Leia a íntegra do documento do tarifaço de 25% a produtos do Brasil
O governo dos Estados Unidos publicou, em 1º de abril de 2026, o documento oficial que estabelece tarifa de 25% sobre produtos do Brasil. A medida, assinada pelo presidente Donald Trump, afeta setores como aço, alumínio, café solúvel, açúcar e etanol. A íntegra do documento está disponível no site do Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR).
O documento oficial do governo dos Estados Unidos, publicado em 1º de abril de 2026, impõe tarifa de 25% sobre produtos do Brasil, incluindo aço, alumínio, café solúvel, açúcar e etanol. A medida entra em vigor 90 dias após a publicação e prevê exceções para produtos com certificação de origem. A íntegra está disponível no site do Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR).
O que diz o documento do tarifaço de 25%
Segundo o texto oficial, a tarifa de 25% incide sobre produtos classificados em 17 capítulos da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM). A lista inclui aço (capítulos 72 e 73), alumínio (capítulo 76), café solúvel (capítulo 21), açúcar (capítulo 17) e etanol (capítulo 22). O documento cita o artigo 232 da Lei de Expansão Comercial de 1962 como base legal, alegando que as importações brasileiras ameaçam a segurança nacional dos EUA.
O governo americano justifica a medida com o argumento de que o Brasil mantém barreiras não tarifárias a produtos dos EUA, como licenças de importação e requisitos sanitários excessivos. O documento menciona especificamente o etanol brasileiro, que, segundo o USTR, recebe subsídios que distorcem o comércio.
Exceções e prazos
O documento prevê exceções para produtos com certificação de origem que comprovem teor de insumos americanos superior a 50% do valor agregado. A medida entra em vigor 90 dias após a publicação, ou seja, em 30 de junho de 2026. Durante esse período, o governo brasileiro pode negociar reduções ou isenções.
Como acessar a íntegra do documento
A íntegra do documento está disponível no site do USTR (ustr.gov), na seção "Trade Actions" (Ações Comerciais). O arquivo tem 47 páginas e inclui anexos com a lista completa de produtos afetados. Também é possível acessar o texto no site do Departamento de Comércio dos EUA (commerce.gov).
Impacto da tarifa de 25% sobre produtos do Brasil
A medida atinge diretamente setores estratégicos da economia brasileira. O aço e o alumínio representam cerca de 15% das exportações brasileiras para os EUA. O café solúvel, por sua vez, responde por 40% do mercado americano de café instantâneo. O etanol brasileiro, que compete com o etanol de milho americano, perde competitividade com a tarifa.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as exportações brasileiras para os EUA somaram US$ 42 bilhões em 2025. A tarifa de 25% pode reduzir esse fluxo em até US$ 10 bilhões, afetando principalmente os setores de aço, alumínio e agronegócio impactos econômicos do tarifaço.
Reação do governo brasileiro
O governo brasileiro, por meio do MDIC, afirmou que vai recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) contra a medida. O Itamaraty já iniciou consultas com o governo americano para buscar uma solução negociada. O presidente Lula classificou a tarifa como "protecionista e injustificada".
Perguntas Frequentes
O que é o tarifaço de 25% sobre produtos do Brasil?
É uma tarifa de importação de 25% imposta pelos EUA sobre produtos brasileiros, como aço, alumínio, café solúvel, açúcar e etanol, com base no artigo 232 da Lei de Expansão Comercial de 1962.
Quando a tarifa de 25% entra em vigor?
A tarifa entra em vigor 90 dias após a publicação do documento, ou seja, em 30 de junho de 2026.
Quais produtos são afetados pela tarifa de 25%?
A lista inclui aço, alumínio, café solúvel, açúcar e etanol, entre outros produtos classificados em 17 capítulos da NCM.
Como acessar a íntegra do documento do tarifaço?
A íntegra está disponível no site do USTR (ustr.gov), na seção "Trade Actions", e no site do Departamento de Comércio dos EUA (commerce.gov).
O Brasil pode recorrer da tarifa de 25%?
Sim. O governo brasileiro anunciou que vai recorrer à OMC e iniciou consultas com o governo americano para buscar uma solução negociada.