cemitério Campo da Esperança.
A carreira de Monforte atravessou décadas de mudanças no jornalismo, mas a pergunta que fica é como as novas gerações vão preservar o padrão de apuração que ele representou. A nota do sindicato aponta o caminho: ética e competência como referência.