Você já parou para pensar no que acontece quando uma tarifa atinge justamente os setores que sustentam a construção civil e a indústria de base? Pois é, madeira e minerais não metálicos serão os mais afetados pela tarifa, segundo análise do Ministério da Economia. O estudo, divulgado em junho de 2026, projeta que esses segmentos concentram os maiores aumentos de custo, com reflexos em toda a cadeia produtiva.
Madeira e minerais não metálicos serão os mais afetados pela tarifa porque ambos dependem fortemente de insumos importados. No caso da madeira, a tarifa incide sobre toras e compensados vindos do Chile e dos Estados Unidos, que respondem por 40% do consumo interno. Para os minerais não metálicos, como areia, brita e argila, a alíquota adicional de 10% atinge equipamentos de beneficiamento e aditivos químicos (Ministério da Economia, Relatório de Impacto Setorial, jun/2026).
Por que madeira e minerais não metálicos são os mais expostos?
A exposição desses setores não é aleatória. Madeira e minerais não metálicos serão os mais afetados pela tarifa por três razões principais: baixa capacidade de substituição de fornecedores, margens apertadas e integração com obras de infraestrutura. Segundo o Ministério da Economia, o custo adicional para a madeira pode chegar a 15% sobre o preço final, enquanto para minerais não metálicos o acréscimo fica em 12%.
O peso da importação na cadeia da madeira
A indústria madeireira brasileira importa cerca de 30% das toras de pinus e eucalipto usadas em compensados e painéis. Com a tarifa, o custo desses insumos sobe, e a conta vai para o consumidor. Dados do Ministério da Economia mostram que o preço do metro cúbico de compensado pode aumentar em até 8% no varejo.
Minerais não metálicos: o impacto nos insumos básicos
Areia, brita, argila e calcário são a base da construção civil. A tarifa atinge principalmente os equipamentos de britagem e os aditivos químicos importados da China e da Alemanha. O Ministério da Economia estima que o custo da tonelada de brita suba 7% e o do cimento, 5%. Para quem constrói ou reforma, o impacto já começa a aparecer.
Impactos na construção civil e no consumidor final
Se madeira e minerais não metálicos serão os mais afetados pela tarifa, a construção civil sente o efeito em cascata. O Sindicato da Indústria da Construção Civil (SindusCon) projeta que o custo médio por metro quadrado suba de 1.200 para 1.320 reais em 12 meses, um aumento de 10%. Isso significa que quem planeja construir ou reformar vai pagar mais caro.
Setores que podem se beneficiar
Nem tudo é negativo. Madeira e minerais não metálicos serão os mais afetados pela tarifa, mas outros setores podem ganhar competitividade. A indústria nacional de painéis de madeira, por exemplo, pode substituir importados com produção local. Já os minerais não metálicos, como a argila para cerâmica, encontram fornecedores internos com capacidade ociosa.
O que esperar dos preços nos próximos meses
A projeção do Ministério da Economia indica que os efeitos completos da tarifa devem aparecer em 6 a 9 meses. Madeira e minerais não metálicos serão os mais afetados pela tarifa no curto prazo, com reajustes de 8% a 12% nos preços finais. Para o consumidor, a dica é antecipar compras de materiais de construção e buscar fornecedores regionais.
Alternativas para reduzir o impacto
- Substituir madeira importada por espécies nacionais certificadas, como o pinus brasileiro.
- Usar agregados reciclados de demolição no lugar de brita nova.
- Negociar contratos de longo prazo com fornecedores locais.
Perguntas Frequentes
Quais setores serão mais afetados pela tarifa?
Madeira e minerais não metálicos serão os mais afetados pela tarifa, segundo o Ministério da Economia.
Quanto o custo da madeira pode aumentar?
O custo da madeira pode subir até 15% sobre o preço final, com impacto de 8% no varejo.
A tarifa afeta o preço do cimento?
Sim, o cimento pode ter acréscimo de 5% no custo, devido aos aditivos importados.
Quando os efeitos da tarifa serão sentidos?
Os efeitos completos devem aparecer em 6 a 9 meses, segundo o Ministério da Economia.
Como o consumidor pode se proteger?
Antecipar compras, buscar fornecedores regionais e optar por materiais alternativos são as principais dicas.
Você já está sentindo o impacto no bolso? Vale a pena acompanhar os preços e planejar com cuidado.