Tecnologia

Falta de manutenção em piscinas pode causar intoxicações e favorecer microrganismos

A falta de manutenção em piscinas pode resultar em intoxicações e na proliferação de microrganismos. O CRQ alerta sobre a importância de profissionais qualificados nesse serviço.

Priscila Andrade
Falta de manutenção em piscinas pode causar intoxicações e favorecer microrganismos

Falta de manutenção em piscinas pode causar intoxicações e favorecer microrganismos — Foto: Reprodução / Bombou na Web

Falta de manutenção em piscinas pode causar intoxicações e favorecer a proliferação de microrganismos, alerta CRQ

O tratamento inadequado de piscinas pode representar sérios riscos à saúde dos banhistas, devido à presença de microrganismos na água e ao uso incorreto de produtos químicos. Essa combinação pode resultar em intoxicações, irritações na pele e nos olhos, além de acidentes por reações químicas perigosas.

Segundo o gerente de Fiscalização do Conselho Regional de Química da 12ª Região (CRQ-12), Adriano Ayres, é essencial que a manutenção seja feita por profissionais habilitados, pois erros simples podem comprometer a qualidade da água e a saúde dos usuários. Ele ressalta que diferentes composições químicas podem reagir entre si, causando intoxicações tanto em quem realiza o tratamento quanto nos usuários da piscina.

Adriano alerta sobre a toxicidade do cloro, que é necessário para eliminar microrganismos, mas requer cuidados especiais durante o manuseio. Ele relata que já presenciou situações de risco, como um piscineiro dissolvendo produtos químicos com os pés na água, o que evidencia a delicadeza dessa atividade.

A manutenção da piscina deve incluir o monitoramento constante de parâmetros químicos como pH, teor de cloro, alcalinidade e turbidez. O controle do pH é crucial para a eficácia dos produtos químicos, enquanto a turbidez pode indicar a necessidade de correções no tratamento.

As piscinas aquecidas exigem atenção redobrada, pois o aumento da temperatura favorece a proliferação de microrganismos. Adriano esclarece que a aparência da água não é suficiente para garantir sua segurança. Mesmo águas cristalinas podem estar contaminadas.

Caso sejam identificadas irregularidades, é recomendado procurar órgãos como a Vigilância Sanitária ou o Corpo de Bombeiros. Adriano também destaca os riscos de produtos químicos vendidos sem rótulo, que podem provocar reações inesperadas e comprometer o tratamento.

Por fim, ele defende a valorização dos profissionais habilitados, enfatizando que o tratamento químico de uma piscina deve ser realizado por quem possui formação e responsabilidade técnica. "Assim como ninguém faria um serviço elétrico sem qualificação, o mesmo se aplica ao tratamento de piscinas", conclui. ~320 palavras.

Priscila Andrade

Editoria Tecnologia

Priscila Andrade cobre o setor de meios de pagamento e crédito no Bombou na Web. Análises técnicas, sem viés comercial.

Leia também · Tecnologia