Mulheres que acusam padre de violência sexual denunciam silêncio do Vaticano
A advogada de cinco mulheres que acusam um conhecido padre esloveno de agressão sexual denuncia a falta de transparência do Vaticano na ação judicial. "O que está acontecendo neste julgamento é simplesmente assustador", afirmou à AFP Laura Sgrò, que apresentou uma denúncia à Santa Sé em abril de 2024, em nome de suas cinco clientes, contra Marko Rupnik, de 71 anos.
Este teólogo e artista de mosaicos é acusado de ter exercido violência psicológica e sexual sobre pelo menos 20 mulheres durante quase 30 anos, especialmente na comunidade que dirigia em Liubliana, a capital eslovena.
O silêncio do Vaticano
Há nove meses, "não tivemos nenhuma informação, zero!", lamenta Sgrò, ressaltando que os fatos estão prescritos para um processo civil. Apesar de "inúmeras ligações", e-mails e cartas registradas, "sempre me ignoraram (...) Nunca recebi resposta, nem verbal nem escrita, jamais! Tudo o que sabemos sobre este julgamento soubemos pela imprensa", afirma a advogada.
Ela representa uma italiana, uma francesa, uma eslovena e duas mulheres que desejam permanecer anônimas.
O histórico do caso
O Vaticano havia invocado a prescrição dos fatos para encerrar o caso em 2022 sem investigação, mas o papa Francisco a suspendeu no ano seguinte para permitir o andamento do processo. Em outubro de 2025, o Vaticano anunciou a nomeação de cinco juízes para o tribunal encarregado do processo, sem definir a data de abertura.
Perguntas Frequentes
Quem é Marko Rupnik?
Marko Rupnik é um teólogo e artista de mosaicos esloveno de 71 anos, acusado de violência psicológica e sexual contra pelo menos 20 mulheres durante quase 30 anos.
Quando a denúncia foi apresentada?
A advogada Laura Sgrò apresentou a denúncia à Santa Sé em abril de 2024, em nome de cinco mulheres.
O que o Vaticano fez até agora?
O Vaticano nomeou cinco juízes em outubro de 2025, mas ainda não definiu data para abertura do julgamento. A advogada afirma não ter recebido nenhuma informação oficial sobre o processo.
Por que o caso foi arquivado antes?
O Vaticano invocou a prescrição dos fatos para encerrar o caso em 2022, mas o papa Francisco suspendeu essa decisão em 2023 para permitir o andamento do processo.
Quantas mulheres acusam o padre?
Pelo menos 20 mulheres acusam Marko Rupnik de violência psicológica e sexual, segundo a denúncia. Cinco delas são representadas pela advogada Laura Sgrò.