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"Roliúde" na Paraíba roda filme sobre livro de ex-ministro Queiroga

ResumoCabaceiras, na Paraíba, sediou as filmagens de "Trem do Destino", média-metragem inspirado no livro do ex-ministro da Saúde Marcelo Queiroga. A produção conta com os atores Rita Guedes e Humberto Martins. O projeto levanta questionamentos sobre financiamento cultural e a relação entre política e produção audiovisual na região conhecida como "Roliúde Nordestina".

Cabaceiras, na Paraíba, conhecida como "Roliúde Nordestina", foi palco das filmagens de "Trem do Destino", média-metragem inspirado no livro de Marcelo Queiroga, ex-ministro da Saúde. A produção, com Rita Guedes e Humberto Martins, levanta questões sobre financiamento cultural e

Kelly Nascimento
"Roliúde" na Paraíba roda filme sobre livro de ex-ministro Queiroga

"Roliúde" na Paraíba roda filme sobre livro de ex-ministro Queiroga — Foto: Reprodução / Bombou na Web

"Roliúde" na Paraíba roda filme sobre livro de ex-ministro Queiroga

Cabaceiras, no Cariri paraibano, conhecida como "Roliúde Nordestina", foi cenário de uma nova produção audiovisual. O média-metragem "Trem do Destino", inspirado no livro de Marcelo Queiroga (PL-PB), ex-ministro da Saúde do governo Jair Bolsonaro e pré-candidato ao Senado, foi filmado entre 10 e 14 de julho. A obra levanta questões sobre financiamento, política e o mercado cultural brasileiro.

Resposta direta: o que é "Trem do Destino"?

"Trem do Destino" é um média-metragem filmado em Cabaceiras (PB), baseado no livro "Eu Venho Lá do Sertão, Um Sertanejo que Nasceu na Praia", lançado por Marcelo Queiroga em maio de 2026. A trama acompanha Fátima, uma jornalista internacional interpretada por Rita Guedes, que retorna ao Cariri paraibano após décadas. Humberto Martins vive o artesão Bento. A produção foi financiada com capital privado, sem uso da Lei Rouanet.

Por que Cabaceiras foi escolhida?

Cabaceiras não é apenas o cenário da história, é também onde o filme foi rodado. A cidade tem tradição como polo audiovisual, abrigando produções como "O Auto da Compadecida", adaptação da obra de Ariano Suassuna. Queiroga justificou a escolha pelas "condições climáticas, a luminosidade, a paisagem característica do Nordeste". A infraestrutura local, consolidada por anos de produções, torna o município um destino frequente para o setor.

Financiamento privado e a polêmica da Lei Rouanet

A produção de "Trem do Destino" foi feita com financiamento privado. Queiroga não revelou o orçamento, mas afirmou que o custo "não tem nada de outro mundo" e segue o padrão de obras dessa estrutura. Segundo o diretor Thelmo Maia, não foram captados recursos de empresas ligadas ao setor de saúde, por orientação do ex-ministro. O objetivo era "preservar a independência do projeto e evitar potenciais questionamentos sobre conflitos de interesse".

Queiroga disse que, para alguém como ele, "conseguir Lei Rouanet no atual governo, é muito difícil. Pelo próprio viés que existe hoje no país". Ele também mencionou dificuldade "até mesmo para conseguir atores que aceitem representar uma obra que tem como mentor intelectual alguém fortemente vinculado ao segmento político que a classe artística não é muito simpática".

O tema é sensível para setores ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que criticam o uso da Lei Rouanet durante governos petistas. A discussão ganhou força com o filme "Dark Horse", inspirado na vida de Jair Bolsonaro, após o vazamento de um áudio em que o senador Flávio Bolsonaro (PL) solicita recursos ao fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, para financiar a produção.

O que dizem os números da Lei Rouanet?

Em 2025, o valor liberado por empresas via Lei Rouanet a projetos culturais foi de R$ 3,4 bilhões. As principais beneficiárias foram instituições como o Masp, a Orquestra Sinfônica de São Paulo e o Instituto Inhotim. Os projetos precisam ser aprovados pelo governo antes de receber os recursos. Apesar das críticas da direita, Luciano Hang, proprietário da Havan e apoiador de Jair Bolsonaro, já defendeu publicamente a Lei Rouanet. Em 2025, a rede de lojas do empresário incentivou cerca de 40 projetos por meio do mecanismo.

O livro por trás do filme

O livro "Eu Venho Lá do Sertão, Um Sertanejo que Nasceu na Praia" foi lançado em maio de 2026. Queiroga afirma que a obra tem "questões autobiográficas" e também temas que "não são necessariamente ligados à minha biografia". No livro, ele analisa como "o bolsonarismo pode criar raízes na região Nordeste" e melhorar sua comunicação com o povo nordestino. O ex-ministro descreve a história como "em tons de sépia, que valoriza as raízes", e não como "uma história em verde e amarelo".

Perguntas Frequentes

O filme "Trem do Destino" usou dinheiro público?

Não. A produção foi financiada com capital privado, sem captação via Lei Rouanet ou outros mecanismos estatais, por opção do autor.

Quem são os atores principais?

Rita Guedes interpreta Fátima, uma jornalista internacional, e Humberto Martins vive o artesão Bento.

Onde o filme foi gravado?

Em Cabaceiras, no Cariri paraibano, conhecida como "Roliúde Nordestina", mesma cidade onde foi filmado "O Auto da Compadecida".

Marcelo Queiroga é candidato a quê?

Ele é pré-candidato ao Senado pelo PL da Paraíba.

Qual a relação do filme com a Lei Rouanet?

O filme não usou a Lei Rouanet. Queiroga critica a dificuldade de acesso ao mecanismo no atual governo e defende que o fomento público priorize artistas menos conhecidos.

Kelly Nascimento

Editoria Curiosidades

Kelly Nascimento cobre o setor de meios de pagamento e crédito no Bombou na Web. Análises técnicas, sem viés comercial.

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