# Quem era idosa que morreu 3 dias após cirurgia por engano no interior de SP

> Jandira Marina Dias Braga, de 76 anos, morreu três dias após ser submetida a uma gastrostomia endoscópica destinada a outra paciente no Hospital Beneficência Portuguesa, em Campinas (SP). A idosa, descrita pela neta como pilar da família, foi vítima de erro médico que levou a família a prometer buscar Justiça.

*Bombou na Web · Curiosidades · 23 de julho de 2026 · Wesley Tanaka*

Jandira Marina Dias Braga, de 76 anos, morreu três dias após passar por uma gastrostomia endoscópica destinada a outra paciente no Hospital Beneficência Portuguesa, em Campinas. A neta descreve a idosa como o pilar da família e prometeu buscar Justiça.

## Quem era Jandira Marina Dias Braga, a idosa que morreu após cirurgia por engano

Jandira Marina Dias Braga, de 76 anos, era o que a família chama de pilar. Descrita pela neta Camila Dias Barozzi como "pessoa muito boa e muito querida", ela unia todo mundo nas reuniões de família. "Ela era a pessoa que unia todo mundo, casa de vó. Então, hoje, o que eu sinto só é um vazio, um silêncio, e a falta de um colo, que eu sei que era o melhor do mundo", disse a neta em entrevista.

Jandira estava internada no Hospital Beneficência Portuguesa, em Campinas (SP), para tratar uma obstrução intestinal provocada pela recidiva de um câncer de cólon. O que era para ser um procedimento de rotina virou uma tragédia: ela passou por uma gastrostomia endoscópica, colocação de sonda diretamente no estômago, que era destinada a outra paciente. A troca só foi descoberta ao final da cirurgia, durante a passagem de plantão, quando funcionários notaram que a paciente correta ainda estava no quarto e conferiram a pulseira de identificação de Jandira.

## Como foi o erro no Hospital Beneficência Portuguesa

A falha aconteceu na noite de 8 de junho de 2026. Documentos do prontuário, aos quais a EPTV teve acesso, mostram que a cirurgia começou às 18h45 e terminou às 19h20. O hospital admitiu o erro, abriu uma sindicância interna e disse que adotou medidas administrativas contra os profissionais envolvidos. Uma avaliação médica e técnica concluiu que a cirurgia "não alterou o prognóstico da paciente".

A família foi chamada para uma reunião com integrantes da direção do hospital. "Quando a gente chegou lá, estava o diretor clínico e a diretora do centro cirúrgico. Ele falou que nunca tinha acontecido isso na carreira dele e que minha avó tinha sido levada ao centro cirúrgico, e feito uma cirurgia no lugar de uma outra paciente", contou Camila.

## O histórico de saúde de Jandira

Há 12 anos, Jandira foi diagnosticada com câncer de cólon. Na época, passou por uma cirurgia de urgência, removeu o tumor, utilizou bolsa de colostomia e concluiu o tratamento com quimioterapia. Segundo a família, o quadro evoluiu bem, sem metástase, e ela recebeu alta.

Em maio de 2026, as dores abdominais voltaram. Exames indicaram um novo câncer primário, sem metástase, e a oncologista encaminhou o início de uma nova quimioterapia. Para a família, o erro interrompeu essa chance. "Estava tudo encaminhando para iniciar uma nova quimioterapia, que segundo a oncologista dela, era um câncer sem metástase, então ele ia dissolver e ela ia ter de novo uma vida normal", disse a neta.

## O que a família planeja fazer

Camila afirmou que a família vai buscar Justiça. "Prometi que não deixaria quieto", disse. A neta também destacou a última vontade: não ver a avó sofrer. "Minha avó era uma pessoa muito boa e muito querida. Eu acho que a última vontade que foi de não deixar ela sofrer foi o que a gente fez [...] o importante é que a gente não queria ver ela sofrer em cima de uma cama de hospital. Acho que ela está num lugar bem melhor."

## O que o hospital disse

Em nota, o Hospital Beneficência Portuguesa informou que abriu uma sindicância interna para apurar o caso, adotou medidas administrativas contra os profissionais envolvidos e que uma avaliação médica e técnica concluiu que a cirurgia "não alterou o prognóstico da paciente". protocolos de segurança hospitalar

## Como evitar erros como esse em hospitais

Casos de troca de paciente em cirurgia são raros, mas graves. Protocolos de identificação, como a checagem da pulseira antes de qualquer procedimento, são obrigatórios. Se você ou um familiar for internado, pergunte sempre: "Qual procedimento será feito?" e "Essa cirurgia é para mim?". direitos do paciente em hospitais

## Perguntas Frequentes

### Quem era Jandira Marina Dias Braga?

Jandira Marina Dias Braga, de 76 anos, era paciente oncológica, descrita pela família como o pilar das reuniões familiares. Morreu três dias após ser submetida a uma cirurgia por engano no Hospital Beneficência Portuguesa, em Campinas.

### O que aconteceu com Jandira no hospital?

Ela passou por uma gastrostomia endoscópica destinada a outra paciente, na noite de 8 de junho de 2026. A troca foi descoberta ao final da cirurgia, durante a passagem de plantão.

### O hospital admitiu o erro?

Sim. O Hospital Beneficência Portuguesa admitiu o erro, abriu sindicância interna e adotou medidas administrativas contra os profissionais envolvidos.

### Qual era o estado de saúde de Jandira antes do erro?

Ela estava internada para tratar uma obstrução intestinal provocada pela recidiva de um câncer de cólon. Exames indicaram um novo câncer primário, sem metástase, e a oncologista havia indicado nova quimioterapia.

### A família vai processar o hospital?

Sim. A neta Camila Dias Barozzi afirmou que vai buscar Justiça: "Prometi que não deixaria quieto".

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Fonte (canonical): https://www.bombounaweb.com.br/curiosidades/quem-era-idosa-morreu-3-dias-apos-passar-por-cirurgia-por-engano-interior-sp-mui/
