Curiosidades

Família Leão: o pioneirismo que moldou Iporá e região

ResumoA Família Leão, liderada por Rafael Leão, migrou do sul de Goiás a partir de 1933 para colonizar áreas como Cachoeira Bonita e Lajeado. O pioneirismo familiar, documentado no livro de Valdeci Marques, enfrentou dificuldades para moldar a formação de Iporá e região, contribuindo decisivamente para o desenvolvimento local.

O pioneirismo da Família Leão em Iporá e região, narrado no livro de Valdeci Marques, revela como Rafael Leão e seus parentes migraram do sul de Goiás a partir de 1933, enfrentando dificuldades para colonizar áreas como Cachoeira Bonita e Lajeado, contribuindo para a formação dos

Priscila Andrade
Família Leão: o pioneirismo que moldou Iporá e região

Família Leão: o pioneirismo que moldou Iporá e região — Foto: Reprodução / Bombou na Web

O pioneirismo da Família Leão nesta região

Se você mora em Iporá ou Amorinópolis e já ouviu falar dos Leão, sabe que o sobrenome carrega história. O que talvez não saiba é como uma única família, liderada por um homem com uma perna manca, transformou uma região de mata fechada em comunidade organizada. O livro "A Formação da Sociedade Iporaense", de Valdeci Marques, detalha essa trajetória.

O pioneirismo da Família Leão em Iporá e região começou em 1933, quando Rafael Leão, manco e em dificuldades financeiras em Buriti Alegre, liderou parentes para o oeste de Goiás. Eles colonizaram áreas como Cachoeira Bonita e Lajeado, contribuindo para a fundação de Amorinópolis e para obras como estradas e o aeroporto de Iporá.

A migração de 1933: o início do desbravamento

Rafael Leão, manco de uma perna devido a um acidente com roda de carro de bois, enfrentava dificuldades financeiras no município de Buriti Alegre, no sul de Goiás. Trabalhava muito, mas queria um lugar novo para melhorar de vida. Influenciou parentes a migrar para o oeste do estado. Na viagem, vieram sua esposa Josefina, seus pais Miguel Leão e Rita Carolina, e dois irmãos: José Leão do Amaral, com a esposa Leonídia, e Joaquim Leão do Amaral, com a esposa Maria. Eles viajaram de caminhão até Paraúna; dali, não havia estrada, seguiram a pé ou de carro de bois até a Fazenda Cachoeira Bonita, perto do Lajeado, onde depois seria o município de Amorinópolis.

A segunda leva de 1938: reforço familiar

Cinco anos depois, em 1938, outros parentes chegaram, também influenciados por Rafael. Veio sua irmã Ana Luíza, casada com Manoel Coelho, com os filhos Miguel, Maria, Luzia, Pedro, Joaquim e Josefina (Nenen) Coelho, além das filhas Terezinha de Jesus, Isabel Coelho (Fia) e Álvaro Leão. Também vieram a irmã Vitalina, casada com Nicodemos de Paula Castro (Nicote), que adquiriu uma fazenda na região do Jacaré, junto a Israel de Amorim, na década de 1940, embora nunca tenha morado ali, falecendo em Uberaba/MG. E a irmã Maria Liandra de Jesus, casada com Manoel de Paula Castro (duas irmãs casadas com dois irmãos), com os filhos João Paulo, Abadia Leão, Isabel e Eurípedes (Oripim Leão). Na mesma ocasião, chegou o pioneiro João Januário da Costa, com sua esposa Maria Conceição, irmã de Rafael.

A compra de terras e a fundação de Amorinópolis

Na nova terra, quem teve condição de comprar área foi o patriarca Manoel Coelho. Ele adquiriu 180 alqueires de terras para a família. Sua estratégia: revender partes, aproveitar a valorização e quitar sua própria área. Todos os familiares conseguiram terrenos na mesma região. O surgimento de Amorinópolis está ligado diretamente a essas famílias pioneiras. Os patriarcas Miguel Leão e Rita Carolina morreram na região, depois de muito trabalhar na colonização. Rafael criou seus filhos ali: Manoel Leão (Neca), Jorge (que morreu jovem), Pedro Leão, Miguel Leão Neto, Maria Leão e Joaquim Leão da Costa, cada um com seus respectivos cônjuges e descendentes.

Contribuições para Iporá: estradas, aeroporto e cidade

A família não se limitou a ocupar terras. Juntos, esses familiares contribuíram com as construções de estradas, o aeroporto de Iporá (feito em mutirão) e até a construção da cidade. Possuíam carros de bois que facilitavam o transporte de material. Joaquim Leão, irmão caçula de Rafael, recém-casado com Maria Gomes, chegou na região de Iporá e teve quatro filhos: Rita Leão, Floriano Leão, Maria Terezinha de Jesus (Rosa) e Jesus. Rita Leão casou-se com Odilon (Nego), produtor rural e comerciante na área de hotelaria (pensão) e alimentação em Iporá, estabelecimento próximo à rodoviária.

Perguntas Frequentes

Quem foi Rafael Leão?

Rafael Leão foi o pioneiro que liderou a migração da Família Leão do sul de Goiás para a região de Iporá e Amorinópolis a partir de 1933.

Quando a Família Leão chegou a Iporá?

A primeira leva chegou em 1933, e a segunda, em 1938.

Qual a relação da família com Amorinópolis?

O surgimento de Amorinópolis está ligado às famílias pioneiras, que compraram e colonizaram terras na região do Lajeado e Cachoeira Bonita.

Como a família contribuiu para Iporá?

Contribuíram com a construção de estradas, do aeroporto (feito em mutirão) e da própria cidade, usando carros de bois para transportar material.

Onde posso ler mais sobre essa história?

No livro "A Formação da Sociedade Iporaense", de Valdeci Marques, disponível no site Oeste Goiano.

Priscila Andrade

Editoria Curiosidades

Priscila Andrade cobre o setor de meios de pagamento e crédito no Bombou na Web. Análises técnicas, sem viés comercial.