CNI propõe parceria com governo para reduzir impactos do tarifaço
A CNI propôs ao governo uma parceria para reduzir os impactos do tarifaço sobre a indústria. A entidade sugere desoneração tributária, linhas de crédito subsidiadas e aceleração de investimentos em infraestrutura. O objetivo é mitigar o aumento de custos e evitar perda de competitividade.
O que a CNI propõe ao governo?
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) apresentou ao governo federal um conjunto de medidas para amenizar os efeitos do tarifaço, a elevação de tarifas de importação sobre diversos produtos. A proposta prevê, segundo a entidade, desoneração de tributos federais sobre insumos industriais, linhas de crédito com juros subsidiados pelo BNDES e a aceleração de projetos de infraestrutura.
Para o presidente da CNI, a indústria brasileira enfrenta um cenário de custos elevados e perda de competitividade. "A parceria com o governo é essencial para que o setor produtivo consiga atravessar este momento sem demissões em massa", afirmou em nota.
Por que o tarifaço preocupa a indústria?
O tarifaço, anunciado em maio de 2026, elevou as alíquotas de importação para mais de 200 produtos. A medida afeta diretamente setores como o automotivo, o de máquinas e equipamentos e o químico. A indústria brasileira, que já enfrenta custos logísticos e tributários elevados, vê no tarifaço um agravante para a competitividade.
Dados do IBGE mostram que a produção industrial brasileira acumula queda de 1,2% no primeiro trimestre de 2026. A CNI estima que o tarifaço pode ampliar essa retração em mais 0,5 ponto percentual até o fim do ano.
Quais medidas a CNI sugere?
A proposta da CNI se divide em três eixos principais:
- Desoneração tributária: redução de PIS/Cofins sobre insumos importados e matérias-primas, com impacto estimado em R$ 8 bilhões ao ano.
- Crédito subsidiado: linha especial do BNDES com juros de 8% ao ano para capital de giro e investimentos, com prazo de carência de 12 meses.
- Infraestrutura: aceleração de obras do PAC, especialmente em ferrovias e portos, para reduzir custos logísticos.
A entidade também sugere a criação de um comitê de monitoramento com participação do governo e da indústria para avaliar os impactos do tarifaço mês a mês.
Como o governo respondeu?
O Ministério da Fazenda confirmou que recebeu a proposta e que está em análise. Em nota, a pasta afirmou que "o governo está aberto ao diálogo com o setor produtivo" e que "medidas de mitigação estão sendo avaliadas". A equipe econômica, no entanto, sinaliza cautela com o impacto fiscal das desonerações.
O presidente da República, em entrevista coletiva, disse que "a indústria precisa se adaptar à nova realidade" e que "o tarifaço é uma medida soberana para proteger a economia nacional". A declaração sugere que o governo não deve recuar na política tarifária, mas pode aceitar medidas compensatórias.
O que esperar dos próximos dias?
A expectativa é que o governo apresente uma contraproposta nas próximas semanas. A CNI pressiona por uma resposta rápida, já que os efeitos do tarifaço começam a aparecer nos balanços do segundo trimestre. O setor industrial monitora de perto as negociações, que podem definir o ritmo de investimentos e contratações no segundo semestre.
impactos do tarifaço na indústria
Perguntas Frequentes
O que é o tarifaço?
O tarifaço é a elevação de tarifas de importação sobre mais de 200 produtos, anunciada pelo governo em maio de 2026. A medida visa proteger a indústria nacional, mas eleva custos para setores que dependem de insumos importados.
A CNI é contra o tarifaço?
A CNI não se posicionou contra o tarifaço em si, mas alerta para seus impactos negativos sobre a competitividade da indústria. A entidade propõe medidas compensatórias para mitigar esses efeitos.
Quais setores são mais afetados?
Os setores automotivo, químico, de máquinas e equipamentos e de tecnologia são os mais impactados pelo tarifaço. Eles dependem de insumos importados que tiveram as alíquotas elevadas.
O governo vai aceitar a proposta?
O governo está analisando a proposta, mas sinaliza cautela com o impacto fiscal. A expectativa é que haja uma contraproposta nas próximas semanas.
Como a indústria pode se preparar?
A indústria pode buscar alternativas de fornecedores nacionais, renegociar contratos e buscar linhas de crédito. A CNI recomenda planejamento financeiro e acompanhamento das negociações com o governo.