Os rodoviários do Rio de Janeiro não chegam a acordo com empresários do setor, e a negociação coletiva segue travada. Após reunião mediada pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 1ª Região, as partes não conseguiram alinhar propostas de reajuste salarial e benefícios. Sem um entendimento, a categoria pode aprovar greve nos próximos dias.
Rodoviários do Rio não chegam a acordo com empresários do setor. O impasse foi anunciado após assembleia da categoria, que rejeitou a última proposta patronal. O Sindicato dos Rodoviários do Rio de Janeiro (Sintraturb) afirma que os empresários não apresentaram contraproposta que atenda às reivindicações mínimas. A Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor) diz que as condições financeiras do setor impedem avanços.
Por que rodoviários do Rio e empresários não chegaram a acordo?
O principal ponto de discordância é o reajuste salarial. Os rodoviários pedem reposição da inflação mais ganho real. Segundo o Sindicato dos Rodoviários, a inflação acumulada no período foi de 4,2% (IBGE, IPCA, mai/2026). Já os empresários oferecem reajuste abaixo desse índice, alegando queda no número de passageiros e aumento de custos operacionais.
Outro impasse são os benefícios: vale-refeição, plano de saúde e participação nos lucros. A categoria quer manutenção dos valores atuais e reajuste. As empresas propõem congelamento por mais um ano.
O papel do TRT na mediação
O TRT da 1ª Região convocou audiência de conciliação, mas não houve acordo. A mediação segue em andamento, com nova reunião prevista para os próximos dias. Se não houver avanço, o tribunal pode arbitrar a questão.
O que pode acontecer se não houver acordo?
Sem acordo, a categoria pode aprovar greve. O Sintraturb já protocolou pedido de assembleia para decidir a paralisação. A greve pode afetar linhas municipais e intermunicipais do Rio de Janeiro.
Greve de ônibus no Rio: o que esperar
Se a greve for aprovada, a população pode ficar sem transporte por tempo indeterminado. A última greve da categoria, em 2023, durou 3 dias e afetou mais de 4 milhões de passageiros por dia. O transporte complementar (vans, barcas, metrô) pode não absorver a demanda.
Reivindicações dos rodoviários: o que eles querem?
- Reajuste salarial com base no IPCA (4,2%)
- Aumento real de 2%
- Manutenção do vale-refeição em R$ 25 por dia
- Plano de saúde sem coparticipação nos primeiros 30 dias
- Participação nos lucros equivalente a 5% do salário
Posição dos empresários: por que não aceitam?
A Fetranspor alega que o setor acumula prejuízos desde a pandemia. A queda no número de passageiros foi de 30% entre 2019 e 2025, segundo dados da própria federação. Os custos com diesel e manutenção subiram 18% no último ano. As empresas dizem que não podem arcar com reajuste acima da inflação sem repasse tarifário.
A tarifa de ônibus no Rio
A tarifa atual é de R$ 4,30. A prefeitura do Rio não autorizou reajuste desde 2023. Os empresários pedem aumento para R$ 5,00, mas a categoria é contra repassar o custo ao passageiro.
Próximos passos das negociações
- Nova audiência no TRT nos próximos 10 dias
- Assembleia da categoria para decidir greve
- Possível arbitragem do tribunal se não houver acordo
- Caso a greve seja aprovada, paralisação pode começar em 48 horas
Perguntas Frequentes
Por que rodoviários do Rio não chegam a acordo com empresários?
Porque as propostas salariais e de benefícios estão distantes. A categoria pede reajuste acima da inflação; os empresários oferecem abaixo, alegando crise no setor.
O que acontece se não houver acordo?
A categoria pode aprovar greve. A paralisação pode afetar milhões de passageiros no Rio de Janeiro.
Quando pode começar a greve?
Se a assembleia aprovar a greve, a paralisação pode começar em até 48 horas.
Quais linhas podem ser afetadas?
Linhas municipais e intermunicipais operadas pelas empresas filiadas à Fetranspor.
O que o TRT pode fazer?
O tribunal pode arbitrar a questão, definindo reajuste e condições de trabalho, caso as partes não cheguem a um acordo.