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Acusado de matar madrasta é condenado em Jataí

O Tribunal do Júri de Jataí condenou Vinícius Almança Garcia a 18 anos e 9 meses de prisão pelo assassinato da madrasta, cometido há 14 anos. O crime ocorreu na véspera de Natal de 2011 e gerou grande repercussão.

Wesley Tanaka
Acusado de matar madrasta é condenado em Jataí

Acusado de matar madrasta é condenado em Jataí — Foto: Reprodução / Bombou na Web

Acusado de matar madrasta na véspera do Natal é condenado a 18 anos e 9 meses em Jataí

O Tribunal do Júri de Jataí condenou, na quinta-feira (23), Vinícius Almança Garcia a 18 anos e 9 meses de prisão, em regime inicialmente fechado, pelo assassinato da madrasta, Sheila Regina Oliveira Lima. O crime ocorreu há cerca de 14 anos no município e gerou repercussão à época. A juíza Ailime Virgínia Martins, que presidiu o julgamento, indeferiu o direito do réu recorrer em liberdade. Cabe recurso.

Conforme o Ministério Público, Sheila foi morta com 13 tiros na casa onde os dois moravam, na tarde de 24 de dezembro de 2011, véspera de Natal. A denúncia revela que a mulher estava no sofá da sala, quando foi atingida pelos disparos de uma pistola calibre .380. Os tiros acertaram a cabeça, o pescoço, o tronco, o punho esquerdo e também, de raspão, a mão direita. A perícia concluiu que os ferimentos provocaram a morte da vítima. Segundo o MP, o relacionamento entre Vinícius e a madrasta era marcado por desentendimentos constantes.

Horas antes do crime, Vinícius, Sheila e o pai dele participaram de uma confraternização na casa de amigos. Durante uma conversa sobre um medicamento de uso contínuo utilizado pela vítima, o acusado a teria chamado de "psicopata", o que provocou uma discussão com o pai, que pediu para o filho deixar o local. Após retornar para casa, Vinícius teve uma nova discussão com Sheila e, em seguida, entrou no quarto. Pouco depois, voltou armado e efetuou os disparos. Depois do crime, ele deixou a arma na residência e fugiu em uma caminhonete, mas a tentativa de escape terminou na BR-364, onde o veículo capotou.

A assistência de acusação atuou com os advogados Gabriella Christina Ferreira Lima e Jefferson Silva Borges. O Mais Goiás tentou contato para uma posição e aguarda retorno.

A defesa do réu, representada pela advogada Mirelle Gonsalez Maciel, afirmou que a sessão foi marcada por graves ilegalidades que comprometeram a regularidade do julgamento. "A Defesa interporá os recursos cabíveis", destacou a advogada, ressaltando a confiança nas instâncias recursais para apreciação das nulidades levantadas durante o processo.

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Wesley Tanaka

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