Tarifas americanas podem reduzir exportações de SC em até 40%
As exportações de Santa Catarina para os Estados Unidos podem cair entre 30% e 40% com a entrada em vigor das novas tarifas americanas, segundo estimativa da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc). O economista-chefe da entidade, Pablo Bittencourt, afirmou que 56% das vendas catarinenses ao mercado americano são atingidas pela tarifa adicional de 25%.
O que a tarifa de 25% significa para SC
Bittencourt explica que as exportações catarinenses para os EUA estão quase totalmente tarifadas. A perda de competitividade deve afetar setores que produzem bens específicos para o mercado americano e que não conseguem redirecionar vendas rapidamente.
O setor madeireiro é apontado pela Fiesc como o mais vulnerável. Parte da produção de pinus e móveis foi desenvolvida para atender à construção civil americana, um mercado com especificações técnicas e demanda que não se transferem facilmente para outros compradores.
Setores na linha de frente: madeira, máquinas e agroindústria
A entidade também alerta para riscos em fabricantes de máquinas e equipamentos, especialmente no Vale do Itajaí, e em parte da agroindústria. Para companhias altamente dependentes do mercado americano, a situação é grave.
Bittencourt foi direto: "Algumas empresas vão deixar de existir. Não tem muito o que fazer nesses casos". A declaração reflete a dificuldade de reposicionamento imediato de produtos desenhados sob medida para o cliente americano.
Saída pela diplomacia, não pela retaliação
A Fiesc defende que a solução para mitigar o impacto é a diplomacia, e não a retaliação comercial. A entidade busca negociações para reduzir a lista de produtos tarifados e ampliar as isenções.
Além disso, a Fiesc negocia com o governo estadual medidas como devolução mais rápida de créditos de exportação. A ideia é aliviar o fluxo de caixa das empresas enquanto as tratativas internacionais avançam.
O que esperar para os próximos meses
Com a tarifa de 25% já em vigor, a queda entre 30% e 40% nas exportações catarinenses para os EUA não é cenário remoto, é o cálculo da própria Fiesc. A recuperação depende da capacidade de negociação diplomática e de medidas internas de apoio.
Para o exportador catarinense, a mensagem é clara: diversificar mercados e preparar o caixa para um período de receita reduzida. Setores como madeireiro, máquinas e parte da agroindústria devem ser os primeiros a sentir o aperto.
Perguntas Frequentes
Quanto as exportações de SC podem cair?
Segundo a Fiesc, a queda estimada é entre 30% e 40% com a tarifa adicional de 25%.
Qual setor é o mais vulnerável?
O setor madeireiro, especialmente produção de pinus e móveis voltados à construção civil americana.
O que a Fiesc propõe como solução?
Diplomacia para reduzir a lista de produtos tarifados e ampliar isenções, além de negociar com o governo estadual a devolução mais rápida de créditos de exportação.
Quem é Pablo Bittencourt?
É o economista-chefe da Fiesc, que afirmou que 56% das vendas catarinenses aos EUA são atingidas pela tarifa.
A retaliação comercial é uma opção?
A Fiesc defende que não. A entidade aposta na diplomacia como caminho para mitigar o impacto.
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