# Pais menos presentes na criação de filhos, aponta estudo

> O Instituto Nexus, em estudo com 2.013 brasileiros, revela que metade da população considera os pais atuais menos presentes na criação dos filhos. A pesquisa aponta que 8 em cada 10 entrevistados valorizam a paternidade como papel essencial. A percepção de ausência paterna contrasta com a importância atribuída à função, indicando uma lacuna entre ideal e prática parental no Brasil.

*Bombou na Web · Curiosidades · 10 de agosto de 2026 · Priscila Andrade*

Metade dos brasileiros acredita que os pais de hoje estão menos presentes na criação dos filhos. Estudo do Instituto Nexus, com 2.013 pessoas, mostra que 8 em cada 10 veem a paternidade como importante.

## Pais menos presentes na criação de filhos? O que diz o estudo

Metade dos brasileiros acredita que os pais da atualidade estão menos presentes na criação dos filhos do que os das gerações anteriores. O dado vem de um estudo do Instituto Nexus, que ouviu 2.013 pessoas de diferentes regiões do país. Em contrapartida, oito em cada dez brasileiros consideram alta ou muito alta a importância dos pais na vida dos filhos.

A pesquisa revela uma lacuna entre o que se espera da paternidade e o que se observa na prática. Enquanto o discurso valoriza a presença, a percepção geral é de que a participação diminuiu. Esse contraste aparece com força quando os números são separados por gênero e faixa etária.

### Metade dos brasileiros vê queda na presença paterna

O levantamento mostra que 50% dos entrevistados acham que os pais de hoje participam menos da criação dos filhos. Esse sentimento não é uniforme: entre as mulheres, 56% acreditam que a participação diminuiu, enquanto 31% veem mais presença. Entre os homens, a percepção é dividida: 44% acham que a participação é maior hoje, e outros 44% afirmam que diminuiu.

A divergência entre os gêneros também aparece na avaliação da importância. Para 81% dos homens, a paternidade tem papel alto ou muito alto no desenvolvimento dos filhos. Entre as mulheres, o índice é de 73%. Ou seja, os homens valorizam mais a própria função, mas as mulheres percebem uma queda maior na prática.

### O que define um bom pai? Presença lidera

O estudo também perguntou o que significa, na prática, ser um "bom pai". A resposta mais citada foi "ser presente no dia a dia", com 49% das menções. Em seguida aparecem educar e orientar com limites (19%), demonstrar carinho e afeto (8%), dar exemplo (7%) e oferecer segurança financeira (3%).

A presença diária é mais valorizada pelas mulheres: 53% apontam esse como o principal atributo, contra 45% dos homens. Já a imposição de limites é o destaque para 21% do público masculino e 17% do feminino.

Esses números reforçam uma mudança de mentalidade. O provedor financeiro, que por décadas foi o modelo dominante, ficou em último lugar. A figura do pai que sustenta a casa perdeu espaço para a do pai que participa da rotina.

### Faixa etária muda a percepção

A importância da paternidade varia com a idade. Entre os jovens de 16 a 24 anos, 82% consideram a presença paterna alta ou muito alta. Esse reconhecimento cai para 62% entre quem tem 60 anos ou mais. A geração mais nova cresceu com outra expectativa sobre o papel do pai.

O convívio diário é mais relevante para quem está na fase de criar filhos pequenos. Na faixa de 25 a 40 anos, 56% apontam a presença como principal característica de um bom pai. Entre 16 e 24 anos, o índice é de 55%. Já os mais velhos priorizam a educação: 24% das pessoas de 41 a 49 anos e 26% das de 60 anos ou mais escolhem essa opção.

### Discurso avançou mais que a prática

Marcelo Tokarski, CEO da Nexus, avalia que o brasileiro já consolidou a ideia de que o bom pai é aquele presente no dia a dia. "Deixando para trás a figura do mero provedor financeiro", diz. Mas ele pondera: "O desafio agora está na prática".

Tokarski também comenta a contradição central do estudo. "O fato de metade da população enxergar os pais de hoje como menos participativos do que os do passado mostra que o discurso avançou mais rápido do que a mudança real de comportamento dentro de casa."

É uma leitura que conecta os dois principais achados da pesquisa. A sociedade valoriza a presença, mas ainda não transformou isso em rotina. O abismo entre o ideal e o real é o ponto que mais chama atenção.

### O que isso significa para as famílias

Para quem acompanha debates sobre paternidade, os números não surpreendem. A pesquisa do Instituto Nexus paternidade ativa e seus efeitos aponta um caminho claro: a presença virou o principal critério de avaliação. Mas a prática ainda engatinha.

O estudo não avalia causas, mas o contexto ajuda a entender. Jornadas de trabalho longas, divisão desigual de tarefas e modelos culturais antigos ainda pesam. A boa notícia é que a percepção de importância é alta, o que abre espaço para mudanças concretas.

Pais que querem se aproximar desse ideal podem começar por gestos simples. Estar presente no dia a dia não exige grandes atos, mas constância. A pesquisa indica que é isso que as famílias esperam.

### Perguntas Frequentes

#### Os pais de hoje são menos presentes do que os do passado?

Segundo o estudo do Instituto Nexus, metade dos brasileiros acredita que sim. Entre as mulheres, 56% têm essa percepção. Entre os homens, a opinião é dividida: 44% veem mais presença e 44% veem menos.

#### O que a maioria considera um bom pai?

Ser presente no dia a dia é a principal característica para 49% dos brasileiros. Educar com limites vem em seguida (19%), depois carinho e afeto (8%), dar exemplo (7%) e segurança financeira (3%).

#### A importância da paternidade varia com a idade?

Sim. Entre jovens de 16 a 24 anos, 82% consideram a presença paterna alta ou muito alta. Entre quem tem 60 anos ou mais, o índice cai para 62%.

#### Homens e mulheres veem a paternidade de formas diferentes?

Há diferenças. Mais homens (81%) do que mulheres (73%) consideram a paternidade importante. E mais mulheres (53%) do que homens (45%) valorizam a presença diária como principal atributo de um bom pai.

#### O estudo ouviu quantas pessoas?

Foram entrevistadas 2.013 pessoas de diferentes regiões do Brasil, em levantamento do Instituto Nexus.

_Estagiário sob supervisão de Odair Braz Junior_

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Fonte (canonical): https://www.bombounaweb.com.br/curiosidades/pais-estao-menos-presentes-criacao-filhos-aponta-estudo-2/
