# Remédios podem custar 25x mais em SP, aponta Procon; veja como economizar

> Pesquisa do Procon-SP revelou que o mesmo medicamento pode custar até 25 vezes mais entre farmácias na capital paulista. O levantamento visitou 42 lojas e comparou 88 remédios. Para economizar, consumidores devem pesquisar preços em diferentes estabelecimentos, considerar genéricos e verificar descontos oferecidos por programas de fidelidade.

*Bombou na Web · Curiosidades · 16 de julho de 2026 · Wesley Tanaka*

Pesquisa do Procon-SP mostra que o mesmo remédio pode custar até 25 vezes mais entre farmácias na capital paulista. Levantamento visitou 42 lojas e comparou 88 medicamentos. Entenda por que isso acontece e como economizar na próxima compra.

## Pesquisa do Procon aponta que remédios podem custar 25 vezes mais entre uma loja e outra em SP

Uma pesquisa do Procon-SP revelou que o mesmo medicamento pode chegar a custar 25 vezes mais dependendo da farmácia onde você compra em São Paulo. O levantamento visitou 42 estabelecimentos na capital e comparou os preços de 88 remédios de diferentes categorias. A diferença não é exceção: em vários casos, o preço variava mais de 500% entre a loja mais barata e a mais cara.

O mesmo remédio pode custar até 25 vezes mais entre farmácias em São Paulo, segundo pesquisa do Procon-SP que visitou 42 lojas e comparou 88 medicamentos. A variação ocorre por fatores como margem de lucro, localização e negociação com distribuidoras. Para economizar, compare preços em pelo menos três estabelecimentos e considere programas de desconto.

## Por que o preço varia tanto?

A diferença nos valores não é fruto do acaso. Cada farmácia define sua margem de lucro com base em custos operacionais, localização e poder de negociação com distribuidoras. Farmácias em bairros nobres tendem a repassar aluguéis mais altos ao consumidor. Já redes maiores conseguem descontos em compras em volume e podem praticar preços mais baixos.

Outro fator é a política de descontos. Algumas lojas aplicam margens menores em medicamentos de alto giro, como analgésicos, e compensam em remédios de uso contínuo, como anti-hipertensivos. O resultado é uma diferença de até 25 vezes no mesmo produto.

## Como a pesquisa foi feita

O Procon-SP realizou o levantamento entre os dias 10 e 14 de março de 2025. Foram visitadas 42 farmácias distribuídas por todas as regiões da capital paulista, incluindo redes nacionais, regionais e lojas independentes. A cesta de 88 medicamentos incluiu desde antibióticos até remédios para diabetes e colesterol.

A metodologia considerou o preço à vista, sem descontos de programas de fidelidade ou convênios. Isso permite uma comparação real entre os valores de prateleira.

## Exemplos de variação encontrada

Entre os casos mais extremos, um anti-inflamatório comum foi encontrado por R$ 12,90 em uma loja e R$ 322,50 em outra, diferença de 25 vezes. Um medicamento para pressão alta variou de R$ 8,40 a R$ 89,90. Já um antibiótico infantil teve preços entre R$ 15,20 e R$ 67,30.

A variação não se limitou a remédios de marca. Medicamentos genéricos também apresentaram diferenças significativas, embora em menor escala, entre 2 e 8 vezes.

## Dicas para economizar na compra de remédios

### 1. Compare antes de comprar

Use aplicativos ou sites que agregam preços de farmácias. Uma rápida pesquisa online pode revelar diferenças de centenas de reais no mesmo medicamento.

### 2. Considere o genérico

A pesquisa do Procon-SP mostrou que genéricos custam, em média, 60% menos que os de marca. Pergunte ao médico se há opção equivalente.

### 3. Programas de desconto e fidelidade

Algumas redes oferecem descontos de até 40% em medicamentos de uso contínuo para clientes cadastrados. Vale a pena se inscrever.

### 4. Compre em volume

Para remédios de uso crônico, comprar o tratamento completo (30 ou 60 dias) pode gerar descontos. Verifique se a economia compensa o desembolso maior.

### 5. Farmácias populares e públicas

O programa Farmácia Popular oferece medicamentos gratuitos ou com desconto para hipertensão, diabetes e asma. Consulte a lista de unidades credenciadas.

## O papel da regulação

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) regula o preço máximo de medicamentos por meio da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). No entanto, a CMED define apenas o teto, cada loja pode cobrar o valor que quiser, desde que não ultrapasse esse limite.

Na prática, isso significa que o consumidor precisa pesquisar para encontrar o melhor preço. A diferença de 25 vezes apontada pelo Procon-SP está dentro da legalidade, mas mostra como a falta de transparência prejudica quem compra.

## Perguntas Frequentes

### Como consultar a pesquisa completa do Procon-SP?

A pesquisa está disponível no site oficial do Procon-SP. Você pode baixar a planilha com todos os preços e endereços das farmácias visitadas.

### A diferença de preço é maior em remédios controlados?

Sim. Remédios de uso contínuo e controlados tendem a ter margens maiores, o que amplia a variação entre lojas.

### Farmácias online são mais baratas?

Geralmente sim, mas é preciso incluir o frete na conta. Algumas oferecem descontos para retirada na loja.

### Como denunciar preços abusivos?

Caso encontre um preço acima do teto da CMED, registre denúncia no Procon-SP ou na Anvisa.

### Genérico é tão eficaz quanto o de marca?

Sim. A Anvisa exige que genéricos passem por testes de bioequivalência, garantindo a mesma eficácia.

como economizar em medicamentos de uso contínuo guia completo do programa Farmácia Popular

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Fonte (canonical): https://www.bombounaweb.com.br/curiosidades/pesquisa-procon-aponta-remedios-podem-custar-25-vezes-mais-entre-uma-loja-outra-/
