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Livro revela bastidores da consolidação das Ruínas da Igreja de São José da Boa Morte, no Rio

ResumoO livro "Ruínas da Igreja de São José da Boa Morte: História e Consolidação" documenta o processo de pesquisa e resgate histórico do sítio arqueológico em Cachoeiras de Macacu (RJ). A obra será lançada em 24 de julho na Casa Patrimônio da Flip, em Paraty, reunindo dados sobre a antiga igreja e sua consolidação patrimonial.

As Ruínas de São José da Boa Morte, em Cachoeiras de Macacu (RJ), ganham um livro que reúne o trabalho de pesquisa e resgate histórico da antiga igreja. A obra será lançada nesta sexta-feira (24/7), na Casa Patrimônio da Flip, em Paraty.

Priscila Andrade
Livro revela bastidores da consolidação das Ruínas da Igreja de São José da Boa Morte, no Rio

Livro revela bastidores da consolidação das Ruínas da Igreja de São José da Boa Morte, no Rio — Foto: Reprodução / Bombou na Web

Livro revela bastidores da consolidação das Ruínas da Igreja de São José da Boa Morte, no Rio

O livro 'Ruínas de São José da Boa Morte' será lançado nesta sexta-feira (24/7), na Casa Patrimônio da Flip, em Paraty. A publicação reúne o levantamento feito durante a consolidação da antiga igreja, com acervo fotográfico e detalhes técnicos das intervenções, além de ações sociais ao longo dos 18 meses de obras.

O que o livro revela sobre as Ruínas de São José da Boa Morte

Produzido pela Elysium Sociedade Cultural, a obra integra a linha editorial da instituição, criada em 2012 e responsável por mais de 150 publicações voltadas à preservação do patrimônio cultural brasileiro. Segundo o diretor técnico da Elysium, Wolney Unes, a publicação preserva a memória de um bem cultural e compartilha conhecimento com pesquisadores, estudantes e o público.

A pesquisa considerou a análise de vestígios materiais e a busca por fontes históricas. Dos mais de 200 fragmentos catalogados, foi possível identificar informações sobre materiais construtivos, etapas de intervenção e escolhas estéticas da época em que o templo estava em pleno funcionamento.

Como a pesquisa histórica foi feita

A historiadora Rachel Wider, integrante da equipe da Elysium, destaca que as fontes documentais foram fundamentais. Os primeiros relatos sobre a capela vêm dos registros do visitador eclesiástico Monsenhor Pizarro, que em 1794 realizou um levantamento das freguesias do recôncavo da Guanabara. Também foram consultados arquivos da Cúria de Niterói e de Japuíba, com atestados de óbito e testamentos entre os séculos XVIII e XX.

O resultado é um amplo resgate histórico, abordando desde a formação da região no período das sesmarias até as lutas da comunidade pela preservação do patrimônio.

As intervenções de conservação

Uma das responsáveis pelo projeto, a arquiteta Jessica Marques explica que foi necessário ouvir a ruína durante a execução das obras. A equipe reposicionou a escadaria originalmente prevista para a nave principal, transferindo-a para a nave lateral, o que preservou a leitura do conjunto histórico. Também foi implantado um mirante em estrutura metálica, como um mezanino autoportante, que reinterpreta o antigo coro da capela sem tocar as paredes existentes.

As obras incluíram soluções para proteger o topo das paredes de alvenaria, expostas às intempéries, garantindo estabilidade e durabilidade.

Conclusão das obras e lançamento do livro

As obras de conservação e consolidação foram concluídas em julho. A igreja, erguida a partir de 1734 e tombada pelo Inepac desde 1989, passou pela primeira vez por esse processo. Os trabalhos foram conduzidos pela Elysium Sociedade Cultural em parceria com a Prefeitura de Cachoeiras de Macacu e a Nova Transportadora do Sudeste (NTS), por meio de Lei de Incentivo à Cultura.

O lançamento do livro acontece na Casa Patrimônio, na Flip 2026, na sede do IHAP, ao lado da Igreja de Santa Rita, às 16h.

Perguntas Frequentes

Onde será o lançamento do livro?

Na Casa Patrimônio, na Flip 2026, na sede do Instituto Histórico e Artístico de Paraty (IHAP), na antiga cadeia, ao lado da Igreja de Santa Rita.

Quem produziu o livro?

A Elysium Sociedade Cultural, que desde 2012 já publicou mais de 150 obras sobre patrimônio cultural.

Quais fontes históricas foram usadas na pesquisa?

Registros do visitador eclesiástico Monsenhor Pizarro (1794) e arquivos da Cúria de Niterói e de Japuíba, com documentos dos séculos XVIII ao XX.

Quem conduziu as obras de consolidação?

A Elysium Sociedade Cultural, em parceria com a Prefeitura de Cachoeiras de Macacu e a NTS, via Lei de Incentivo à Cultura.

Como adquirir o livro?

Pelo WhatsApp da Elysium: (62) 9 3645-0404.

Priscila Andrade

Editoria Curiosidades

Priscila Andrade cobre o setor de meios de pagamento e crédito no Bombou na Web. Análises técnicas, sem viés comercial.

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