Livro revela bastidores da consolidação das Ruínas da Igreja de São José da Boa Morte, no Rio
O livro 'Ruínas de São José da Boa Morte' será lançado nesta sexta-feira (24/7), na Casa Patrimônio da Flip, em Paraty. A publicação reúne o levantamento feito durante a consolidação da antiga igreja, com acervo fotográfico e detalhes técnicos das intervenções, além de ações sociais ao longo dos 18 meses de obras.
O que o livro revela sobre as Ruínas de São José da Boa Morte
Produzido pela Elysium Sociedade Cultural, a obra integra a linha editorial da instituição, criada em 2012 e responsável por mais de 150 publicações voltadas à preservação do patrimônio cultural brasileiro. Segundo o diretor técnico da Elysium, Wolney Unes, a publicação preserva a memória de um bem cultural e compartilha conhecimento com pesquisadores, estudantes e o público.
A pesquisa considerou a análise de vestígios materiais e a busca por fontes históricas. Dos mais de 200 fragmentos catalogados, foi possível identificar informações sobre materiais construtivos, etapas de intervenção e escolhas estéticas da época em que o templo estava em pleno funcionamento.
Como a pesquisa histórica foi feita
A historiadora Rachel Wider, integrante da equipe da Elysium, destaca que as fontes documentais foram fundamentais. Os primeiros relatos sobre a capela vêm dos registros do visitador eclesiástico Monsenhor Pizarro, que em 1794 realizou um levantamento das freguesias do recôncavo da Guanabara. Também foram consultados arquivos da Cúria de Niterói e de Japuíba, com atestados de óbito e testamentos entre os séculos XVIII e XX.
O resultado é um amplo resgate histórico, abordando desde a formação da região no período das sesmarias até as lutas da comunidade pela preservação do patrimônio.
As intervenções de conservação
Uma das responsáveis pelo projeto, a arquiteta Jessica Marques explica que foi necessário ouvir a ruína durante a execução das obras. A equipe reposicionou a escadaria originalmente prevista para a nave principal, transferindo-a para a nave lateral, o que preservou a leitura do conjunto histórico. Também foi implantado um mirante em estrutura metálica, como um mezanino autoportante, que reinterpreta o antigo coro da capela sem tocar as paredes existentes.
As obras incluíram soluções para proteger o topo das paredes de alvenaria, expostas às intempéries, garantindo estabilidade e durabilidade.
Conclusão das obras e lançamento do livro
As obras de conservação e consolidação foram concluídas em julho. A igreja, erguida a partir de 1734 e tombada pelo Inepac desde 1989, passou pela primeira vez por esse processo. Os trabalhos foram conduzidos pela Elysium Sociedade Cultural em parceria com a Prefeitura de Cachoeiras de Macacu e a Nova Transportadora do Sudeste (NTS), por meio de Lei de Incentivo à Cultura.
O lançamento do livro acontece na Casa Patrimônio, na Flip 2026, na sede do IHAP, ao lado da Igreja de Santa Rita, às 16h.
Perguntas Frequentes
Onde será o lançamento do livro?
Na Casa Patrimônio, na Flip 2026, na sede do Instituto Histórico e Artístico de Paraty (IHAP), na antiga cadeia, ao lado da Igreja de Santa Rita.
Quem produziu o livro?
A Elysium Sociedade Cultural, que desde 2012 já publicou mais de 150 obras sobre patrimônio cultural.
Quais fontes históricas foram usadas na pesquisa?
Registros do visitador eclesiástico Monsenhor Pizarro (1794) e arquivos da Cúria de Niterói e de Japuíba, com documentos dos séculos XVIII ao XX.
Quem conduziu as obras de consolidação?
A Elysium Sociedade Cultural, em parceria com a Prefeitura de Cachoeiras de Macacu e a NTS, via Lei de Incentivo à Cultura.
Como adquirir o livro?
Pelo WhatsApp da Elysium: (62) 9 3645-0404.