# Gráficas de Goiás projetam alta de 20% no faturamento

> A corrida eleitoral em Goiás já impacta o setor gráfico, que projeta uma alta de 20% no faturamento. Com as convenções partidárias se aproximando, as gráficas se preparam para um aumento na demanda por materiais de campanha.

*Bombou na Web · Tecnologia · 27 de julho de 2026 · Larissa Quintela*

## Gráficas de Goiás já sentem efeito da corrida eleitoral e projetam alta média de 20% no faturamento

Goiânia - A poucos dias das convenções partidárias no Estado e da abertura oficial da campanha eleitoral, gráficas e empresas de comunicação visual em Goiás começam a registrar aumento na procura por materiais de divulgação de candidatos. O aquecimento das encomendas, impulsionado pela proximidade das eleições de outubro, marca o início de um dos períodos mais importantes para o setor, que espera repetir o crescimento observado em pleitos anteriores.

Em Goiás, os partidos, em sua maioria, deixaram para realizar as convenções nos dias 4 e 5 de agosto, no momento final do prazo. Apesar da indefinição em chapas majoritárias, o mercado alimentado pela política eleitoral vai, aos poucos, se aquecendo. Segundo levantamento da Associação Brasileira da Indústria Gráfica (ABIGRAF), divulgado após as eleições municipais de 2024, metade das empresas que produziram materiais de campanha registrou aumento médio de 20% no faturamento durante o período eleitoral. Outros 20,7% apontaram crescimento entre 21% e 30%, enquanto 8,6% afirmaram ter ampliado as receitas em mais de 30%.

Agora, a expectativa é verificar se o mesmo movimento será observado em Goiás. A tendência é que sim. Empresários do setor afirmam que as primeiras encomendas já começaram a chegar, principalmente de materiais utilizados nas fases iniciais da campanha, enquanto a tendência é de intensificação da procura após a homologação das candidaturas e o início oficial da propaganda eleitoral.

Além do impacto econômico, a reportagem também mostra como as campanhas vêm mudando o perfil da produção gráfica. Embora materiais tradicionais, como santinhos e adesivos, continuem entre os mais procurados, empresas do segmento relatam aumento da demanda por produtos de comunicação visual integrados às estratégias digitais dos candidatos.

Para Marcos Aurélio Ferreira, dono de uma gráfica em Goiânia, o movimento deste ano começou de forma discreta, mas já dá sinais de que deve se intensificar. "Os primeiros pedidos chegaram ainda tímidos, mas é assim que sempre começa. Depois das convenções, o volume costuma triplicar de uma semana para outra", afirma.

Já Juliana Ramos Costa, que administra outra gráfica na capital, projeta um faturamento acima da média de 2024, justamente por 2026 ser ano de eleições gerais. "Muda a escala. Numa eleição municipal, você atende prefeito e vereador. Numa eleição geral, entra governador, senador, deputado federal e estadual, o volume de material é outro", explica.

Apesar da expectativa de alta nas encomendas, a pesquisa da ABIGRAF de 2024 mostrou que o crescimento no faturamento nem sempre se traduz em contratação de mão de obra temporária: 83,3% das gráficas ouvidas mantiveram o quadro de funcionários inalterado no período eleitoral, e apenas 16,7% contrataram reforço, a maioria para o setor de acabamento. Resta saber se as gráficas goianas seguem esse mesmo padrão ou se preveem abrir vagas temporárias neste ciclo.

O levantamento nacional também mapeou os itens mais impressos durante o período eleitoral. Os santinhos lideram a lista, presentes em 93,1% das gráficas que produziram material de campanha em 2024, seguidos por folhetos (84,5%) e colinhas (69%). Bandeiras, adesivos veiculares, cartazetes e volantes completam a lista dos materiais mais citados.

Em Goiás, a expectativa dos empresários do setor é de que esse mix se repita, com uma diferença: como 2026 reúne mais cargos em disputa do que uma eleição municipal, a variedade de peças tende a ser maior, incluindo placas de rua e banners para comitês de campanha em diferentes escalas, do posto de vereador ao de governador.

Apesar do crescimento esperado na produção, o setor gráfico convive com uma mudança de comportamento das próprias campanhas. Segundo a pesquisa da ABIGRAF, 55,2% das gráficas participantes notaram aumento na preferência de políticos por plataformas digitais em detrimento do material impresso, mesmo que 84,5% dos entrevistados considerem o impresso igualmente ou mais confiável aos olhos do eleitor.

Para Rafael Bittencourt, especialista em marketing político, o impresso não perdeu espaço, mas mudou de função dentro da estratégia de campanha. "Hoje o santinho não é mais a principal ferramenta de persuasão, esse papel passou para as redes. Mas ele continua tendo uma função simbólica, de presença física do candidato na rua, que o digital não substitui", avalia.

Segundo o especialista, a tendência é que o material impresso e o digital caminhem juntos nesta eleição, sem que um substitua o outro por completo.

Com as convenções marcadas pelos partidos em Goiás para 4 e 5 de agosto e a propaganda eleitoral liberada a partir de 16 de agosto, o setor gráfico goiano deve entrar na fase de maior movimento a partir da segunda quinzena de agosto, quando os nomes das candidaturas estiverem oficialmente definidos e as campanhas souberem, de fato, quanto material vão precisar imprimir. Até lá, gráficas e empresas de comunicação visual seguem se preparando para um dos ciclos mais aquecidos do calendário econômico do estado. ~1328 palavras.

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Fonte (canonical): https://www.bombounaweb.com.br/tecnologia/graficas-goias-ja-sentem-efeito-corrida-eleitoral-projetam-alta-media-20-faturam/
