O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conseguiu emplacar 12 candidatos do Partido dos Trabalhadores aos governos estaduais nas eleições de 2026. A legenda fará alianças em 14 Estados para conseguir palanques à reeleição do presidente.
O partido quer repetir a frente ampla que retornou Lula à Presidência em 2022. A montagem dos palanques estaduais foi uma das prioridades do presidente ao longo do 1º semestre. O PT abriu mão da cabeça de chapa em diversas negociações para aliados com mais competitividade eleitoral - Amapá, Paraíba e Sergipe são exemplos.
O entrave do momento é Roraima. Os possíveis candidatos no Estado têm evitado a associação com as cores do PT e com a imagem de Lula.
O petista tem pouco mais de 2 semanas para concluir as negociações. As convenções partidárias serão realizadas até 5 de agosto. É o prazo para as legendas oficializarem candidatos e coligações. Os pedidos de registro das candidaturas precisam ser apresentados à Justiça Eleitoral até 15 de agosto.
O PT marcou sua convenção nacional para 2 de agosto. No dia 16 do mesmo mês, o partido realizará um ato no Estádio Vila Euclides, em São Bernardo do Campo (SP), quando deve lançar oficialmente a candidatura de Lula à reeleição.
Dos candidatos do partido, 3 governadores tentam a reeleição. São eles:
- Fonteles: Favorito nas pesquisas eleitorais.
- Jerônimo: Ocupa a 2ª posição nas intenções de voto, atrás de ACM Neto (União Brasil).
- Elmano: Em um 2º turno, perderia para Ciro Gomes (PSDB), candidato apoiado por Flávio Bolsonaro (PL).
Os candidatos à reeleição dentre as alianças do PT são:
- Ribeiro e Mitidieri: Ambos apresentam altos percentuais de intenções de voto.
- Clécio Luís: Perderia para Dr. Furlan, palanque do pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em um eventual 2º turno.
O único Estado em que o PT ainda não formou palanque foi Roraima. Alguns dos possíveis candidatos do partido têm se distanciado da imagem de Lula por causa do perfil conservador da população local. O partido teve Nelita Frank como candidata na eleição suplementar ao governo do Estado. Ela, que saiu derrotada, optou por lançar-se pré-candidata a deputada estadual.
Lula teve dificuldades até mesmo em Estados em que o palanque está definido. O presidente queria emplacar em Goiás Adriana Accorsi (PT) e a vereadora Aava Santiago (PSB) em uma chapa majoritária no Estado. O cenário ideal para Lula era Adriana no governo e Aava no Senado. Não convenceu as duas.
O PT lançou no lugar a pré-candidatura de Luís César Bueno ao governo do Estado. O desempenho do ex-deputado estadual nas pesquisas é fraco: tem cerca de 5% das intenções de voto.
No caso de Minas Gerais, o partido passou por apuros para consolidar uma candidatura ao governo. Em um cenário desfavorável, com o senador Cleitinho (Republicanos) liderando as pesquisas com folga, a maioria dos nomes aventados se esquivou de tentar o pleito.
Lula tentou o senador Rodrigo Pacheco (PSB), que desistiu. Outro nome possível foi o do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT), mas as conversas não avançaram. O nome favorito dos petistas mineiros era o da ex-prefeita de Contagem Marília Campos, que não abriu mão de sua candidatura ao Senado.
Por fim, o escolhido foi o deputado Patrus Ananias. O anúncio da sua pré-candidatura foi feito na 2ª feira (20.jul.2026).
Minas é considerada um Estado chave nas eleições presidenciais. É o 2º maior colégio eleitoral - atrás de São Paulo - e, historicamente, o candidato que vence lá ganha as eleições nacionais.
Flávio Bolsonaro tende a angariar mais apoiadores que Lula em um eventual 2º turno entre os governadores. Até o momento, são 5 pró-Flávio logo no 1º turno. Outros 8 tendem a apoiar o senador se a eleição for decidida em 2 turnos.
Lula iniciará o 1º turno com 12 governadores ao seu lado. Os indefinidos são Eduardo Leite (PSD), do Rio Grande do Sul, e o desembargador Ricardo Couto (sem partido), governador interino do Rio de Janeiro.