# Máquina na Amazônia simula clima do futuro: entenda como funciona

> O experimento AmazonFACE, localizado na Amazônia, utiliza seis anéis com torres de 40 metros para liberar CO2 nas copas das árvores. A máquina simula o clima futuro para estudar os impactos das mudanças climáticas na floresta nos próximos 30 a 50 anos. O objetivo é entender a resposta da vegetação ao aumento de dióxido de carbono.

*Bombou na Web · Tecnologia · 21 de julho de 2026 · Kelly Nascimento*

No meio da Amazônia, cientistas montaram uma máquina que simula o clima do futuro. São seis anéis com torres de 40 m que liberam CO2 nas copas das árvores. O objetivo: entender como as mudanças climáticas vão afetar a floresta nos próximos 30 a 50 anos.

Você já parou para pensar como será a Amazônia daqui a 30 anos? Pois é exatamente isso que um grupo de cientistas está tentando descobrir, e eles montaram uma máquina no meio da floresta para isso.

## A máquina que simula o clima do futuro na Amazônia

No meio da Amazônia, a 100 km de Manaus, uma estrutura incomum chama a atenção. São seis anéis com 30 metros de diâmetro cada um, formados por torres de alumínio de 40 metros de altura. Elas foram instaladas em uma área de floresta densa, e o que elas fazem parece coisa de ficção científica: liberam CO2, dióxido de carbono, diretamente na copa das árvores, a céu aberto.

O coordenador científico do AmazonFace/INPA, Carlos Alberto Quesada, explica: "Parece um parque de diversão, mas esse é o único que tem a Amazônia. Essas torres emitem CO2 diretamente na copa das árvores, a céu aberto, com o objetivo de simular uma atmosfera que a gente vai ter no planeta daqui a 30, 50 anos. A ideia é que a gente entenda como as mudanças climáticas vão atingir o funcionamento da Floresta Amazônica."

## Como os anéis foram montados no meio da floresta

Cada um dos seis anéis tem 30 metros de diâmetro e é formado por torres com 40 metros de altura. São 16 torres de alumínio, fabricadas em Campinas, São Paulo, e levadas até Manaus por caminhões. Uma viagem que cruzou o país para chegar ao coração da Amazônia.

A instalação não foi simples. Montar uma estrutura desse porte no meio da floresta exige planejamento logístico minucioso. As peças vieram de Campinas, percorreram milhares de quilômetros até Manaus e depois foram transportadas por estradas e rios até o local do experimento.

## O que os cientistas querem descobrir

O experimento busca responder uma pergunta central: como o aumento da concentração de CO2 na atmosfera vai afetar a Amazônia? As projeções indicam que, se as emissões continuarem no ritmo atual, a concentração de CO2 pode dobrar até o final do século. Isso significa que a floresta vai respirar um ar completamente diferente do atual.

Ao liberar CO2 nas copas das árvores, os pesquisadores conseguem simular em tempo real as condições atmosféricas esperadas para daqui a 30 ou 50 anos. Eles monitoram como as plantas reagem, se crescem mais ou menos, se absorvem mais carbono, se a biodiversidade muda.

## Por que isso importa para todo o planeta

A Amazônia não é apenas uma floresta tropical. Ela regula o clima de toda a América do Sul e influencia padrões climáticos globais. Entender como ela vai reagir ao aumento de CO2 é fundamental para prever cenários futuros de mudanças climáticas.

Se a floresta continuar absorvendo carbono, ela ajuda a mitigar o aquecimento global. Mas se ela atingir um ponto de saturação, ou pior, começar a emitir mais carbono do que absorve, o impacto pode ser catastrófico. O experimento ajuda a responder essa pergunta com dados reais, não apenas com modelos computacionais.

## A estrutura que parece um parque de diversão

Carlos Alberto Quesada compara o visual do experimento a um parque de diversão. As torres de alumínio, com seus 40 metros de altura, formam círculos perfeitos no meio da floresta. De longe, parecem estruturas de um parque temático. Mas a brincadeira aqui é científica e tem implicações sérias para o futuro do planeta.

Cada anel funciona de forma independente, liberando quantidades controladas de CO2. Sensores espalhados pelo solo e nas copas das árvores medem a resposta da vegetação em tempo real. Os dados são coletados e analisados pela equipe do AmazonFace/INPA.

## O que esperar dos próximos anos

O experimento deve continuar por vários anos, acompanhando o ciclo de vida das árvores e as estações da Amazônia. Os primeiros resultados devem começar a surgir em alguns meses, mas o entendimento completo dos efeitos levará anos.

Os pesquisadores esperam que os dados ajudem a orientar políticas públicas de conservação e mitigação das mudanças climáticas. Afinal, proteger a Amazônia não é apenas uma questão ambiental, é uma questão de sobrevivência para milhões de pessoas que dependem do clima que ela regula.

## Perguntas Frequentes

### Onde fica a máquina que simula o clima do futuro?

A estrutura foi instalada em uma área a 100 km de Manaus, no meio da Floresta Amazônica.

### Quantos anéis formam a máquina?

São seis anéis, cada um com 30 metros de diâmetro, formados por torres de 40 metros de altura.

### Quem coordena o experimento?

O coordenador científico é Carlos Alberto Quesada, do AmazonFace/INPA.

### De onde vieram as torres?

As 16 torres de alumínio foram fabricadas em Campinas, São Paulo, e levadas para Manaus por caminhões.

### Qual o objetivo do experimento?

Simular a atmosfera esperada para daqui a 30 ou 50 anos e entender como as mudanças climáticas vão atingir o funcionamento da Floresta Amazônica.

### Como o CO2 é liberado?

As torres emitem CO2 diretamente na copa das árvores, a céu aberto, simulando as condições futuras da atmosfera.

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Fonte (canonical): https://www.bombounaweb.com.br/tecnologia/entenda-como-funciona-maquina-montada-meio-amazonia-simula-clima-futuro/
