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Moraes arquiva inquérito da Abin paralela contra Bolsonaro; entenda

ResumoAlexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal, arquivou o inquérito da Abin paralela contra Jair Bolsonaro. O arquivamento ocorreu porque os fatos investigados já foram tratados na ação penal que condenou o ex-presidente e Alexandre Ramagem por tentativa de golpe de Estado. O caso segue para a Justiça Federal contra outras 28 pessoas investigadas.

Alexandre de Moraes, do STF, arquivou o inquérito da Abin paralela contra Jair Bolsonaro. O ministro entendeu que os fatos já foram tratados na ação que condenou o ex-presidente e Alexandre Ramagem por golpe de Estado. O caso segue para a Justiça Federal contra outras 28 pessoas,

Wesley Tanaka
Moraes arquiva inquérito da Abin paralela contra Bolsonaro; entenda

Moraes arquiva inquérito da Abin paralela contra Bolsonaro; entenda — Foto: Reprodução / Bombou na Web

O problema que você precisa entender

Você acompanhou o noticiário sobre a "Abin paralela" e agora vê que o STF arquivou o inquérito contra Jair Bolsonaro. Pode parecer confuso: como um caso que parecia tão grave simplesmente foi arquivado? A resposta é mais simples do que parece, mas tem detalhes importantes.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou nesta 2ª feira (20.jul.2026) o arquivamento das investigações contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sobre o esquema da Abin paralela. O ministro entendeu que os fatos analisados no inquérito já foram tratados na ação que condenou o ex-presidente e o ex-chefe da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), Alexandre Ramagem, por golpe de Estado.

Resposta direta: O inquérito da Abin paralela contra Bolsonaro foi arquivado porque os mesmos fatos já haviam sido julgados na ação penal que o condenou por golpe de Estado. Isso evita que uma pessoa seja processada duas vezes pelo mesmo crime. O caso, no entanto, não morre: ele segue para a Justiça Federal contra outras 28 pessoas.

O que era a Abin paralela?

O caso está relacionado a um inquérito policial a partir do uso de programa de espionagem contra adversários do então governo Bolsonaro por agentes da Abin. Segundo as investigações, assessores e agentes que tinham acesso ao programa First Mile realizavam o monitoramento dos celulares de adversários dos Bolsonaros sem qualquer "resquício de indicação institucional".

Para Moraes, os indícios demonstraram uma apropriação indevida da Abin, pelos investigados, em sua maioria policiais federais. O ministro destacou que "o sistema First Mile foi exclusivamente utilizado pelos servidores da Agência Brasileira de Inteligência no governo de Jair Messias Bolsonaro, nos anos de 2019 a 2022, conforme reconhecido pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento da AP 2668".

Quem foi arquivado e quem continua sendo investigado?

Além de Bolsonaro, o inquérito cita outras pessoas que chegaram a ser condenadas por golpe de Estado. Em relação aos investigados que já foram condenados, Moraes determinou o arquivamento.

Investigados que tiveram o inquérito arquivado

  • Jair Bolsonaro (PL)
  • Alexandre Ramagem, ex-chefe da Abin
  • Outros condenados por golpe de Estado que estavam no mesmo inquérito
  • José Fernando Moraes Chuy, corregedor da Abin
  • Alessandro Moretti, diretor-adjunto da Abin
  • Luiz Carlos Nóbrega Nelson, chefe de gabinete da Abin
  • Lucio de Andrade Vaz Parente, coordenador de Operações de Busca
  • Luiz Fernando Corrêa, diretor-geral

Moraes concluiu que o relatório da PF não apresentou indícios suficientes contra esses cinco últimos. O ministro considerou que há ausência de indícios, o que afasta a justa causa para continuar as investigações em relação aos citados.

Quem segue sendo investigado

O ministro encaminhou o inquérito para a Justiça Federal para apurar possíveis envolvimentos no esquema de outras 28 pessoas, inclusive o filho do ex-presidente, Carlos Bolsonaro (PL-RJ).

O relator entendeu que o inquérito deve seguir contra essas 28 pessoas. Moraes determinou que a remessa seja enviada para a Justiça Federal, uma vez que não há mais o envolvimento de autoridades com foro no Supremo.

Por que o caso foi para a Justiça Federal?

A decisão de enviar o caso para a Justiça Federal tem uma explicação prática: com o arquivamento contra Bolsonaro e outras autoridades com foro privilegiado, o STF perde a competência para julgar o restante do caso. A Justiça Federal de primeira instância assume agora a investigação contra as 28 pessoas.

Isso significa que o processo não acaba, ele apenas muda de mãos. Quem estava sendo investigado e não tinha foro no STF agora responderá perante um juiz federal comum.

O que acontece agora?

Se você está acompanhando de perto, o próximo passo é aguardar a manifestação da Justiça Federal. Ela vai receber os autos e decidir se mantém as investigações, se arquiva ou se oferece denúncia contra os 28 investigados.

Para quem quer entender o desfecho final, vale ficar de olho em dois pontos:

  1. A Justiça Federal pode arquivar também, se entender que não há provas suficientes contra os 28.
  2. Pode oferecer denúncia, se encontrar elementos que justifiquem uma ação penal.

O tempo de resposta varia, mas casos complexos como este costumam levar meses ou até anos para ter uma definição.

O que você economizou ao entender isso?

Antes de gastar horas tentando entender por que um caso que parecia sólido foi arquivado, você já tem a resposta: não foi um livramento, foi uma questão técnica. O mesmo fato já havia sido julgado. Isso evita que alguém seja processado duas vezes, o que é um direito básico no Direito brasileiro.

Dá pra resolver em casa: com essa explicação, você já consegue acompanhar as próximas notícias sem se perder. O caso não morreu, ele só mudou de endereço.

Perguntas Frequentes

Por que Moraes arquivou o inquérito contra Bolsonaro?

Porque os mesmos fatos já foram julgados na ação que condenou o ex-presidente e Alexandre Ramagem por golpe de Estado. O direito brasileiro impede que uma pessoa seja processada duas vezes pelo mesmo crime.

O que é o programa First Mile?

É um sistema de espionagem usado por agentes da Abin durante o governo Bolsonaro (2019 a 2022) para monitorar celulares de adversários políticos, sem indicação institucional.

Quem é Carlos Bolsonaro no caso?

Carlos Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente, é um dos 28 investigados que tiveram o inquérito encaminhado para a Justiça Federal. Ele não foi arquivado.

O que significa "arquivamento"?

Significa que a investigação foi encerrada para aquela pessoa específica. No caso de Bolsonaro, foi por já ter sido condenado pelos mesmos fatos. Para outros cinco investigados, foi por falta de indícios.

O caso da Abin paralela acabou?

Não. O inquérito contra 28 pessoas segue na Justiça Federal. Apenas a parte que envolvia Bolsonaro e outros já condenados ou sem indícios foi arquivada.

entenda o julgamento do golpe de Estado o que é foro privilegiado no STF

Wesley Tanaka

Editoria Curiosidades

Wesley Tanaka cobre o setor de meios de pagamento e crédito no Bombou na Web. Análises técnicas, sem viés comercial.

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