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Rodoviários do Rio não chegam a acordo com empresários do setor, entenda

ResumoRodoviários do Rio de Janeiro não chegaram a acordo com empresários do setor em negociações salariais e condições de trabalho. A categoria pode deflagrar greve a partir da próxima semana. O impasse persiste devido a divergências sobre reajuste salarial e benefícios, com mediação do Ministério Público do Trabalho sem sucesso.

As negociações entre rodoviários e empresários do Rio de Janeiro não avançaram. Sem acordo, a categoria pode parar. Entenda os motivos do impasse e os próximos passos.

Priscila Andrade
Rodoviários do Rio não chegam a acordo com empresários do setor, entenda

Rodoviários do Rio não chegam a acordo com empresários do setor, entenda — Foto: Reprodução / Bombou na Web

Os rodoviários do Rio de Janeiro não chegam a acordo com empresários do setor, e a negociação coletiva segue travada. Após reunião mediada pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 1ª Região, as partes não conseguiram alinhar propostas de reajuste salarial e benefícios. Sem um entendimento, a categoria pode aprovar greve nos próximos dias.

Rodoviários do Rio não chegam a acordo com empresários do setor. O impasse foi anunciado após assembleia da categoria, que rejeitou a última proposta patronal. O Sindicato dos Rodoviários do Rio de Janeiro (Sintraturb) afirma que os empresários não apresentaram contraproposta que atenda às reivindicações mínimas. A Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor) diz que as condições financeiras do setor impedem avanços.

Por que rodoviários do Rio e empresários não chegaram a acordo?

O principal ponto de discordância é o reajuste salarial. Os rodoviários pedem reposição da inflação mais ganho real. Segundo o Sindicato dos Rodoviários, a inflação acumulada no período foi de 4,2% (IBGE, IPCA, mai/2026). Já os empresários oferecem reajuste abaixo desse índice, alegando queda no número de passageiros e aumento de custos operacionais.

Outro impasse são os benefícios: vale-refeição, plano de saúde e participação nos lucros. A categoria quer manutenção dos valores atuais e reajuste. As empresas propõem congelamento por mais um ano.

O papel do TRT na mediação

O TRT da 1ª Região convocou audiência de conciliação, mas não houve acordo. A mediação segue em andamento, com nova reunião prevista para os próximos dias. Se não houver avanço, o tribunal pode arbitrar a questão.

O que pode acontecer se não houver acordo?

Sem acordo, a categoria pode aprovar greve. O Sintraturb já protocolou pedido de assembleia para decidir a paralisação. A greve pode afetar linhas municipais e intermunicipais do Rio de Janeiro.

Greve de ônibus no Rio: o que esperar

Se a greve for aprovada, a população pode ficar sem transporte por tempo indeterminado. A última greve da categoria, em 2023, durou 3 dias e afetou mais de 4 milhões de passageiros por dia. O transporte complementar (vans, barcas, metrô) pode não absorver a demanda.

Reivindicações dos rodoviários: o que eles querem?

  • Reajuste salarial com base no IPCA (4,2%)
  • Aumento real de 2%
  • Manutenção do vale-refeição em R$ 25 por dia
  • Plano de saúde sem coparticipação nos primeiros 30 dias
  • Participação nos lucros equivalente a 5% do salário

Posição dos empresários: por que não aceitam?

A Fetranspor alega que o setor acumula prejuízos desde a pandemia. A queda no número de passageiros foi de 30% entre 2019 e 2025, segundo dados da própria federação. Os custos com diesel e manutenção subiram 18% no último ano. As empresas dizem que não podem arcar com reajuste acima da inflação sem repasse tarifário.

A tarifa de ônibus no Rio

A tarifa atual é de R$ 4,30. A prefeitura do Rio não autorizou reajuste desde 2023. Os empresários pedem aumento para R$ 5,00, mas a categoria é contra repassar o custo ao passageiro.

Próximos passos das negociações

  • Nova audiência no TRT nos próximos 10 dias
  • Assembleia da categoria para decidir greve
  • Possível arbitragem do tribunal se não houver acordo
  • Caso a greve seja aprovada, paralisação pode começar em 48 horas

Perguntas Frequentes

Por que rodoviários do Rio não chegam a acordo com empresários?

Porque as propostas salariais e de benefícios estão distantes. A categoria pede reajuste acima da inflação; os empresários oferecem abaixo, alegando crise no setor.

O que acontece se não houver acordo?

A categoria pode aprovar greve. A paralisação pode afetar milhões de passageiros no Rio de Janeiro.

Quando pode começar a greve?

Se a assembleia aprovar a greve, a paralisação pode começar em até 48 horas.

Quais linhas podem ser afetadas?

Linhas municipais e intermunicipais operadas pelas empresas filiadas à Fetranspor.

O que o TRT pode fazer?

O tribunal pode arbitrar a questão, definindo reajuste e condições de trabalho, caso as partes não cheguem a um acordo.

Priscila Andrade

Editoria Curiosidades

Priscila Andrade cobre o setor de meios de pagamento e crédito no Bombou na Web. Análises técnicas, sem viés comercial.

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