Você já passou pela sensação de deixar algo importante para a última hora e descobrir que o prazo acabou de ser estendido? Pois é, com o mutirão de reconhecimento de paternidade em Goiás foi exatamente assim. A Defensoria Pública do Estado de Goiás (DPE-GO) prorrogou até sexta-feira, 24, o prazo de inscrições para o programa Meu Pai Tem Nome, mutirão voltado ao reconhecimento de paternidade e maternidade biológica, socioafetiva e post mortem.
A resposta direta é: sim, as inscrições foram prorrogadas até 24 de junho, e você pode se inscrever presencialmente nas unidades da Defensoria em Goiânia (Unidade Marista), Anápolis, Aparecida de Goiânia, Trindade, Inhumas, Luziânia, Valparaíso de Goiás e Águas Lindas de Goiás. Também é possível se inscrever pelo WhatsApp, no número (62) 98330-0095, ou pelo site da instituição. O chamado Dia D do programa será realizado em 1º de agosto nas unidades de Goiânia, Aparecida de Goiânia, Trindade, Inhumas, Luziânia, Valparaíso de Goiás e Águas Lindas de Goiás. Em Anápolis, o atendimento está previsto para 15 de agosto.
O que muda com a prorrogação das inscrições
A principal mudança é o fôlego extra para quem ainda não conseguiu se inscrever. O prazo original não foi divulgado, mas a extensão até 24 de junho indica que a demanda ou a logística exigiram mais tempo. Para quem mora fora das cidades-sede, a Defensoria oferece atendimento virtual por mediações e videoconferências. Isso significa que mesmo em municípios sem unidade física, o reconhecimento pode ser iniciado.
Por que a prorrogação importa
Dados do Portal da Transparência do Registro Civil mostram que entre 1º de janeiro e 22 de maio de 2026, 70.125 crianças foram registradas no Brasil sem o nome do pai na certidão de nascimento. Desse total, 2.323 registros ocorreram em Goiás. Nos últimos seis anos, o país contabilizou 1.118.817 registros de crianças sem o nome do pai na certidão, sendo 33.656 em Goiás. Entre os municípios goianos, Goiânia concentra o maior número de registros no período entre janeiro de 2020 e 22 de maio de 2026, com 7.756 casos, seguida por Aparecida de Goiânia (3.725), Anápolis (1.989), Rio Verde (1.302) e Luziânia (1.059).
Também aparecem na lista Senador Canedo (861), Águas Lindas de Goiás (788), Formosa (769), Planaltina (719), Jataí (399) e Caldas Novas (287).
Como funciona o mutirão Meu Pai Tem Nome
Durante o mutirão, a Defensoria promoverá audiências, mediações e demais procedimentos necessários ao reconhecimento da filiação. Nos casos em que houver consenso entre as partes e os requisitos legais forem atendidos, o reconhecimento poderá ser homologado no próprio dia. Quando isso não for possível, o procedimento terá continuidade posteriormente.
Serviços além do reconhecimento de paternidade
Uma novidade desta edição é a parceria com o Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), que permitirá ampliar os atendimentos. Entre os serviços previstos estão a emissão de segunda via de certidões e a mediação de conflitos familiares envolvendo divórcio, dissolução de união estável, guarda, convivência familiar e pensão alimentícia. Segundo a Defensoria, o programa tem como objetivo facilitar o reconhecimento da filiação e garantir o acesso aos direitos decorrentes desse vínculo, inclusive com a realização de exames de DNA quando necessários para a conclusão do procedimento.
Como se inscrever no mutirão
- Presencialmente: nas unidades da Defensoria em Goiânia (Unidade Marista), Anápolis, Aparecida de Goiânia, Trindade, Inhumas, Luziânia, Valparaíso de Goiás e Águas Lindas de Goiás.
- Pelo WhatsApp: número (62) 98330-0095.
- Pelo site: portal da DPE-GO.
O prazo final é sexta-feira, 24 de junho.
Datas do Dia D
- 1º de agosto: Goiânia, Aparecida de Goiânia, Trindade, Inhumas, Luziânia, Valparaíso de Goiás e Águas Lindas de Goiás.
- 15 de agosto: Anápolis.
Para quem mora em cidades sem atendimento presencial, os serviços serão prestados de forma virtual, por meio de mediações e videoconferências.
O cenário em Goiás: números que explicam a demanda
Os dados do Portal da Transparência do Registro Civil ajudam a dimensionar o problema. Em Goiás, 33.656 crianças foram registradas sem o nome do pai nos últimos seis anos. Só em 2026, até 22 de maio, foram 2.323 novos casos. Goiânia lidera o ranking municipal com 7.756 registros, seguida por Aparecida de Goiânia (3.725), Anápolis (1.989), Rio Verde (1.302) e Luziânia (1.059).
Ranking completo dos municípios goianos
- Goiânia: 7.756
- Aparecida de Goiânia: 3.725
- Anápolis: 1.989
- Rio Verde: 1.302
- Luziânia: 1.059
- Senador Canedo: 861
- Águas Lindas de Goiás: 788
- Formosa: 769
- Planaltina: 719
- Jataí: 399
- Caldas Novas: 287
Esses números ajudam a entender por que a Defensoria decidiu prorrogar as inscrições e ampliar a parceria com o TJ-GO direitos da criança e adolescente.
Perguntas Frequentes
Até quando posso me inscrever no mutirão?
As inscrições foram prorrogadas até sexta-feira, 24 de junho.
Quais cidades têm atendimento presencial?
Goiânia (Unidade Marista), Anápolis, Aparecida de Goiânia, Trindade, Inhumas, Luziânia, Valparaíso de Goiás e Águas Lindas de Goiás.
Como faço para me inscrever pelo WhatsApp?
Envie mensagem para (62) 98330-0095.
O mutirão oferece exame de DNA?
Sim, quando necessário para a conclusão do procedimento.
O que acontece se não houver consenso entre as partes?
O procedimento terá continuidade posteriormente, fora do mutirão.
Quem pode participar do programa Meu Pai Tem Nome?
Qualquer pessoa que queira realizar o reconhecimento de paternidade ou maternidade biológica, socioafetiva ou post mortem, desde que atenda aos requisitos legais.