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Projeto permite duas folgas por ano para doação de sangue; entenda

ResumoProjeto de lei 2.520/2026, do deputado Doutor Luizinho (PP-RJ), propõe alterar a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para conceder duas folgas anuais para doação de sangue, em vez de uma. A medida visa incentivar a doação regular e aguarda tramitação para aprovação.

Projeto de lei 2.520/2026, do deputado Doutor Luizinho (PP-RJ), amplia de uma para duas vezes por ano o direito de faltar ao serviço para doar sangue. A medida altera a CLT e busca incentivar a doação regular. Entenda como funciona e o que falta para aprovação.

Larissa Quintela
Projeto permite duas folgas por ano para doação de sangue; entenda

Projeto permite duas folgas por ano para doação de sangue; entenda — Foto: Reprodução / Bombou na Web

Projeto permite duas folgas por ano para doação de sangue; entenda como funciona

O projeto de lei 2.520 de 2026, do deputado Doutor Luizinho (PP-RJ), propõe dobrar o benefício de folga para doação de sangue. Atualmente, a CLT garante ao trabalhador uma falta remunerada por ano para esse fim. O texto amplia para duas ausências anuais, uma a cada seis meses, sem prejuízo salarial. A doação precisa ser comprovada.

A proposta altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). O objetivo, segundo o autor, é incentivar a doação regular e ajudar a manter os estoques de sangue estáveis.

Como fica a regra com a nova proposta?

Pelo texto, o empregado poderá faltar ao serviço por um dia a cada seis meses de trabalho para doar sangue. A ausência não gera desconto no salário. A condição é que a doação seja comprovada, o trabalhador deve apresentar o comprovante emitido pelo hemocentro.

A medida vale para todos os trabalhadores regidos pela CLT. Não há distinção por cargo ou setor. A regra atual já permite uma falta por ano; o projeto dobra essa possibilidade.

Por que a proposta existe?

Segundo Doutor Luizinho, a ampliação do incentivo é uma medida de baixo custo e elevado impacto social. A doação voluntária depende diretamente da disponibilidade do doador e de condições favoráveis para deslocamento e recuperação.

"A concessão de ausência remunerada em intervalos semestrais tem potencial de aumentar a adesão de doadores regulares, contribuindo para maior previsibilidade e segurança dos estoques hemoterápicos", afirmou o deputado.

Dados do Ministério da Saúde indicam que o Brasil precisa de cerca de 5.000 bolsas de sangue por dia para atender a demanda nacional. Ainda assim, os hemocentros enfrentam oscilações nos estoques, especialmente em feriados prolongados e férias escolares, quando o número de doadores cai.

O que os números mostram?

Aproximadamente 1,4% da população brasileira é doadora de sangue, segundo dados oficiais. A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera que um sistema hemoterápico estável precisa de 1% a 3% da população como doadores. O Brasil está na faixa inferior desse parâmetro.

A proposta busca justamente empurrar esse percentual para cima, oferecendo mais flexibilidade ao trabalhador que quer doar mas enfrenta barreiras de horário e deslocamento.

O que falta para virar lei?

A proposta tramita na Câmara dos Deputados. Inicialmente, seria analisada em caráter conclusivo pelas comissões de Trabalho e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Porém, como teve a urgência aprovada em junho, poderá ser votada diretamente no plenário, sem passar antes pelos colegiados.

Para virar lei, precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado. Se aprovada, a mudança entra em vigor na data da publicação da lei.

Quem pode se beneficiar?

Todos os trabalhadores com carteira assinada (CLT) que desejam doar sangue. A regra atual já permite uma falta anual; o projeto amplia para duas. A doação precisa ser comprovada, o que evita abusos.

Perguntas Frequentes

Quantas faltas o projeto permite?

Duas faltas por ano, uma a cada seis meses de trabalho. Cada ausência é de um dia, sem desconto no salário.

A doação precisa ser comprovada?

Sim. O trabalhador deve apresentar o comprovante de doação emitido pelo hemocentro.

O projeto já é lei?

Não. Ainda tramita na Câmara. Teve urgência aprovada em junho, o que permite votação direta no plenário, mas precisa passar pelo Senado também.

Quem propôs o projeto?

O deputado Doutor Luizinho (PP-RJ). O projeto é o PL 2.520/2026.

A regra vale para todos os trabalhadores?

Sim, para todos os empregados regidos pela CLT. A ausência é justificada e não gera desconto.

Larissa Quintela

Editoria Curiosidades

Larissa Quintela cobre o setor de meios de pagamento e crédito no Bombou na Web. Análises técnicas, sem viés comercial.

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