Nordeste ganhou 1,1 milhão de eleitores em 4 anos; Sudeste perdeu
O Nordeste ganhou 1,14 milhão de eleitores desde 2022, enquanto o Sudeste perdeu 378.090 votantes, segundo dados divulgados pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) na segunda-feira (20.jul.2026). A mudança pode beneficiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em sua campanha pela reeleição.
O que dizem os números do TSE?
O Tribunal Superior Eleitoral divulgou os dados atualizados do eleitorado brasileiro para as eleições de outubro de 2026. O Nordeste tem agora 43,53 milhões de eleitores, contra 42,39 milhões há quatro anos. Foi a região que mais ganhou votantes em números absolutos. O Sudeste, por outro lado, caiu de 66,71 milhões para 66,33 milhões, a única região a registrar queda.
O Brasil como um todo tem 158.745.463 eleitores aptos a votar. Desses, 918.876 são brasileiros que vivem no exterior, onde só é permitido votar para presidente. Os votantes fora do país cresceram 359% desde 2010, quando eram 200.392.
Por que o Nordeste ganhou e o Sudeste perdeu eleitores?
A mudança no perfil do eleitorado reflete características demográficas do Brasil. Há mais jovens entre os nordestinos, e a população tende a ter mais filhos. No Sudeste, os moradores são, na média, mais velhos. O Sudeste perdeu eleitores principalmente por causa de São Paulo, que caiu de 34,7 milhões de votantes em 2022 para 34,1 milhões em 2026. Como Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo tiveram alta modesta, o saldo negativo da região ficou em menos 378.090.
O que isso significa para as eleições de 2026?
A maior representação de eleitores no Nordeste tende a ajudar o presidente Lula em seu projeto de reeleição. A região é historicamente mais simpática à esquerda. No segundo turno de 2022, Lula venceu Jair Bolsonaro (PL) por 69,34% a 30,66% entre os nordestinos. Já o recuo de eleitores no Sudeste atrapalha o pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, porque a região é mais alinhada a pautas conservadoras. Na última eleição, Lula perdeu no Sudeste no segundo turno, com 45,74% dos votos válidos contra 54,26% do adversário.
Como as outras regiões se comportaram?
Centro-Oeste, Norte e Sul também ganharam eleitores, mas de forma mais tímida. O eleitorado paulista segue como o maior do Brasil, seguido pelos mineiros, fluminenses e baianos.
O envelhecimento do eleitorado brasileiro
Do total de eleitores, 23,6% têm 60 anos ou mais, o maior percentual de idosos da história. Em 2010, eram só 15,3%. Em 2022, 21,0% tinham essa faixa etária. Em números absolutos, os votantes com 60 anos ou mais são 37,5 milhões em 2026, ante 32,9 milhões em 2022, uma alta de 13,9%. Já os que têm 24 anos ou menos serão 19,2 milhões neste ano, na última eleição geral eram 21,5 milhões, uma queda de 10,5%. A Justiça Eleitoral registrou queda de eleitores em todos os grupos etários abaixo de 45 anos.
O peso do voto no exterior
Os quase 1 milhão de votantes fora do Brasil serão importantes para a disputa de 2026. As últimas pesquisas eleitorais indicam um pleito apertado.
Perguntas Frequentes
O Nordeste tem mais eleitores que o Sudeste?
Não. O Sudeste ainda é o maior colégio eleitoral do país, com 66,33 milhões de eleitores, contra 43,53 milhões do Nordeste.
Por que o Sudeste perdeu eleitores?
A queda foi puxada por São Paulo, que caiu de 34,7 milhões para 34,1 milhões de votantes. Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo tiveram alta modesta, mas não compensaram a perda paulista.
Quem divulga os dados do eleitorado?
Os dados são divulgados pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). A última atualização foi em 20 de julho de 2026.
Quantos eleitores têm 60 anos ou mais?
São 37,5 milhões de eleitores com 60 anos ou mais em 2026, o maior percentual da história: 23,6% do total.
Como votam os brasileiros no exterior?
Brasileiros que vivem fora do país só podem votar para presidente. São 918.876 eleitores aptos em 2026, um crescimento de 359% desde 2010.