Depois de dois meses de alta, o turismo em Goiás voltou a cair. Em maio, o volume das atividades turísticas no estado recuou 0,3% na comparação com abril, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do IBGE. A queda interrompe a sequência de crescimento que vinha desde março, quando o setor avançou 0,9%, e o ritmo mais forte de abril, com alta de 3,3%.
O turismo em Goiás recuou 0,3% em maio, interrompendo dois meses de crescimento. O resultado acompanha a tendência nacional (-0,4%) e foi influenciado principalmente pelo setor de transportes, que registrou queda de 5,1% na comparação com maio de 2025.
O que dizem os números do IBGE
Na comparação com maio do ano passado, a queda foi mais expressiva: 3,6%. Com isso, Goiás acumula retração de 4,4% no ano e de 4,1% nos últimos 12 meses. O desempenho goiano acompanhou a média brasileira: no país, o índice de atividades turísticas caiu 0,4% em maio, depois de subir 4,1% em abril.
Apesar do recuo mensal, o setor no Brasil ainda opera 10,8% acima do nível de fevereiro de 2020, antes da pandemia. Por outro lado, o volume atual está 2,5% abaixo do pico histórico, registrado em dezembro de 2024.
Quais setores puxaram a queda
Dos 17 estados pesquisados pelo IBGE, 13 tiveram retração em maio. Goiás (-0,3%) ficou próximo da média nacional (-0,4%). As maiores quedas foram no Pará (-3,5%) e em Alagoas (-3,1%). Já Minas Gerais (1,4%) e o Distrito Federal (0,4%) lideraram os resultados positivos.
No mesmo período, o setor de serviços em Goiás também caiu: 0,1% frente a abril, segundo mês consecutivo de queda. O segmento de serviços prestados às famílias, que inclui alojamento e alimentação, recuou 2,2% na comparação com maio de 2025. Já o setor de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio teve queda de 5,1%, sendo o grupo que mais impactou o resultado negativo dos serviços no estado.
O que isso significa para quem viaja ou trabalha com turismo
Se você trabalha com hospedagem, alimentação ou transporte em Goiás, o recuo de maio acende um alerta. A queda nos transportes, em especial, pode indicar menor fluxo de visitantes para destinos como Pirenópolis, Caldas Novas e a Chapada dos Veadeiros. Para quem planeja viajar, a notícia pode significar preços mais competitivos em diárias e passagens, já que a demanda recuou.
A sequência de dois meses de alta (março e abril) mostra que o setor ainda tem fôlego, mas o tombo de maio pede atenção. O ideal é acompanhar os próximos meses para ver se a retração é pontual ou se vira tendência.
Perguntas Frequentes
Quanto o turismo em Goiás caiu em maio?
O volume de atividades turísticas recuou 0,3% em relação a abril, segundo o IBGE.
O turismo em Goiás está pior que a média do Brasil?
Não. Goiás (-0,3%) ficou próximo da média nacional (-0,4%) em maio.
Quais estados tiveram as maiores quedas no turismo?
Pará (-3,5%) e Alagoas (-3,1%) registraram as maiores retrações entre os 17 estados pesquisados.
O setor de serviços em Goiás também caiu?
Sim. O volume de serviços caiu 0,1% em maio, segundo mês consecutivo de queda. O destaque negativo foi o setor de transportes, com recuo de 5,1%.
O turismo em Goiás já se recuperou da pandemia?
Parcialmente. No Brasil, o setor está 10,8% acima do nível pré-pandemia (fevereiro de 2020), mas 2,5% abaixo do pico histórico de dezembro de 2024.