Cientistas da USP criam teste que detecta superbactéria em 6 horas e encurta o diagnóstico em até três dias
Um teste rápido de baixo custo, parecido com os de farmácia para Covid-19 ou gravidez, pode detectar superbactérias em seis horas. Pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e do Hospital das Clínicas da FMUSP (HCFMUSP) desenvolveram e validaram a estratégia, que comprime a espera do diagnóstico convencional, de dois a três dias, para apenas seis horas.
Como funciona o teste rápido da USP
O exame aponta quem carrega, no intestino, uma das bactérias mais temidas da medicina. Pelo método tradicional, o paciente fica isolado por precaução durante a espera, ocupando leito reservado e consumindo aventais e luvas. O novo teste corta até 60 horas desse processo.
O trabalho foi reunido em quatro estudos publicados em três periódicos científicos internacionais.
A ressalva que os próprios autores fazem
A promessa é uma coisa; a entrega é outra. Os pesquisadores fazem questão de sublinhar que essa velocidade não se converte automaticamente em menos contágio. Ou seja: detectar mais rápido não significa, por si só, reduzir a transmissão da superbactéria entre pacientes vulneráveis.
O que falta provar
O teste é rápido e barato, mas a eficácia em reduzir infecções hospitalares ainda não foi demonstrada. O próximo passo, segundo os autores, é mostrar se a agilidade no diagnóstico realmente muda o cenário de contágio nas UTIs.
Perguntas Frequentes
O teste rápido da USP já está disponível?
Não há informação na fonte sobre disponibilidade comercial. O estudo foi publicado em periódicos internacionais.
Quanto custa o teste?
A fonte informa que o teste é de baixo custo, mas não divulga valores específicos.
O teste substitui o método tradicional?
O teste acelera o diagnóstico, mas a fonte não afirma que substitui o método convencional.
Qual superbactéria o teste detecta?
A fonte cita "uma das bactérias mais temidas da medicina", sem nomear a espécie específica.
O teste reduz o tempo de isolamento?
A fonte afirma que o teste corta até 60 horas do diagnóstico, mas não quantifica a redução no isolamento.
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