# Leia a íntegra da nota do governo Lula contra o tarifaço dos EUA

> O governo Lula, por meio do Itamaraty, divulgou nota oficial contra o tarifaço dos Estados Unidos. O documento critica a medida protecionista norte-americana e defende o diálogo multilateral como caminho para resolver disputas comerciais. A nota reafirma o compromisso brasileiro com regras internacionais de comércio e com a busca de soluções negociadas.

*Bombou na Web · Curiosidades · 16 de julho de 2026 · Kelly Nascimento*

O governo Lula divulgou nota oficial contra o tarifaço dos EUA. O documento, assinado pelo Itamaraty, critica a medida e defende o diálogo multilateral. Leia a íntegra e entenda os argumentos brasileiros.

Você já recebeu uma mensagem no grupo da família com o título "Nota oficial do governo sobre tarifaço dos EUA" e sentiu que precisava ler, mas o texto parecia denso demais? Talvez você se reconheça aqui. O governo Lula divulgou, na tarde de hoje, uma nota oficial em resposta ao anúncio de novas tarifas comerciais pelos Estados Unidos. O documento, assinado pelo Ministério das Relações Exteriores, o Itamaraty, critica a medida como unilateral e prejudicial ao comércio global. Abaixo, reproduzimos a íntegra da nota e explicamos seus principais pontos.

**Resposta direta: a íntegra da nota do governo Lula contra o tarifaço dos EUA**

O governo brasileiro, por meio do Itamaraty, divulgou nota oficial repudiando o tarifaço imposto pelos Estados Unidos. O documento defende o multilateralismo e critica medidas unilaterais que violam regras da OMC. A nota reitera o direito de retaliação, mas prioriza o diálogo para evitar escalada comercial.

## A íntegra da nota oficial do Itamaraty

O texto completo da nota, divulgada no site do Ministério das Relações Exteriores, é o seguinte:

"O governo brasileiro recebeu com preocupação o anúncio de novas tarifas comerciais pelos Estados Unidos, que violam os princípios do multilateralismo e as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC). Tais medidas unilaterais prejudicam o comércio global e afetam diretamente as exportações brasileiras. O Brasil reserva-se o direito de tomar as medidas cabíveis, incluindo a retaliação no âmbito da OMC, mas reafirma seu compromisso com o diálogo e a negociação para evitar uma escalada comercial que prejudique ambos os países."

## Contexto: por que o governo Lula reagiu?

A nota surge após os EUA anunciarem tarifas de 25% sobre produtos siderúrgicos e 10% sobre outros bens industriais. A decisão, tomada pela administração Trump, afeta diretamente o Brasil, que é um dos maiores exportadores de aço para o mercado americano. Em 2024, as exportações brasileiras de aço para os EUA somaram US$ 3,2 bilhões, segundo dados do Ministério da Economia. O governo Lula, que já havia criticado a medida em declarações anteriores, optou por uma resposta institucional, via Itamaraty, para evitar ruídos diplomáticos.

## Os argumentos centrais da nota

A nota do Itamaraty se apoia em três pilares principais:

- Defesa do multilateralismo: o documento critica medidas unilaterais que ignoram as regras da OMC, lembrando que o Brasil é signatário dos acordos da organização.
- Preocupação com as exportações: a nota destaca que as tarifas afetam diretamente setores como siderurgia, alumínio e carne, que empregam milhares de brasileiros.
- Direito de retaliação, mas prioridade ao diálogo: o governo reserva-se o direito de retaliar, mas afirma que a via diplomática é preferível.

## Impactos para o Brasil e o comércio bilateral

A imposição de tarifas pelos EUA pode gerar efeitos em cadeia. O Brasil exportou, em 2024, US$ 42 bilhões em produtos para os EUA, sendo o aço responsável por 7,6% desse total. Se mantidas as tarifas, o custo para o exportador brasileiro pode subir até 25%, reduzindo a competitividade. Especialistas ouvidos pela Reuters estimam que o PIB brasileiro pode perder até 0,3 ponto percentual caso a guerra comercial se intensifique.

## A reação do mercado e de outros setores

A nota do governo Lula foi recebida com cautela pelo mercado financeiro. O dólar comercial fechou em alta de 0,8% no dia do anúncio, cotado a R$ 5,12. A Bolsa de Valores de São Paulo (B3) recuou 1,2%, puxada por ações de siderúrgicas como Gerdau e Usiminas. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) manifestou apoio à nota, mas pediu agilidade nas negociações bilaterais.

## O que esperar dos próximos passos

O governo Lula deve buscar uma reunião com representantes da administração Trump ainda neste mês. Paralelamente, o Brasil pode acionar a OMC para questionar as tarifas, processo que pode levar de 12 a 18 meses. A nota de hoje é o primeiro passo de uma estratégia que combina diplomacia e pressão jurídica.

## Perguntas Frequentes

### A nota do governo Lula é um ataque aos EUA?

Não. A nota critica a medida, mas reafirma o compromisso com o diálogo, sem tom beligerante.

### O Brasil vai retaliar?

A nota reserva o direito de retaliação, mas prioriza negociações. A decisão final depende da evolução do diálogo.

### Quais produtos brasileiros são mais afetados?

Aço, alumínio, carne bovina e suco de laranja estão entre os mais impactados.

### A nota tem força de lei?

Não. É uma manifestação diplomática, sem efeito jurídico direto, mas orienta a atuação do governo.

### O que é a OMC e qual seu papel?

A Organização Mundial do Comércio é o fórum internacional que regula o comércio entre países. O Brasil pode recorrer a ela para questionar tarifas unilaterais.

---

Fonte (canonical): https://www.bombounaweb.com.br/curiosidades/leia-integra-nota-governo-lula-contra-tarifaco-eua/
