# Vereadora Kátia aciona MP-GO contra retirada de árvores no Jardim Botânico, em Goiânia

> A vereadora Kátia (PT) protocolou representação no Ministério Público de Goiás (MP-GO) em 20 de julho. A ação pede apuração sobre a regularidade de projeto viário da Prefeitura de Goiânia. O projeto prevê a retirada de árvores no Jardim Botânico. Kátia preside a Comissão de Meio Ambiente da Câmara Municipal.

*Bombou na Web · Curiosidades · 22 de julho de 2026 · Kelly Nascimento*

A vereadora Kátia (PT), presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara Municipal de Goiânia, protocolou no dia 20 de julho uma representação no Ministério Público de Goiás (MP-GO) pedindo apuração sobre a regularidade de um projeto viário da Prefeitura que prevê a retirada de 

## Uma decisão que mexe com o verde e o asfalto

Você já passou por uma rua que parece ter sido desenhada às pressas, com cruzamentos confusos e faixas que sumiam do nada? Pois é, em Goiânia, uma região inteira está no centro de um debate que mistura mobilidade urbana, proteção ambiental e o direito de questionar o que é apresentado como inevitável.

No dia 20 de julho, a vereadora Kátia (PT), presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara Municipal de Goiânia, protocolou uma representação no Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO). O pedido? Que o órgão apure a regularidade jurídica, ambiental, urbanística e patrimonial do projeto de intervenção viária elaborado pela Prefeitura de Goiânia para a região da Alameda do Contorno, da Avenida A e dos acessos à BR-153, nas proximidades do Jardim Botânico Amália Hermano Teixeira.

A representação tem caráter preventivo. Ou seja, a vereadora quer que o MP-GO analise o projeto antes que qualquer intervenção irreversível aconteça. O motivo principal: a possibilidade de retirada de 13 árvores e os potenciais impactos sobre uma área considerada ambientalmente sensível e protegida.

## O que está em jogo no projeto viário?

Segundo a parlamentar, a ação foi motivada por um projeto da Prefeitura que prevê uma série de alterações no sistema viário da região. As mudanças incluem modificações em cruzamentos, rotatórias, faixas de conversão, sentidos de circulação e acessos à BR-153.

A reportagem que originou a representação apontou a possibilidade de retirada de 13 árvores para a readequação do sistema viário e da rotatória localizada entre a Avenida A e a Alameda do Contorno. A própria representação apresentada ao MP destaca que o projeto ainda está em fase de elaboração e que a Agência Municipal do Meio Ambiente (AMMA) teria solicitado estudos complementares de drenagem, laudo técnico da vegetação e definição de medidas mitigadoras antes de uma manifestação conclusiva.

Em nota divulgada após a repercussão do caso, a Prefeitura de Goiânia afirmou que o projeto ainda está em elaboração técnica e negou que esteja prevista a supressão de árvores dentro do Jardim Botânico. O prefeito Sandro Mabel também declarou que a intervenção não deverá atingir a área do Jardim Botânico.

## Por que o Jardim Botânico é tão sensível?

A vereadora lembra, na representação, que o Jardim Botânico é reconhecido pelo Plano Diretor de Goiânia como área integrante da Área de Restrição Ambiental Urbana e também como bem tombado, com usos e ocupações submetidos ao respectivo Plano de Manejo.

Isso significa que qualquer intervenção na região precisa respeitar regras específicas de proteção ambiental, urbanística e patrimonial. O documento pede que sejam esclarecidos não apenas a localização exata das árvores, mas também a compatibilidade da intervenção com essas normas.

## O que a vereadora pede ao MP-GO?

A representação solicita a realização de uma vistoria técnica independente, com profissionais de áreas como engenharia florestal, biologia, mobilidade, drenagem, geologia, urbanismo e patrimônio cultural.

Além disso, a parlamentar pede que sejam avaliadas alternativas menos lesivas ao meio ambiente. Entre elas:

- Mudanças na geometria viária
- Alterações nos sentidos de circulação
- Implantação de medidas operacionais de trânsito
- Execução por etapas
- Eventual transplante de árvores tecnicamente aptas

A vereadora também quer que o MP-GO avalie a necessidade de estudos de impacto ambiental, urbanístico e de trânsito. E mais: que seja analisada a possibilidade de realização de uma audiência pública com moradores, especialistas, movimentos ambientais, universidades, conselhos municipais e representantes do Legislativo antes de uma eventual aprovação definitiva do projeto.

## O que diz a Prefeitura?

Em nota, a Prefeitura de Goiânia afirmou que o projeto ainda está em elaboração técnica e negou que esteja prevista a supressão de árvores dentro do Jardim Botânico. O prefeito Sandro Mabel declarou que a intervenção não deverá atingir a área do Jardim Botânico.

A representação, no entanto, aponta que a localização exata das árvores e a compatibilidade com as normas de proteção ainda precisam ser esclarecidas, já que o projeto está em fase de elaboração e a AMMA solicitou estudos complementares.

## O que significa na prática?

Na prática, o caso coloca lado a lado duas necessidades legítimas: a de melhorar a mobilidade urbana em uma região de trânsito complicado e a de proteger um patrimônio ambiental reconhecido oficialmente.

A vereadora Kátia resume bem o dilema em uma declaração: "Não somos contra a mobilidade urbana, mas não podemos aceitar que uma solução de trânsito seja apresentada como inevitável quando ainda não foram demonstradas todas as alternativas possíveis."

Ela completa: "Antes de cortar uma árvore adulta ou intervir em uma área ambientalmente protegida, é preciso estudar, comparar alternativas e garantir que todas as exigências legais sejam cumpridas. A cidade precisa avançar, mas não pode avançar destruindo o patrimônio ambiental que pertence a todos os goianienses."

## O que pode acontecer agora?

Com a representação protocolada, o MP-GO deve analisar o pedido e decidir se abre ou não uma investigação. A vereadora pede que o órgão atue antes de qualquer intervenção irreversível na região.

Enquanto isso, o projeto segue em elaboração técnica, com a AMMA ainda pendente de estudos complementares de drenagem e laudo técnico da vegetação.

A pergunta que fica: será que é possível repensar o trânsito sem sacrificar o verde que ainda temos?

## Perguntas Frequentes

### Quem acionou o MP-GO?

A vereadora Kátia (PT), presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara Municipal de Goiânia, protocolou a representação no dia 20 de julho.

### Quantas árvores podem ser retiradas?

A reportagem apontou a possibilidade de retirada de 13 árvores para readequação do sistema viário e da rotatória entre a Avenida A e a Alameda do Contorno.

### O projeto já foi aprovado?

Não. O projeto ainda está em fase de elaboração técnica, e a Agência Municipal do Meio Ambiente (AMMA) solicitou estudos complementares.

### A Prefeitura confirma a retirada de árvores?

A Prefeitura de Goiânia negou que esteja prevista a supressão de árvores dentro do Jardim Botânico, mas o documento aponta que a localização exata ainda precisa ser esclarecida.

### O que a vereadora pede ao MP-GO?

Ela pede apuração da regularidade do projeto, vistoria técnica independente, avaliação de alternativas menos lesivas e possível audiência pública antes da aprovação definitiva.

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Fonte (canonical): https://www.bombounaweb.com.br/curiosidades/vereadora-katia-aciona-mp-go-contra-retirada-arvores-jardim-botanico-goiania/
